11/01/2018

FLASH SALES FIOAPAVIO #3

Começar o ano a destralhar. Começar o ano a "despachar" restos de coleção de forma a que aos poucos as novidades surjam. Assim começa 2018.

Hoje trago-vos um sucesso de vendas: as alianças e anéis em aço by FIOAPAVIO. São apenas 7 peças e apenas existem nos tamanhos seguintes:

1 anel ref.AFS1- tamanho 9 (19mm de diâmetro)
1 anel ref.AFS1- tamanho 8 (18mm de diâmetro)
1 anel ref.AFS1- tamanho 7 (17mm de diâmetro) INDISPONIVEL

1 anel ref.AFS2 - tamanho 7 (17mm de diâmetro) INDISPONIVEL

1 anel ref.AFS3 - tamanho 7 (17mm de diâmetro)

1 anel ref.AFS4 - tamanho 7 (17mm de diâmetro)
1 anel ref.AFS4 - tamanho 9 (19mm de diâmetro)

Aproveitem esta promoção e BOM ANO para todos!

Envie as suas questões/pedidos de alterações para fioapaviobazar@gmail.com ou mensagem privada via FACEBOOK ou INSTAGRAM
Ousam?




09/01/2018

6 MESES DE NÓS

Seis meses de nós! Seis meses de 4 seres humanos que se descobrem a cada segundo, que se amam de forma inexplicável... seis meses de um amor que não nos cabe no peito.


Estes 6 meses trouxeram um Francisco de olhar docinho, que continua a deliciar com as suas gargalhadas sonoras, descontroladas e queridas e que gosta de fazer festinhas (e beliscões) no nosso rosto. Um Francisco mais calmo na hora de beber o seu biberão, que faz as caretas mais cómicas sempre que prova a sua sopinha (já com carne branca). Um Francisco que nos faz derreter (estamos tão tramados, não podemos deixar que ele se aperceba disso) pela forma apaixonada como nos olha. Um Francisco que aprendeu a brincar com a sua almofadinha em forma de elefante sempre que se vai deitar. Um Francisco que já deixa mudar a fralda sem levantar o seu rabiosque do muda fraldas alertando-nos de qualquer segundo sem o vigiar pode correr muito mal. Um Francisco comilão que adora passear e nesse momento até se esquece das horas magicas da refeição. Seis meses de um filho que nasceu pequenino que decidiu agora crescer como se não houvesse amanha. 

Tempo podes só passar um nadinha mais devagar?

E tu Pedro? O que te trouxeram estes seis meses de existência? Um Pedro conversador que acorda bem disposto e que quer contar ao mundo tudo o que sonhou. Um menino observador, com uma calma aparente mas que aprendeu a refilar como gente grande. Meu Deus e como refila. Grita de forma descompensada e no momento a seguir é como se nada se passasse. Um menino que prefere a sua sopinha com carne (ainda só com frango e peru), que dá as gargalhadas mais queridas (mais tímidas que as do mano e quase todas reservadas para o pai), que continua a espalhar charme com o seu olhar docinho. Um menino que já passa mais tempo sentado na sua cadeirinha Bumbo (que recomendo vivamente) e que continua colaborativo na sua fisioterapia. Um Pedro que sempre que o deitamos na caminha passa as mãozinhas pela proteção das grades e sorri de felicidade. Gosta tanto da sua caminha! Que adormece sozinho depois de virar a cabeça um sem-número de vezes (igualzinho ao seu pai). Um Pedro que já tem nas suas perninhas os pelinhos mais queridos (nesta fase é quase tudo querido mas acho que ele não vai gostar no futuro) e que se baba tanto mas tanto que mais parece um nenuco a fazer bolhinhas.

Estes seis meses passaram sem que déssemos conta de que estamos a meio ano do primeiro aniversario. Seis meses de aprendizagem desta coisa que se chama maternidade/paternidade para a qual ninguém prepara mas que foi tao desejada por nós. Seis meses de demasiadas emoções e vivencias para tão pouco tempo. Seis meses da montanha russa de emoções mais fantástica de todos os parques de diversões do mundo.

Que venham os desafios dos sete meses...




03/01/2018

ASSIM FORAM OS 365 DIAS MAIS INTENSOS DAS NOSSAS VIDAS

Possivelmente estes serão os 365 dias mais difíceis de materializar em palavras. Tal se deve não só ao facto de ter sido o mais marcante para mim enquanto mulher, para mim enquanto mãe e para nós enquanto família e ainda pelo facto do tempo ter ganho outra dimensão. Mas aqui fica uma ideia do que foi...

  1. Grávida! Foi assim que comecei o ano!
  2. Chorei o facto de não me ser possível partilhar com todos esta noticia tão esperada
  3. Vomitei tudo o que comi em 2016
  4. Voltei a comer tudo o que comi
  5. Chorei de alegria quando vi dois corações a bater dentro de mim
  6. Chorei de alegria quando soube que eram dois meninos (eu sabia que era a preferência dele)
  7. Consolidei amizades
  8. Deixei de alimentar muitas.
  9. Umas morreram
  10. Outras ganharam novo fulgor
  11. Chorei de tristeza
  12. Chorei de surpresa
  13. Chorei de alegria mais vezes do que me conseguirei lembrar
  14. Privei-me de comer coisas para o bem dos meus pequeninos
  15. Passei a ter mais cuidado com a alimentação
  16. Adiei o exercício físico que tanto preciso
  17. Vivi picos de ansiedade que desconhecia existir
  18. Tive medo
  19. Tive muito medo
  20. Tive insónias
  21. Tive pesadelos
  22. Sonhei os sonhos mais bonitos de sempre
  23. Imaginei os rostos dos meus pequeninos
  24. Abracei amigos
  25. Deixei-me abraçar
  26. Recebi presentes que me comoveram
  27. Li palavras que acredito ainda não merecer
  28. Comprámos as primeiras roupinhas para os meus pequeninos
  29. Organizámos o quartinho para os receber
  30. Trocámos de carro 
  31. Conhecemos pessoas queridas
  32. Perdi o medo das agulhas (ou parte dele)
  33. Frequentei o hospital mais vezes do que nunca
  34. Tive medo
  35. Chorei
  36. Ri-me
  37. Continuei à espera das palavras que decidi já não esperar
  38. Fiz o luto de pessoas vivas (ou tentei... vá)
  39. Escrevi menos do que precisava
  40. Li menos do que necessitava
  41. Acumulei livros que não sei quando vou ler
  42. Não fui ao meu Alentejo tantas vezes quantas precisava
  43. Deixei de ter pés e pernas
  44. Passei a ter troncos
  45. Achei que nunca mais iria calçar melissas ou ténis
  46. Passei demasiadas horas a vomitar
  47. Perdi anos de vida sempre que íamos a uma ecografia
  48. Apanhámos um susto de morte com um dos nossos pequeninos
  49. Chorei sozinha mais vezes do que imaginei
  50. Chorei sozinha mais vezes do que precisei
  51. Sonhei 
  52. Imaginei conversas
  53. Imaginei partilhas
  54. Deixei de seguir blogs
  55. Deixei de fazer likes por cortesia
  56. Passei a seguir blogs escritos por pessoas e não por agencias de publicidade
  57. Perdi o interesse por varias pessoas
  58. Passou a dar-me náuseas o altruísmo em troca de likes
  59. Ouvi o coração dos nossos pequeninos
  60. Ouvi a palavra mãe dirigida a mim pela primeira vez
  61. Deixei de dar injeções em mim própria
  62. Quase enjoei os meus pratos favoritos
  63. Tive vontade de provar todos os gelados deste mundo e do outro
  64. Não fiz uso dos desejos de gravida
  65. Usei a lei das prioridades
  66. Quase pedi o livro de reclamações de um organismo publico por causa disso
  67. Tive a certeza de que a segurança social está cheia de gente acomodada
  68. Marquei o nascimento dos meus filhos
  69. Escolhemos as roupinhas para eles usarem com todos os cuidados
  70. Soube da gravidez de algumas pessoas queridas
  71. Vi partir familiares de pessoas especiais
  72. O cancro entrou de novo nas nossas vidas
  73. Vivi momentos de angustia 
  74. Quase morri de calor
  75. Trabalhei muito menos
  76. Tive saudades da minha FIOAPAVIO e do bem que ela me faz
  77. Irritei-me com a incompetência de alguns
  78. Passei a ser uma consumidora online fervorosa
  79. Agradeci a enorme graça que recebi
  80. Fui a Fátima
  81. Orei
  82. Chorei
  83. Fui ignorada
  84. Tive saudades de quem morreu
  85. Tive medo por quem está vivo
  86. Fui cortada
  87. Fui cozida
  88. Fui mãe e não chorei
  89. Fui mãe e sorri
  90. Descobri o amor sem limites
  91. Cruzei-me com o amor sem barreiras
  92. Dei de mamar
  93. Chorei de felicidade
  94. Ri de felicidade suprema
  95. Agradeci
  96. Voltei a agradecer
  97. Discuti mais vezes do que queria
  98. Pedi desculpa
  99. Boicotei-me
  100. Vi a minha afilhada ser batizada
  101. Contei a nossa historia na esperança que servisse para ajudar alguém
  102. Vi nascer "sobrinhos"
  103. Vi crescer sobrinhos... à distancia
  104. Tive saudades de coisas que não vão acontecer
  105. Levei pancada e dei a outra face
  106. Levei os meus pequeninos para casa
  107. Tivemos medo por eles
  108. Tivemos medo por nós
  109. Ouvimos os sons mais maravilhosos
  110. Cheirámos as pessoinhas mais especiais de todas 
  111. Passámos a ser uma família
  112. Deixámos de controlar o nosso tempo
  113. Passámos a ser dominados por dois seres mínimos
  114. Fomos às urgências
  115. Fomos felizes
  116. Somos felizes
  117. Caí com o Pedro
  118. Chamei o INEM a nossa casa
  119. Andámos de ambulância pela primeira vez
  120. Chorei lagrimas que julguei já não ter
  121. Passámos mais horas no hospital do que desejei e imaginei
  122. Chorei de alegria de os ter nos braços
  123. Deixei de dormir 
  124. Deixei de comer a horas
  125. Agradeci
  126. Tropecei em palavrões que desconhecia 
  127. A plagiocefalia, a braquicefalia, o torcicolo, a hipotonia axial entraram nas nossas vidas
  128. Vi o Papa na televisão e chorei
  129. Agradeci
  130. Orei
  131. Voltei a agradecer
  132. Limpei cocos
  133. Fui atingida pelo xixi mais maravilhoso de todo o mundo
  134. Deixei de dar de mamar
  135. Fiz mais biberons do que alguma vez me ocorreu
  136. Cheguei a mudar 20 fraldas por dia
  137. Quase morremos de exaustão
 364.  Fui imensamente feliz
 365.  Não mudava nada!

2017 tinha de ser um ano especial pois terminava no meu numero - o 17! Foi o ano em que me tornei mãe de dois meninos caranguejos (como a mãe), foi o ano em que com todos os contratempos vi o meu sonho maior tornar-se realidade e se assim foi... o que dizer dele? Foste imensamente generoso, obrigada! 

Para 2018 "apenas" peço a saúde que todos desejamos porque o resto... nós conquistamos.

Feliz ano de 2018 para todos. Sejam felizes!

31/12/2017

NÃO TE VÃO LEVAR DE MIM

Ela tenta todos os dias roubar um pedaço de ti mas eu não deixo. Ela tenta contaminar todas as nossas recordações mas eu recuso-me a ceder. Ela vai adormecendo todas os momentos que vivemos juntos mas eu insisto em mante-los vivos. Ela não te vai roubar de mim avô. 

A memória é cruel avô. 

Hoje é aquele dia em que todos andam preocupados em fazer listas que não chegarão a cumprir, a fazer balanços cujos resultados irão ignorar e com eles nada aprender, a fazer compras de ultima hora para que os brilhos e a opulência não faltem no momento da festa... mas sabes avô... sabes porque choro tanto neste dia? Porque te imagino com os meus meninos nos braços, porque invento reações e sorrisos cúmplices entre vocês... são dois meninos avô!!!!! Dois machos como tu dirias (és de outra geração) finalmente dois meninos na família. Tu que sempre estiveste rodeado de mulheres, tu que perdeste o teu filho homem demasiado cedo... são dois homenzinhos avô e têm o teu nome! Tinham de ter avô. Tinham de ter porque eu não vou deixar que ela te leve de mim. Tu existes!! És meu enquanto eu conseguir criar estas memorias que são só minhas. Eu não te vou deixar ir. Não vou mesmo avô.

Tenho saudades tuas avô. Tenho tantas saudades nossas. E tenho saudades de todos os momentos que não irás viver com os teus bisnetos. Vocês iam gostar tanto uns dos outros mas tanto que a avó iria ficar cheia de ciúmes. 

A memória é cruel avô mas o meu amor ainda chega para preencher todos os cheiros que teimam em desvanecer-se, para sentir todos os sabores do nosso Alentejo que me deste a conhecer... fica aqui avô! 

Por favor!


27/12/2017

A MAGIA DO NATAL #1

E quando menos esperamos acontece magia, a magia do natal. Quando menos esperamos o poder das palavras transportam-nos para um lugar de afetos e carinho de onde nunca mais queremos sair.
Seria fácil dizer que este natal foi o mais esperado de todo o sempre: o primeiro dos meus pequeninos milagres. Seria fácil dizer que ver o natal através dos seus olhinhos brilhantes e curiosos foi a experiência mais emocionante e comovente de sempre. Seria fácil, muito fácil! Mas o meu natal foi mais alem... muito mais alem.

Durante a semana que antecedeu a noite magica recebi duas encomendas de duas pessoas queridas que chegaram a mim através da minha/nossa FIOAPAVIO. Duas pessoas com família, com os afazeres de uma consoada que requer sempre muita atenção, com aquelas compras de ultima hora que por mais que tentemos acabamos sempre por ter. Duas pessoas que retiraram às suas vidas um pedacinho de tempo para dedicar a nós. Duas pessoas que já nem sei em que momento deixaram de ser clientes para serem AMIGAS. As encomenda chegaram e com elas dois envelopes cheios de letrinhas manuscritas, letrinhas que eu antevia serem de uma comoção gigante. Guardei-as debaixo da nossa arvore juntamente com os respetivos miminhos destinados aos meus pequeninos.

A noite magica chegou e com ela o tempo certo para abrir os envelopes e deixar-me guiar pelas emoções. E foi mágico. Alguém que ainda pega numa caneta e que deixa que o coração guie aquele objeto ao longo do papel em branco, alguém que deixa que o carinho e amizade se converta em parágrafos de afeto e carinho é alguém muito especial. E eu tive logo a sorte de ter duas pessoas assim na minha noite magica. O que estava la escrito era amor sob forma de carta, era carinho, era um sem numero de sentimentos bonitos que vinham endereçados à minha recente família (e nem se esqueceram do pai babado). Minhas queridas SANDRA e BERTINA eu não sei expressar o que as vossas cartas trouxeram à minha noite mas vos garanto que a tornaram numa das mais magicas de sempre.

OBRIGADA por me mostrarem que por vezes um "simples" gesto é tao maior que o mais desejado dos presentes. OBRIGADA por me mostrarem a magia da amizade e do natal dos afetos.

Feliz natal! Gostamo-nos muito! Mais e mais...

19/12/2017

5 MESES DE NÓS

Cinco meses se passaram desde que vocês nasceram.

Cinco meses de desafios diários e constantes que testam a nossa capacidade de improviso. 

Cinco meses de sorrisos rasgados, de choros incompreendidos, de dores malditas que nos esforçamos por evitar, de fraldas mudadas em poucos segundos, de orgulho.

Cinco meses e um amor incondicional e desmesurado.

Os cinco meses revelaram um Francisco mais conversador, que reage rapidamente a todos os estímulos, que se irrita e manifesta a sua vontade com sons que mais parecem um rosnar (querido e engraçado). Um Francisco que faz desta mãe a mais babada de todas as mães quando o apanha a olhar para ela de forma apaixonada (o pai tem um pontinha de ciúmes... eu também teria) e que reserva para ela a gargalhada mais sonora e deliciosa da historia das gargalhadas. Um Francisco comilão e impaciente, que continua a pregar sustos quando bolsa pois é sôfrego na sua forma de comer. Um Francisco que se rebola na cama até conseguir sentir o topo da sua cabecinha na proteção de berço e que fica ali encaixado entre a proteção e o rolo que avó fez para os dividir na caminha (sim aos 5 meses ainda dormem na mesma caminha). Estes cinco meses trouxeram-nos um Francisco que só apetece apertar de tao querido e desafiador que é e que possui um charme e ar maroto que irão fazer derreter muitos corações... o meu já era!

E o Pedro? Que Pedrinho é este que de repente se mexe para todo o lado, sem limitações físicas nem constrangimentos? Os cinco meses trouxeram ao Pedro uma vontade maior de olhar para tudo, de tocar em tudo, de falar pelos cotovelos e refilar como se de gente grande se tratasse chegando a ser divertido fazer com que ele chegasse a esse tempo (quem diz a verdade não merece castigo). Trouxe um Pedro dorminhoco que facilmente o seu biberon por mais umas horinhas de soninho bom. Trouxe um pedro charmoso que continua a dar os sorrisos mais irresistíveis com os seus olhinhos amendoados. Um Pedro meiguinho e querido que já aceita que dormir de lado é o melhor para ele. Trouxe um Pedro (e um Francisco) que descobriram a televisão e o canal Panda ficando completamente vidrados quase sem pestanejar. Estes cinco meses trouxeram um Pedro que teimosamente insiste em colocar o dedo na boca e chuchar mesmo que esteja a ser constantemente contrariado (estou tao tramada) e que é a cara de um avô babadíssimo (e da mãe claro, já que esta é igual ao avô).

Foram sem duvida 5 meses de descobertas mutuas regadas por todo o amor que é humanamente possível de sentir. E foi aos 5 meses que os meus pequeninos se descobriram... que olha mais um para o outro, que se tocam mas ainda sem se ligar grande importância. O que pensarão?

O que virá a seguir?


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