Há quem os coloque espartilhados por
adjetivos. Há quem prefira mantê-los distantes uns dos outros. Eu prefiro
deixá-los soltos. Livres. Aprendi a não exigir (que difícil é esta lição),
aprendi a libertá-los de qualquer tipo de obrigação, aceito-os como são (ou
tento, vá). Por vezes custa não os sentir mais próximos, mais presentes, mas
amar também significa deixar ir. E eu amo os meus amigos.
Os meus amigos são reais, mesmo
quando se vestem de uma aparente virtualidade. Eu sinto-os, tocam-me mesmo
quando estamos a quilómetros de distância. Eles existem de várias formas: os
que antecipam a minha queda, os que me dão a mão e caem comigo e os que me deixando
cair logo se apressam a estender-me a mão para me ajudar a levantar. Todos me
fazem falta e de todos recebo lições de vida memoráveis e imprescindíveis. Os meus
amigos são assim.
No último ano aprendi que por
vezes temos de os deixar ir, que temos de aceitar que têm outro caminho para
percorrer mesmo que este aparentemente os leve para longe de nós, mas que caso
queiram e o desejem poderão sempre regressar. Não sei se serei a mesma mas
serão sempre bem-vindos.
Não sei viver sem eles ainda que
muitas vezes prefira fechar-me na minha cápsula aparentemente hermética. Não
julguem que me esqueço de vocês. Nunca! Tenho saudades da mesma forma, choro
quando penso no tanto que já me deram e que nunca ousei pedir-vos e no muito
que a vida ainda nos reserva no futuro. Os meus amigos aceitam os meus silêncios
(até aqueles que são insuportáveis para mim), mesmo que os questionem e
procurem uma explicação para eles, vivem com os meus momentos de solidão e,
mesmo assim não os entendendo, respeitam-nos.
Os meus amigos são realmente meus
e tenho ciúmes deles. Sim! Admito-o. São meus e se me fosse possível viveriam
todos bem por baixo da minha asa. Ficariam ali… acessíveis, protegidos de tudo
e de todos. Mas a amizade é mais, muito mais! Implica ceder, respeitar, amar
mesmo que à distância, implica concordar discordando, ouvir o que não estamos à
espera mas que ainda assim precisamos.
Os meus amigos são dos meus
maiores tesouros, aqueles que não tendo preço são sem dúvida os meus bens mais
preciosos.
Há quem insista em encaixá-los
numa qualquer definição escrita num dicionário. Eu acho-o redutor. Depois há
ainda os que se mascaram de amigos (que isto da amizade não é assim tão linear
como aparenta ser): amigo da onça, amigo de Peniche, amigo do alheio, amigo do
peito,… aí temos de os olhar com sentido crítico e separar o trigo do joio.
Os amigos dão trabalho, requerem
atenção, mas o que fazer sem eles? Como viver sem eles? Não sei! A verdade é
que não sei mesmo. Nem quero!
Hoje no dia dos amigos eu apenas
vos quero dizer: obrigada! Obrigada pela vossa amizade. Obrigada por ainda
serem meus amigos. Obrigada por ainda sentirem vontade de serem meus amigos.
Obrigada por serem uma parte fundamental de mim. Obrigada acima de tudo por não
desistirem de mim. Sem vocês, meus amigos, seria tudo mais difícil, seria tudo
mais penoso e tudo perderia uma parte do encanto.
Feliz dia dos AMIGOS!
Sarinha,
ResponderEliminarMais um texto lindo teu, uma definição perfeita para AMIGO. Não acrescentaria nada.
Os amigos, independentemente de terem ou não ficado juntinho a mim estão cá todos guardados no meu coração. A vida ensina-nos a deixá-los ir, a viverem, a seguirem o seu caminho. Um dia se voltarem não vai ser de modo nenhum igual mas cá estarei para os receber com o meu amor que sempre ficou.(já me conseguis-te fazer chorar).
OBRIGADA Amiga por vocês quatro fazerem parte dos meus amigos. Obrigada por estares sempre tão presente, ainda ontem a minha filhota me disse "mãe quando vamos ver os nossos meninos já tenho muitas saudades".É o que quero que ela leve sempre consigo Amor e Amigos.
Gostamo-nos sempre e sempre
Gostamo-nos muito minha querida... diz à minha maria que estamos a tentar ir aí em maio. Vamos ver se conseguimos. Beijocas para os 3
ResponderEliminarUi ui ui ui....
EliminarEla vai delirar Amiga.
beijocas