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13/09/2019

QUERIDO PAI NATAL #19 (A LISTA DO ANO PASSADO TERMINOU NO 18)



Pronto a VANS decidiu "mexer" com um dos filmes da minha vida "The Nightmare Before Christmas" e criar uma colecção sobre o tema... alguém (EU) vai ter de destralhar (muiiiiiitooooo) para um destes pequenos vir morar cá para casa!! Ai vai vai!

Venham tudo sobre esta parceria AQUI

E já agora adivinham qual é o meu par favorito?




12/09/2019

CRECHE #5



E já são dois dias seguidos em que o meu pequenino mimocas (Francisco) fica a chorar. Não! Não é choramingar é mesmo mesmo a chorar a plenos pulmões como se lhe estivessem a arrancar uma parte do corpo.

Meu Deus como custa. Como dói virar as costas. Repito de mim para mim que ele vai ficar bem (e vai mesmo). Repito que é um processo lento, afinal foram 2 anos sempre comigo, mas dói. Não há como ignorar que dói e muito. 

Sim eu sei que faz parte. Sim eu sei que não somos diferentes. Sim eu sei que acontece com todos os pais, com todos os meninos, todos os anos mas... dói!

"Meu amor pequenino que nunca penses que estás a ser abandonado porque estamos aqui SEMPRE para ti e para o mano"


Como se adormece esta dor? Contem-me tudo!


10/09/2019

CRECHE #4



E ao quinto dia lágrimas... muitos beicinhos e lágrimas de partir a alma.

Mal viramos a esquina e já estão aos pulos e a dançar.

Sejam felizes meus amores ainda que as lágrimas façam parte dessa felicidade.

06/09/2019

CRECHE #3



O acordar foi mais difícil hoje. Quando diziamos que iam ver os meninos e a Patrícia o Pedro soltava logo um "nã nã" acompanhado de um virar de cabeça para um lado e para o outro.

Já sabíamos que este dia ia chegar.

Despachamos-nos e lá fomos os 4 rumo ao mundo da descoberta.

O nosso campeão Francisco ficou logo a correr com os poucos amiguinhos que estavam na salinha e o Pedro... o Pedro topou logo que nos íamos embora (até porque não o fazemos às escondidas. Despedimos-nos sempre com "os papás vão trabalhar mas a mama já vem buscar os pequeninos" 

E desta vez tivemos de deixar o nosso pequenino mais velho a choramingar... ficámos ali ao lado da janela e percebemos que ia ficar tudo bem e que as bolas de sabão da Patrícia iam fazer sucesso (soubemos mais tarde que a choraminguice ainda regressou uma ou duas vezes mas que passara com a distracção/brincadeira).

Quando os fui buscar estavam super bem disposto. Estava a subir as escadas e ja via o meu Francisquinho a bater palmas e a dançar ao som da musica e o pedro a arrumar os livros com a educadora. Foi mesmo a melhor recepção de sempre. Todos animados, a distribuir fives e adeus para todos os lados. Aqueceu-me o coração confesso.

Segundo a Patrícia o dia hoje foi muito melhor pois o Pedro já comeu a sopa e quando viu que havia massinhas começou a bater palmas (tão filho da sua mãe) e até comeu gelatina que é uma coisa que eu já tentei em casa não sei quantas vezes. Também se quis ir logo deitar na sua caminha no chão (uma novidade) junto dos outros meninos.

O nosso Francisco é um campeão de meiguice e lá anda a espalhar ternura por todo o lado.

Não querendo deitar foguetes antes da festa, esta adaptação tem sido relativamente facil e muito positiva. Sabemos que haverão dias de birras e de negação mas que atire a primeira pedra quem nunca teve vontade de ficar na caminha mais umas horinhas? 

Segunda feira é outro dia.


05/09/2019

CRECHE #2



Nove da manha Pedro e Francisco entregues nas mãos da educadora.


Quatro da tarde Pedro e Francisco entregues nas mãos da mãe e avó.


nota - Pelo meio o Pedro não quis almoçar mas estava com tanto sono que adormeceu, nos braços da educadora e da auxiliar, e quando acordou esganado de fome rendeu-se às evidencias e comeu duas pratadas de papa que foi coisa que ele nunca tinha comido na sua vida. Francisco decidiu marcar o terreno e fazer um xixizinho na roupa e nos lençóis e quando o fui buscar já não estavam vestidos de igual

Sem dramas e um dia de cada vez.


04/09/2019

CRECHE #1




"Hoje é o primeiro dia do resto da tua vida" esta historia podia muito bem começar assim.


Hoje foi o primeiro dia de creche dos nossos pequeninos e não tendo sido perfeito pareceu-nos que até correu muito bem.

O  nosso dia começou a cinco, a avó ainda presente nas nossas rotinas e já antevendo um inicio com recuos, mas foi a quatro que o primeiro corte se deu.

Entraram na escolinha pelo próprio pé e com o seu bibe vestido, nas costas orgulhosamente carregavam os seus amigos elefante e tigre (que isto de primeiros dias é mais fácil quando temos animais ferozes para nos protegerem - Mochilas queridas da AFFENZAHN da www.ibagyou.pt @ibagyou.portugal) e cumprimentaram o porteiro com um maravilhoso acenar e um fixe e um five (imagem de marca dos manos Ferreira) e lá foram eles... 

No caminho para a sala azul o Francisco teve tempo para se apaixonar por um triciclo e temo que seja um caso serio daqui para a frente.

Entraram na sala, foram fazer o reconhecimento do local, e ficaram logo a descobrir brinquedos e livros que estavam ali mesmo à mão e todos uma novidade. Trocámos umas palavras com a educadora e combinámos que sendo o primeiro dia seria uma coisa para poucos dramas e fundamentalismos e se fosse preciso ir busca-los mais cedo eu lá estaria.

Pais e filhos despediram-se com um até já que os papás vão trabalhar e já voltam para buscar os pequeninos. 

Era oficial: os nossos pequeninos iam viver a sua primeira aventura escolar

Os minutos passaram, as horas passaram e o telefone tocou. No visor aparecia o numero da creche: "mãe está tudo bem mas o Pedro não quer comer e não quer dormir".

Mãe a caminho.

Reza a lenda que chegados à hora da refeição o senhor Pedro todo eufórico para se sentar na cadeira e mesa pequeninas bateu com o lábio na mesa e fez um golpezinho o que veio condicionar o seu estado de espírito. Não quis comer nada apesar da insistência da educadora e auxiliares. O Francisco lá comeu a sopa e a fruta o que já não era mau de todo (a luta com os sólidos tem vários meses e tem sido mesmo difícil) e ficou pronto para dormir a sesta com os seus novos amiguinhos. Mas o Pedro não! Dormir??? Não quero!

Berreiro!

E foi nesse momento que me ligaram (conforme combinado)

Quando cheguei à sala lá estavam eles alegres e contentes, como se nada se tivesse passado, prontos para ficarem lá mais 5 horas se caso fosse. Os dois estarolas tinham a educadora só para eles e os restantes amiguinhos todos a dormir... espertalhões!

Amanha é outro dia e outra tentativa...


nota - os horários de casa e os horários da creche são muito diferentes e acho que este é o grande problema do momento. Convínhamos que almoçar às 11.30 ou lanchar às 15.30 não é para todos. Com calma chegamos lá.


O QUE A MÃE QUER QUE VOCÊS SAIBAM SOBRE ESTE DIA

Mochilas queridas da AFFENZAHN da www.ibagyou.pt @ibagyou.portugal


É difícil escolher as palavras certas para que vocês um dia leiam.

É difícil perceber quais as palavras corretas para expressarem o que sinto sem que existam mal entendidos.

Por ser difícil escolhi, como sempre, escrever com o coração. Esta mãe que vos escreve e que vos ama mais do que a própria vida ansiou por este dia. É verdade meus amores. Vejo neste dia uma liberdade que iremos partilhar e que certamente nos irá marcar para sempre. Hoje é a primeira vez que saem da minha asa para voar. E vai ser tão bom e tão maravilhoso ver-vos ir como será difícil gerir a ansiedade de não vos ter perto. Hoje irão começar o vosso percurso escolar, criar laços com outras pessoas fora do nosso núcleo (protegido) familiar, vão fazer as vossas escolhas (ainda que orientadas e condicionadas), vão brincar, vão aprender, vão crescer... e a única coisa que esperamos de vocês é que sejam meninos felizes.

Hoje é a primeira vez que eu saio da vossa asa. Foram 3 anos a viver para este projecto que se chama maternidade. Há 3 anos que eu vivo para vocês. Foram (e serão mas de outra forma) a minha prioridade custando-me o meu eu. Algures neste caminho a mãe perdeu-se e vocês merecem uma mãe inteira. Uma mãe que se orgulhe de si e vos faça sentir orgulho. Uma mãe plena. Uma mãe que sendo feliz não passe por momentos de infelicidade profunda. Uma mãe que nunca vos culpe pelas suas decisões. Vocês meus amores não merecem culpa. Vocês merecem tudo o que eu tenho de melhor e o meu melhor vai chegar. O meu melhor começa também hoje.

Hoje entreguei o meu coração nas mãos de outras senhoras. Senhoras que espero que vocês respeitem, que oiçam, que acarinhem, que façam parte das vossas memorias felizes.

Hoje vamos levantar voo. Os três. Nada voltará a ser igual mas será certamente melhor. É tempo de construir novas rotinas, é tempo de encaixar silêncios perdidos e tão necessários, é tempo de cuidar, é tempo de curar.

Foram tantas as vezes que ouvi "vais chorar quando os deixares", "Vais ver que vais ter saudades de estar apenas com eles"... estou dormente demais para entender se será assim mas a verdade é que hoje as lágrimas que rolam na minha cara são de fé, de gratidão e de expectativa pelo que aí vem. Nada ficará igual. Nada será igual e está nas nossas mãos fazer deste capitulo da nossa vida o mais bonito que conseguirmos.

Vocês serão sempre a minha melhor parte. E hoje devolvo-os ao mundo. Descubram-no! Tudo está por descobrir e tudo está ao vosso alcance assim o desejem e mereçam. Voem meus amores, o ninho estará sempre pronto para vos receber!

11/07/2019

Francisco e Pedro no mundo dos sonhos - O DIÁCONO E O REBANHO #3


Créditos de imagens Marta José da DREAMAKER






Se tivesse de escolher uma fotografia que simboliza o batizado e segundo aniversario dos meus pequeninos seria esta: o momento em que são acolhidos na casa do senhor e em que a comunidade os saúda. Foi sem sombra de duvida o momento que mais me emocionou (e olhem que eu sou caranguejo e choro por tudo e por nada). Mas vamos lá falar do que aconteceu no dia 22 de Junho de 2019 às 15.00.

Já havia estado na Igreja de Santo António do Estoril e tinha ficado apaixonada mas estava longe de imaginar que um dia também ela faria parte da nossa historia. A sua construção data do século XVI, e foi quase destruída pelo terramoto de 1755. No séc. XVIII a igreja conheceu  grandes transformações - altar com a atual talha dourada, 3 janelas rasgadas na fachada integralmente construída em pedraria, tal como hoje ainda encontramos, e encimada por uma imagem de Santo António colocada num pequeno nicho. Em 1927 um incêndio destruiu o remodelado templo seiscentista. O projeto de Tertuliano Marques permitiu salvar alguns dos antigos azulejos e manter a traça original do edifício, tendo-lhe sido acrescentados os frescos do teto atual, da autoria de Carlos Bonvalot, bem como o conjunto azulejar, concretizado pelo Mestre Victória Pereira.







Mas este dia estava destinado a ser mesmo especial de todas as maneiras e aqui chegamos a um homem de português açucarado, de sorriso resgado e contagiante que nos recebeu literalmente de braços abertos e nos acolheu "em casa" e que logo nos confidenciou, apos os nossos pedidos de desculpas perante as vozes audíveis de todas as crianças (quase 30 entre pequeninos e adolescentes) "não se preocupem eu tenho 6 netos" . Acho que todos tentámos disfarçar o nosso ar de surpresa mas em vão pois logo surgiu uma explicação "eu não sou padre eu sou diácono". Eu estava longe de imaginar que o diácono poderia ser casado e ter família própria e fui investigar. Percebi então que o diácono na Igreja Católica possui o primeiro grau da Sacramento da Ordem, sendo ordenado não para o sacerdócio, mas para o serviço da caridade e da proclamação da Palavra de Deus e da liturgia. Na Igreja Católica Romana, os diáconos podem ser de duas naturezas, uma delas transitória e outra permanente. A diaconia transitória é exercida pelos aspirantes ao prelado, que tendo feito votos celibatários atuam a serviço da Igreja antes de serem ordenados como padres, e a diaconia permanente é exercida por leigos fiéis, sem a necessidade de votos do celibato, podendo ser casados.
E que bonita, profunda e alegre foi a nossa cerimonia. Uma analogia entre o São Pedro e São Francisco de Assis que não tendo sido a origem da escolha dos nomes fez ainda mais sentido que assim tivesse acontecido. Uma voz que se ia elevando e suavizando consoante os barulhos infantis, sem dramas nem chamadas de atenção.

Que dia bonito para aprender e conhecer a figura do diácono na igreja católica.

A madrinha Rita e madrinha Sara fizeram as suas leituras de forma irrepreensível como se tivessem nascido para o momento.

Chegados ao momento mais simbólico para a maioria o Sr. diácono achou que os meus pequeninos precisavam de se purificar a fundo, mas quando digo a fundo foi mesmo a fundo. Saíram da pia batismal como se tivessem acabado de mergulhar no rio Jordão.





E já agora recordam-se do problema dos padrinhos (escrevi AQUI sobre isso) ? Pois bem, na verdade a senhora da secretaria já me havia confidenciado isso, acabaram por assinar como padrinhos e não apenas como testemunhas o que tornou tudo ainda mais perfeito e harmonioso.


Estava feito. Os nossos pequeninos Francisco e Pedro são agora ovelhas deste grande rebanho e podem começar, com a ajuda de todos, os seus caminhos de fé.

Que nunca vos falte a fé meus amores pequeninos pois ela é alimento quando tudo o resto não chega para nos manter de pé.






06/07/2019

Francisco e Pedro no mundo dos sonhos - AS ARRUMAÇÕES QUE SE IMPÕEM #2


Créditos de imagem Marta José da DREAMAKER


Organizar o aniversário e batizado dos meus pequeninos fez com que terminássemos uma série de coisas que se vão empurrando com a barriga e adiando, adiando, de forma indefinida.

A primeira coisa a fazer era retirar o elefante branco da sala, perdão, o parque. Aqui que ninguém nos lê os parques não são de grande ajuda para quem tem gémeos a menos que sirvam para guardar brinquedos que foi essa a função do nosso quase diariamente. Este ainda serviu para algumas brincadeiras pois tem uma porta com um fecho e eles entram e saem e acham engraçada esta casinha porém a verdade é que é um mono num canto de uma sala.

Mas onde colocar os brinquedos dos miúdos? Sim temos uma daquelas trouxas que se abrem e fecham mas não cabe lá tudo e para peças pequenas/jogos/legos não é a opção ideal. Vi umas caixas (aparentemente giras) na loja viva mas vieram a transformar-se no verdadeiro horror dos horrores. 




Primeiro aceitaram a encomenda, paguei, e depois vieram dizer que não tinham os artigos todos que me iam devolver o valor da peça em falta.
Quando recebi a encomenda fiquei horrorizada. A qualidade, ou falta dela, era no mínimo discutível e não percebo como é que se vendem artigos assim para serem manipulados por crianças. Fica aqui uma pequena amostra para compararem com a imagem anterior e que está no site. Mesmo depois da minha reclamação os artigos continuam à venda, mostrando um claro desrespeito pelo consumidor.


O processo de troca e devolução do dinheiro veio a revelar-se um pesadelo com trocas de mensagens, telefonemas infindáveis e um arrastar de uma situação que era obvia. Estes artigos não são próprios para crianças, não apresentam a qualidade desejada e não deveriam estar sequer à venda (uma vez que me foi dito por uma funcionaria que as peças que me haviam sido enviadas tinham sido escolhidas e eram as melhores… medo). Só depois de ameaçar a loja de que faria queixa deles às entidades competentes é que procederam à devolução do dinheiro, um mês depois quase. Portanto a loja viva está morta!

Acabámos por optar pelas caixas da lego que são giríssimas e super fáceis deles manusearem e que se empilham. Alem destas vantagens ainda permitem que se lavem facilmente. A Telma da Nuvem de Pano  foi uma querida e o processo foi rápido e eficiente como se pretende. Espreitem pois a loja online é uma perdição e digam-me se o difícil não é mesmo escolher apenas uma coisa.

Brinquedos arrumados na sala era altura de passar para o quarto deles, local existiam imensos projetos por terminar. Fiquei apaixonada por uns balões de cerâmica da LITLE CLOUD e mal os vi no Instagram da marca comprei e ficaram meses dentro das caixinhas à espera da inspiração certa. No site da marca eles surgem sempre com uns coelhinhos pendurados mas eu queria fazer algo diferente. Como tinha umas letras de madeira com as iniciais deles e um espaço na parede por cima da biblioteca onde guardamos os seus livrinhos todos achei que era perfeito.



Outro projeto eternamente adiado era dar um ar digno a um presente querido do Ti/Ana/Hugo que nos fora oferecido quando os nossos pequeninos nasceram: pasta de modelar para registar as mãos ou os pés. Nós fizemos o molde dos pés deles por altura do primeiro natal quando tinham 6 meses. Agora era a vez da mãe fazer a sua magia e colocar os moldes nas molduras. Confesso que fiquei orgulhosa do meu trabalho, depois foi apenas juntar a uma parede cheia de coisas bonitas da Marta e da Joana e da minha Raquel   (e a falta de qualidade das novas moldura dos Ikea?? aquele arquinho mata-me).



Aos poucos as coisas começaram a ganhar um ar mais arrumadinho e mais a nosso gosto. Colocámos varias prateleiras por cima da comoda de forma a expor alguns peluches que queremos guardar para memoria futura e, finalmente, juntámos os anjinhos que a avó Teresa e o avô Sebastião trouxeram de Fátima à Nossa Senhora também trazida de lá à fotografia do primeiro evento social dos nossos pequeninos.


Não me orgulho nada de termos adiado tantos projetos, alguns que nem mencionei aqui, mas quem nunca? Nada como uma boa pressão para nos colocar no caminho certo, verdade? 

Casa arrumada, pelo menos por um dia, vamos às fatiotas?









30/06/2019

MARCAS PORTUGUESAS E AS SUAS DORES DE CRESCIMENTO






Lamento cada palavra que escreverei sobre este assunto, mas é algo que me incomoda profundamente, e que serve de introdução a uma séria de textos felizes. Alerto já para o facto de isto retratar a minha/nossa experiencia o que não significa que outras pessoas nas mesmas circunstancias tenham relatos diferentes dos nossos. Esta é a minha/nossa perspetiva, por isso vamos la despachar isto para chegar ao que realmente importa.

As marcas portuguesas, salvo honrosas exceções, não sabem crescer. Não sabem mesmo. Muitas descuram a qualidade, negligenciam o cliente, não cumprem prazos, não enviam faturas sem que estas sejam quase suplicadas e inventam desculpas para justificar os incumprimentos como se o cliente fosse um tonto e que deve aceitar qualquer coisinha.

Hoje em dia é quase imperativo que se aceite o medíocre ou menos bom se a imagem é particularmente bonita e se faz soltar uns audíveis “Uauuuu super giro” ou um “Ohhhh que fofinho", ainda que o resultado final não seja o que o cliente pediu e pagou. Estamos na era da imagem, em que o conteúdo pouco importa. Pois eu sou uma cliente aparentemente difícil pois gosto de receber o que pago, não me importo de pagar mas receber o equivalente ao que paguei, aceito falhas mas (e este é um grande mas que poucas marcas entendem) acompanhadas de justificações sérias e honestas e no momento certo (não esperar que a cliente nem dê pelas falhas e omissões).

Em Janeiro de 2019 começámos a preparar o batizado e segundo aniversario dos nossos pequeninos: contactei (porque fui eu que comecei este processo quase sozinha para facilitar) vários locais para a realização do evento, sondei marcas que me fornecessem o catering e a decoração, pensei/ámos no presente que daríamos aos nossos pequeninos, procurei marcas que fizessem velas/toalhas e álbuns para o efeito e só não procurei fotografo porque esse está escolhido desde o momento em que se cruzou connosco – a nossa Martinha da DREAMAKER. Se pensarmos que a data do evento seria a 22 de Junho de 2019 parece-me que não foi nada tratado em cima da hora… ou será que foi? Acreditam que recebi mensagens de locais de eventos 5 meses depois de os contactar?

Seria de esperar que algo tratado 6 meses antes me trouxesse a paz que tanta falta me faz mas enganem-se pois o processo foi lento, desgastante, frustrante e com muitas desilusões pelo meio. Volto a reforçar que sou uma cliente exigente e mais do que saber o que quer sabe muito bem o que não quer.

E posto isto voltamos ao título deste texto: tristemente percebo que algumas marcas portuguesas não sabem crescer. Vão à televisão, patrocinam umas quantas figuras publicas e aí vão elas lançadinhas rumo ao (in)sucesso. O cliente que lhes paga efetivamente as contas esse é servido como calha e ainda tem de se calar pois “aiii é a marca X” ou “mas como é que dizem isso se é a marca Z”. Eu digo! Eu digo porque pago, porque cumpro e porque me recuso a prestar vassalagem a marcas que não merecem a nossa gratidão e porque, este ponto é o mais importante, acredito que só podemos melhorar com a critica positiva, com aquela que nos faz crescer e sermos mais e melhor.

No dia do Batizado do Francisco e do Pedro eu decidi que iria colocar tudo isto para trás das costas. Eu escolhi ser feliz. Fazer parte da luz que guiaria os meus filhos ao reino de deus, porque meus amigos, para muitos a festa é importante mas para mim/nós o batizado é muito mais do que isso, o batizado trata de fé, de encaminhar os nossos filhos à casa do senhor e de partilhar tudo isto com as pessoas que amamos e que escolhemos para fazer esta longa caminhada que se chama viver.

Eu escolhi, tal como no dia do meu/nosso casamento, que se algo estivesse menos bem colocaria o filtro do “Está tudo bem”. E verdade seja dito aos olhos dos convidados parece que estava mesmo. Ouvimos rasgados elogios ao longo do dia o que faz com que tudo isto se torne ainda mais pessoal. Eu, com uma depressão pós parto, devidamente diagnosticada e largamente ignorada, tive um desgaste fora do normal para quem tentou com que tudo se resolvesse a tempo.

Agora, depois de lerem isto, se calhar entendem porque razão em 2013 quando fui convidada para ir ao “Você na Tv” eu disse NÃO! Não por despeito ou por ingratidão, mas porque a FIOAPAVIO sou eu! E por respeito aos meus clientes, por respeito aos seus pedidos, e como já tinha uma lista de espera na altura pois estávamos no apogeu dos maxi colares que tanto trabalho me dão e porque era natal, eu decidi dizer não. Depois disso aconteceram mais convites, mercados e programas de televisão, recebi a sic na minha casa e apareci no jornal da noite, mas todos os passos que dei foram sempre a pensar no que já conquistei e não na ganância de querer sempre mais e mais a qualquer preço.

Cada criador/autor saberá muito bem o que fazer com a sua marca mas enquanto consumidora eu tenho uma opção: a de dizer até sempre ou dizer até nunca.


Agora, vamos ao que realmente importa? Textos felizes... aguentam?








31/05/2019

SOU FILHA UNICA MAS OS MEUS FILHOS NÃO

Odeio ser filha única. 

Odeio mesmo. 

Acho triste morrer sem conhecer o amor que se sente e que se recebe de um irmão. Não falo daqueles irmãos do "Então tá tudo bem? sim tá tudo bem e contigo tá tudo bem? sim também está tudo bem" Não!! Não falo dos que apenas se encontram ou falam em datas típicas de reunião como aniversários, pascoa ou natal. Falo dos outros. Dos que se pegam e se amam, se tocam afetivamente e se esbofeteiam metaforicamente. Dos que vivem realmente a palavra IRMÃO em todo o seu esplendor.

Morrerei sem o sentir.

Confesso-vos agora que há medida que o tempo foi passando a ideia de ter mais do que um filho foi desvanecendo até chegarmos ao momento, que já aqui partilhei, de nem sabermos se conseguiríamos ter um. Seria uma ousadia continuar a desejar mais do que um… quando a nossa luta por engravidar já era tao difícil

Quis a vida, a ciência e a mãe de todas as mães que uma célula nossa se divide-se em duas e se multiplicasse na alegria que nos deu. E assim os meus dois filhos jamais viverão no desconhecimento do que é viver sem irmãos. 

Num mundo edílico eu desejo que sejam amigos, cúmplices, competitivos (qb), que se oiçam, que se toquem, que vivam uma irmandade saudável, que sejam únicos na sua identidade mas que também sejam únicos quando juntos. Os meus filhos são irmãos e eu mesmo que morra sem saber o que é um irmão irei certamente testemunhar esta caminhada com um orgulho que não me cabe no peito

Feliz dia dos irmãos meus amores pequeninos!

15/04/2019

CUIDADO COM OS DESCONTOS

Encontrar dois pares de qualquer coisa do mesmo número em qualquer loja de criança é quase tao difícil como conseguir localizar o santo graal.

Andávamos atras de umas calças cinzentas para os nossos pequeninos vestirem na pascoa e encontrámos umas na H&M, que não sendo ideais, serviam o propósito. Fomos ao Colombo e só havia um par. Não trouxemos pois tivemos receio de depois não encontrar outras iguais. Fomos à H&M do cascaishopping e lá estava: um par das ditas calças, nem mais uma, e a mesma lenga lenga "tudo o que temos está exposto (que é o que se responde quando não se quer perder tempo a ir ao armazém). Desta vez, e como já estávamos a notar um padrão, lá comprámos um par das (malditas) calças com esperança de haver em outra loja o segundo par.

H&M do Forum Sintra lá estavam as calças: um par (de novo). O que fazer quando temos queda para coisas únicas? (ironia muita ironia). Peguei nas calças e reparei que havia uma campanha a decorrer de 20% de desconto em compras acima de 35€. Como já tínhamos andado a namorar umas t-shirts (que como devem imaginar não fazem falta alguma nesta altura do ano mas são giras e esgotam) trouxemos também as t-shirts, que isto com gémeos qualquer descontinho é amigo do orçamento familiar. Paguei. O senhor Francisco decidiu brincar-me com uma daquelas birras fantásticas que eu tento ao máximo apenas me incomodarem a mim e voei da loja.

Fomos almoçar e aproveitei para arrumar os metros de papel que nos dão nas lojas sempre que compramos alguma coisa e olhei com mais atenção para a fatura e percebi que não me tinham feito o desconto. Fiz contas e mais contas, que isto da privação de sono podia estar a pregar-me alguma partida, e não. Não me fizeram o desconto.

Voltei à loja. Uma menina super querida verificou que efetivamente o desconto não tinha sido feito e foi falar com a senhora que me havia atendido anteriormente e que estava mesmo ali ao meu lado a fazer uma reposição de acessórios (supus que fosse gerente ou sub gerente). Foi quando ouvi a justificação mais surreal perante o que se tinha passado: "não reparei que era roupa de criança".

AH AH AH AH AH AH portanto os meus filhos têm 22 meses e vestem para um ano e meio/ dois anos, a roupa vá-se la entender porque é pequenina (ainda) e a senhora não viu que era roupa de criança.

Se fosse em outros tempos eu até me tinha chateado mas como disse os miúdos não estavam bem, nós também não, peguei nos MEUS 8€ devolvidos e saí.

Isto que sirva de alerta (para mim também porque não confiro muitas vezes estas campanhas) para conferir sempre os talões pois nós assumimos erradamente que os descontos são feitos de forma automática e às vezes não são. Oito euros não é uma fortuna é a minha não fortuna e não de uma cadeia de roupa que não precisa das minhas "esmolas".

Nota - conseguem imaginar quanto é que lucram com estes "erros" estas marcas???

04/04/2019

EXISTIRÃO SEMPRE DIAS PIORES ... INFELIZMENTE

Há dias que não nos correm particularmente bem.

Há dias em que descobrimos que as pessoas não são bem o que esperamos delas

Há dias em que percebemos que nos tomam por tontas e se aproveitam da nossa simpatia e amizade.

Há dias destes… e hoje foi um deles

Hoje nos CTT, estava perdida nos meus pensamentos, a arrumar as minhas deceções e a arquivar pessoas quando ao meu lado começo a ouvir uma voz mais grossa em tom de lamento: "vinha levantar este cheque mas a minha filha já não consegue assinar bem… mal se percebe". Vi a cara da senhora dos CTT contorcida e virou o cheque para mim e para a colega que me estava a atender. De facto a assinatura não era nada semelhante à que constava do cartão de cidadão. No cartão estava uma senhora nascida em 1976 (menos um ano do que eu). A funcionaria lá explicou que não deveria aceitar porque as assinaturas em nada eram parecidas mas que ia abrir uma exceção e até alertou o senhor de que o cartão de cidadão iria caducar no próximo mês e que teria de tratar mesmo da renovação pois sem ele não se podia fazer o levantamento do cheque. Nesse exato momento a voz daquele senhor de mãos ásperas, rosto queimado pelo sol, com rugas carregadas, embargou-se e fez-se ouvir "não sei se ela chegará até lá". E saiu a chorar com o dinheiro que acabara de levantar.

A vida é isto… lições constantes. 

Cheguei a casa e beijei os meus filhos. 

É só mais um dia e perante tantos outros dias nem sequer foi dos piores.

30/03/2019

A SORTE É UMA MERDA QUE DÁ MUITO TRABALHO #2

No outro dia num grupo de mães do Facebook, que honestamente não sei porque lá ando já que não estou MESMO preparada para algumas coisas que por lá se passam, alguém me disse sobre o facto de neste momento podermos escolher entre duas creches "que sorte que vocês têm, ao menos podem escolher". Os meus dedos colocaram-se logo a escrever "por acaso a senhora leu que para isso ter acontecido o meu marido dormiu à porta de um colégio, numa das piores noites de frio e chuva que aconteceu no concelho de cascais? que eu tive de deixar a minha mãe de 70 anos sozinha com gémeos de 20 meses porque eu tive de estar o dia inteiro com o cu alapado no mármore frio (ainda tive sorte de estar sentada dir-me-ão)?"

Escrevi e depois… apaguei. 

Há conversas que é melhor não serem alimentadas pois haverá sempre quem não as entenda.

A sorte é mesmo uma merda que dá muito trabalho!

02/03/2019

Francisco e Pedro no mundo dos sonhos - OS PADRINHOS #1




No próximo dia 22 de Junho os nossos pequeninos farão dois anos de vida e como tudo na nossa vida parece vir aos pares desde esse dia decidimos juntar dois acontecimentos festivos: o aniversario e o batismo.

Batizar os nossos filhos nunca foi questionado, sabíamos que o faríamos só não sabíamos quando. Sabíamos que gostaríamos que eles começassem a fazer o seu próprio caminho de fé ainda pequeninos mas com dois tudo tem de ser muito bem pensado e planeado. A começar pelos padrinhos. Se encontrar dois padrinhos, nos dias de hoje, com as exigências que a igreja faz é difícil imaginem encontrar quatro. É do censo comum que os padrinhos são aquelas pessoas que irão educar/estar mais presentes na vida dos nossos filhos na nossa ausência, ora não é isto que significa padrinhos para a Igreja (ou não será esta a única e principal razão na escolha destes). Padrinho para a igreja é aquele que o irá acompanhar na fé cristã, e tão "somente" isto.

Ora nesta escolha a igreja exige que sejam batizados, crismados, casados pela igreja,... e é aqui que eu enquanto católica me interrogo se este é o caminho certo para aproximar as pessoas da igreja. Imaginem que têm uma amiga que foi casada pela igreja mas cujo marido a abandonou em troca de outra pessoa. Esta pessoa passa a ser divorciada, esta pessoa continua a ser batizada e crismada mas a partir do momento que foi abandonada por alguém deixou de poder ser madrinha de alguém. PORQUÊ? Não deveria a igreja analisar caso a caso? Não deveriam deixar as normas de lado e ser um nadinha mais abertos a pequenos ajustes? É porque depois aquilo que são regras impostas pelo patriarcado não são aplicadas dentro do mesmo concelho da mesma forma, e isto revolta-me. É ver pelo Facebook fora grupos onde se pergunta "mães quais as igrejas onde não é necessário os padrinhos preencherem os requisitos todos que exigem?" "mães quais são os padres que aceitam padrinhos sem o crisma?" e por aí fora… não gosto disto. Não gosto mesmo. O batismo se é para libertar do pecado original não deveria estar rodeado de omissões, mentirinhas piedosas  e jogadas de bastidores. Ora voltemos ao nosso caso… quando decidimos que iriamos juntar o batizado com o aniversario percebemos que íamos ter um problema: a data era um sábado e para a igreja o sábado é um dia preenchido com imensos acontecimentos e mais difícil de encontrar uma paroquia que realizasse batizados e ainda por cima à tarde como desejávamos.

Foi neste momento que a Paroquia do Estoril entrou na nossa vida e em boa hora. Todos de uma amabilidade incrível e mesmo tendo à nossa frente um padre que cumpre o que a diocese lhe manda nos apresentou soluções. E como é bom conversar com pessoas que levantando problemas também apresentam soluções nos dias de hoje. Perante a enorme dificuldade de encontrar pessoas para serem padrinhos, e reforço padrinhos de e para a fé, a paroquia do Estoril tem nos seus documentos uma frase que salva qualquer batizado "não são precisos padrinhos para o batismo", não é de hoje sempre foi assim mas são raras as pessoas que se lembrarão disto. Os pais podem apresentar os pequeninos à igreja sem a necessidade de padrinhos e perante isto ficamos "livres" de escolher os padrinhos de coraçao que desejamos para os nossos filhos. Pessoas que serão sempre testemunhas deste momento mas que ocuparão sempre um lugar especial nas suas vidas e na cerimonia. PADRINHOS DE CORAÇAO os mais especiais que poderíamos escolher, sem imposições, sem restrições de qualquer tipo.

E os nossos corações escolheram… escolheram a amiga que sempre esteve lá nos bons e nos maus momentos, a amiga a quem se levanta a voz e com quem nos zangamos, a quem abraçamos e limpamos as lagrimas, a quem pedimos desculpa e a quem agradecemos, a amiga a quem queremos bem. Os amigos que nos ensinam a ser família, a perceber que não há instituição mais impenetrável do que a família que construímos, que nos ensinam que numa família real há choro, gritos, abraços, beijos, dor, alegria mas que tudo partilhado se multiplica apesar da divisão. O amigo que se viu crescer, que é irmão, primo, amigo, filho, de sorriso querido e afável que está lá ao menor sinal. Os nossos padrinhos de coração não o são apenas e só nossos, são-o desde o primeiro momento dos nossos pequeninos. São pessoas que se interessam por eles, que os cuidam, que os amam, que os acarinham alguns até mais do que a família próxima (verdade)… e onde fica a fé aqui? fica a nosso cargo, assumimo-la como o nosso projeto, meu e do pai.

Mas como se convidam estas pessoas para um evento que se quer também especial? Como se convidam 6 pessoas maravilhosas para uma data que ficará para sempre marcada na nossa historia? E como é que iriamos dividir essas 6 pessoas pelos nossos pequeninos (dois casais e dois solteiros)?
Desde logo pensei no tema que gostaria de ter para o segundo aniversario deles e por isso o convite teria que estar relacionado porque eu sou pessoa meticulosa e excessivamente perfecionista/chata/e todos os adjetivos que encontrem para definir uma pessoa excessivamente exigente. Contactei a DOCINHO DE AÇUCAR para saber se a minha ideia era viável e assim foi. Escrevemos em 4 papelinhos o convite , dois assinados pelo Francisco e outros dois pelo Pedro, iguais para não haver forma alguma de sabermos quem iria "ficar" com quem, e colocámos dentro de um balão repleto de estrelinhas prateadas. Reunimos os nossos amigos e filhos à volta do balão e rebentámo-lo: no meio da chuva de estrelas lá estavam os convites.

E foi assim que o destino/acaso definiu que os padrinhos do Pedro seriam a Sofia, o Luís e a Rita e os do Francisco seriam a Sara, o Vítor e o Diogo. Para quase todos será assim mas para nós e creio que para os visados todos serão padrinhos e afilhados de todos porque na família é assim… amamo-nos sem espartilhos.

Padrinhos escolhidos, afilhados aceites, que comece a loucura da organização deste evento duplo e marcante na vida dos nossos pequeninos.


22/01/2019

19 MESES DE NÓS

É uma enorme banalidade dizer que os últimos meses das nossas vidas têm sido avassaladores. Que me sinto uma corredora (sem tirar o cu gordo de casa) de obstáculos que não consegue ver para alem do obstáculo obvio que tem à sua frente (sem conseguir ver os 28238438 outros que me aguardam).

O Pedro e o Francisco têm nos trazido muito mais do que alguma vez estávamos à espera para o bem e para o mal. Se por um lado fomos inundados por um amor avassalador por outro perdi toda e qualquer auto estima que ainda restava… mas isto são contas de outro rosário e vamos é falar dos 19 meses que já passaram num instante.

Falemos do Pedro, o meu mais velho (1 minuto): é o nosso pequenino charmoso, continua a fazer dos olhinhos que sorriem a sua arma mais mortal e impossível de resistir. Finalmente começou a andar (no dia de natal mais concretamente) e tem um andar igualmente sexy e irresistível porque muito trapalhão ainda acha que consegue correr como se do Tom Sayer se tratasse. Coloca um pezinho de lado mas segundo a fisioterapeuta do nosso coração ainda não é nada que nos deva preocupar por ser precoce, pode ser em busca de maior equilíbrio. Vamos ver...
Demora uma eternidade a comer, lambe-se quando lhe convém o menu (massinhas e ovo mexido é a escolha do momento) e produz uns estalidos com a língua altamente reprováveis pela Sô dôna Bobone mas que a nós nos fazem rir (por enquanto).
Gosta de coisas felpudas e fofinhas e sempre que se cruza com algo que se encaixa nestes requisitos abraça até não ter mais forças! 
É a nossa bussola. Como não fala aponta para todo o lado a pedir isto e aquilo, para uns e para outros… obvio que temos de lhe dificultar a vidinha para ver se sai algum som daquela boca querida mas está difícil. Já estamos encaminhados para a terapia da fala pois parece que há por ali um problema ao nível dos maxilares (também por isso tanta dificuldade que temos sentido na introdução dos sólidos).
É o meu menino doce, de gargalhadas contidas, é o meu sósia, que levanta a sobrancelha e enruga a testa. Adora livros, bate palminhas, precisa de pessoas para partilhar tudo, gosta que nos sentemos com ele para fazer torres de legos (que o irmão prontamente destrói), para jogarmos à bola ou brincar com os carrinhos na sua mega garagem.
O Pedro é o meu mini me tal é a nossa parecença (coitadinho).


O nosso Francisco… ai o meu cisquito (francisco… Francisquito… cisquito… merdices de mãe, não liguem) é um desafio diário. É o meu filho diva, tudo é intenso na sua vida, tudo é altamente fantástico ou terrivelmente catastrófico. Não conhece o meio termo. Ou dá as gargalhadas sonoras mais fantásticas ou rebola e bate com os pés no chão como se isso lhe fosse valer de alguma coisa (um dia destes deve começar a ganhar umas palmaditas no rabo que não lhe farão mal algum… venham de lá as criticas), de mim ganha um olhar reprovador que ele já conhece e das duas uma ou o leva a um choro real (e aí envolvo-o e dou-lhe todo o mimo do mundo) ou percebe que não leva a  nada e desiste e vai fazer outra travessura qualquer. 
Já anda mas é o único que não sabe disso… ainda precisa da bengala do dedo para se deslocar porem por vezes damos com ele a soltar-se de tudo e de braços abertos a sentir a vertigem da verticalidade e balançando de um lado para o outro e a rir-se que nem um perdido.
É o meu monstrinho das bolachas. Come bolachinhas como a impressora devora folhas, coloca a bolacha na boca e vai empurrando até ela desaparecer por completo na sua boca marota.
Gosta muito da sua chuchinha e tem um habito que há muito nos faz rir. A chucha dele é daquelas ovais mas que não é facetada, ou seja, é igual de um lado e do outro mas o Francisco sempre que lhe colocamos a chucha na boca faz questão de a rodar. Sempre!
É a minha lapinha, aquele que não me deixa trabalhar porque vem por baixo da mesa e aparece-me entre as pernas (batendo com a cabeça mais vezes do que o desejado). É teimoso como a mãe e como o pai… que estranho! Tem um sorriso desafiante mas tao docinho que corremos o risco de ficar diabéticos só de olhar para ele. Gosta de brincar com os seus moinhos da praia, minutos sem fim. Gosta de carrinhos e bolas. Gosta de praticamente tudo o que gira e roda. É primário nos movimentos, dito pela terapeuta, e andamos a lutar para que tudo fique bem.
É o meu filho medo (medo que uma ligeira suspeita de mãe não se verifique… não quero escrever sobre isso, ainda não sou capaz… um dia). É o meu filho mel e o mais pequenino grande (porque já está maior do que o irmão).



Vivo com o medo de não chegar… de ser poucochinho para estes dois pequeninos. Vivo com a certeza porem de que lhes dou tudo o que tenho nada sobrando para mim. Vivo por eles e para eles há mais de 19 meses, pois a nossa luta começou tao antes dos números mágicos. Sinto-me a viver numa esquizofrenia constante entre a felicidade extrema e a incompetência profunda, entre uma alegria eufórica e uma tristeza solitária, mas não trocava nem por um segundo tudo o que estou a viver ao lado destes dois (três com o pai que é variável constante nesta nossa equação familiar).

Assim são 19 meses de nós e a certeza de que este ano de 2019 será marcante nas nossas vidas, neste NÓS 

20/01/2019

COISAS QUE ME ENCANITAM #32

Trotinetes o novo vírus de lisboa?

Confesso que foi apenas este fim de semana que despertei para este fenómeno. No sábado chovia a cântaros e lisboa estava quase deserta com exceção de um sem-numero de trotinetes abandonadas ao longo dos passeios e praças dificultando a vida a quem se passeia, por exemplo, com carrinho de gémeos (o que não era o nosso caso mas podia ser). Por estar a chover este "problema", pelo menos para mim, pois não entendo como se chegou a este estado, elas ficaram mais visíveis pois havia muito pouca gente a passear nos passeios.

Não há legislação sobre isto? é que as bicicletas têm locais próprios para estarem estacionadas, para serem levantadas e devolvidas. E as trotinetes? Eu acho fantástico que se usem e devem ser super uteis e divertidas mas neste momento não são muito diferentes do lixo que se colocava à porta na esperança que alguém o levasse.

Só a mim é que isto faz confusão?

nota - os passeios de lx já são ridiculamente invadidos por postes de sinalização de transito, postes de eletricidade e afins, dificultando quem tem mobilidade reduzida acho que se dispensava mais este problema não?

11/01/2019

COISAS QUE ME ENCANITAM #31

Este senhor não deve ter descanso no tumulo… será que dava para começarem a dizer "ALMEIDA GÁRRÉTE"!!!!!! Todos juntos "GÁRRÉTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!"

Tios e tias de cascais por amor da santa vocês vão à pastelaria "GÁRRÉTEEEEEEEE". Aprendemos??? 

Reviram-se-me os olhinhos sempre que oiço GÁRRÉ!!!!

13/11/2018

CORTE DE CABELO PARA DOIS

Hoje vamos cortar o cabelo ao Francisco e ao Pedro. Espero que os deuses dos cortes de cabelo giros e rápidos não nos abandonem.

Ao leme da tesoura vai estar a mesma pessoa que me cortou o cabelo aos 6 meses… a minha tia!

Depois conto tudo… desejem-me boa sorte!




09/11/2018

DOIS ANOS DEPOIS DA CONFIRMAÇÃO

Faz hoje dois anos que tivemos a confirmação de que seriam dois pequeninos. Dois anos depois de vermos dois pontinhos a piscar como se o meu útero fosse uma arvore de natal. Dois anos depois de ouvirmos dois coraçõezinhos a bater como se dois cavalos a cavalgarem se tratasse. E como é que eu sei que faz hoje dois anos que fizemos essa ecografia? Não, não  sou a freak das datas (talvez já o tenha sido no passado mas não agora). A minha sogra fazia anos nesse dia. 

Quem é que deu assim um mega presentão à sogra quem foi ?

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