02/02/2017

PARA VOCÊS MEUS AMIGOS


Há quem os coloque espartilhados por adjetivos. Há quem prefira mantê-los distantes uns dos outros. Eu prefiro deixá-los soltos. Livres. Aprendi a não exigir (que difícil é esta lição), aprendi a libertá-los de qualquer tipo de obrigação, aceito-os como são (ou tento, vá). Por vezes custa não os sentir mais próximos, mais presentes, mas amar também significa deixar ir. E eu amo os meus amigos.

Os meus amigos são reais, mesmo quando se vestem de uma aparente virtualidade. Eu sinto-os, tocam-me mesmo quando estamos a quilómetros de distância. Eles existem de várias formas: os que antecipam a minha queda, os que me dão a mão e caem comigo e os que me deixando cair logo se apressam a estender-me a mão para me ajudar a levantar. Todos me fazem falta e de todos recebo lições de vida memoráveis e imprescindíveis. Os meus amigos são assim.

No último ano aprendi que por vezes temos de os deixar ir, que temos de aceitar que têm outro caminho para percorrer mesmo que este aparentemente os leve para longe de nós, mas que caso queiram e o desejem poderão sempre regressar. Não sei se serei a mesma mas serão sempre bem-vindos.

Não sei viver sem eles ainda que muitas vezes prefira fechar-me na minha cápsula aparentemente hermética. Não julguem que me esqueço de vocês. Nunca! Tenho saudades da mesma forma, choro quando penso no tanto que já me deram e que nunca ousei pedir-vos e no muito que a vida ainda nos reserva no futuro. Os meus amigos aceitam os meus silêncios (até aqueles que são insuportáveis para mim), mesmo que os questionem e procurem uma explicação para eles, vivem com os meus momentos de solidão e, mesmo assim não os entendendo, respeitam-nos.

Os meus amigos são realmente meus e tenho ciúmes deles. Sim! Admito-o. São meus e se me fosse possível viveriam todos bem por baixo da minha asa. Ficariam ali… acessíveis, protegidos de tudo e de todos. Mas a amizade é mais, muito mais! Implica ceder, respeitar, amar mesmo que à distância, implica concordar discordando, ouvir o que não estamos à espera mas que ainda assim precisamos.

Os meus amigos são dos meus maiores tesouros, aqueles que não tendo preço são sem dúvida os meus bens mais preciosos.

Há quem insista em encaixá-los numa qualquer definição escrita num dicionário. Eu acho-o redutor. Depois há ainda os que se mascaram de amigos (que isto da amizade não é assim tão linear como aparenta ser): amigo da onça, amigo de Peniche, amigo do alheio, amigo do peito,… aí temos de os olhar com sentido crítico e separar o trigo do joio.

Os amigos dão trabalho, requerem atenção, mas o que fazer sem eles? Como viver sem eles? Não sei! A verdade é que não sei mesmo. Nem quero!

Hoje no dia dos amigos eu apenas vos quero dizer: obrigada! Obrigada pela vossa amizade. Obrigada por ainda serem meus amigos. Obrigada por ainda sentirem vontade de serem meus amigos. Obrigada por serem uma parte fundamental de mim. Obrigada acima de tudo por não desistirem de mim. Sem vocês, meus amigos, seria tudo mais difícil, seria tudo mais penoso e tudo perderia uma parte do encanto.

Feliz dia dos AMIGOS!

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