08/11/2017

SINDROMA DA BATA BRANCA???

A minha dupla está doentinha e o que é que a mãe tem de fazer? Possivelmente o exame mais parvo de toda a historia da medicina - um diário de pressurometria ou mapa de 24 horas da minha tensão (é preciso perceber se sofro de síndroma da bata branca ou se a gravidez me trouxe problemas de tensão alta) 

Parvo porquê perguntam vocês??? Porque ao contrario do que acontece com o aparelho que tenho em casa em que a braçadeira tem um elástico que permite um ótimo ajuste... o aparelho que me colocaram no hospital e que tem de me acompanhar 24 horas é de... pano!!! Esse material absolutamente elástico (ironia ao mais alto nível). Mais, depois do colocarem dizem "faça a sua vida normal masssssss tem de manter o braço imóvel quando estiver a fazer a leitura" sendo que a leitura é feita de 15 em 15 minutos e durante a noite de 30 em 30 minutos... que tenho gémeos pequeninos para cuidar, que um deles tem fisioterapia que me obriga a tirar o carro da garagem , colocar ovinhos no carro, retirar carro do porta-bagagem, tirar ovos do carro, colocar ovos no carro, retirar ovos do carro, colocar ovos no carro, retirar ovos do carro e carrega-los para casa depois de colocar o carro na garagem... e repetir isto varias vezes ao dia (porque é a minha vida normal) como é que raio compatibilizo isto ao ter de estar parada sempre que aquela porcaria começa a medir???? como??? Como é que se mantem a calma se temos o nosso bem precioso doentinho duplamente e se a porcaria do aparelho está sempre a cair, ou a magoar-me como se me fosse reduzir o braço a puré?? Como é que os resultados deste exame são fidedignos?? Pois que não sei mas dia 14 vou saber.

Na verdade que se lixe o meu exame porque o que me preocupa mesmo são os meus pequeninos que estão doentes

07/11/2017

OBRIGADINHA SIM !?!?!? #5

Senhores lojistas de marcas infantis percebem que se eu não conseguir entrar na vossa loja certamente não irei gastar dinheiro lá não percebem?

Entrar com um carrinho de bebé na maioria das lojas é um desafio, entrar com um carrinho de bebe de gémeos na maioria das lojas é quase uma missão impossível... isto até não seria tao grave se eu não me estivesse a referir a lojas exclusivamente dedicadas a artigos de criança. E algumas até conseguimos entrar... não conseguimos é circular e muito menos sair sem que seja de marcha atrás.

Depois admiram-se de que não vendem... viva as compras online! Viva!

04/11/2017

MEMÓRIAS DE UMA MÃE EM CONSTRUÇÃO #16

17 de Outubro

Não sei explicar o que se está a passar comigo desta vez. Sinto-me desligada. Sinto-me um autómato que tem de executar tarefas. Será defesa? Será o meu lado racional a proteger o emocional? Não sei! O que eu sei é que há tarefas que tenho de executar para que tudo tenha valido a pena. Mais uma injeção, mais uma agulha a furar-me a pele e a impregnar-me de fé e esperança. Mais um dia...


19 de Outubro

O telefone toca, relembra-me do que eu já não consigo esquecer: retirar a injeção do frio e esperar que fique à temperatura ambiente, cubo de gelo numa taça, seringa preparada com o resto do liquido que ficou no frasco (já usado), algodão embebido em álcool e está tudo preparado... esperar 10 minutos e à hora certa retomar o ritual. Sento-me na beirinha da cama, levanto a camisola, e escolho um lado da barriga que não tenha veias visíveis ou nodoas negras (sim porque existem vestígios de algumas das picadas), passar o gelo para adormecer um pouco o local (uma espécie de anestesia caseira), limpar, passar o algodão com o álcool, esperar que seque, segurar numa prega de pele, espetar a agulha sem hesitações, largar a prega de pele lentamente e esperar que o liquido passe da seringa para o meu corpo... esperar 10 a 20 segundo, retirar a seringa e pressionar. É agora, precisamente neste momento que entra o lado emocional, é tempo de rezar. Deito-me, ele vem dar-me um beijinho e depois eu fico ali deitada com os meus medos, com a minha fé, com o nosso sonho a percorrer-me a mente. 
Por hoje já está... a próxima etapa é conversar com o Dr. Paulo Vasco e perceber se há boas noticias do planeta útero!


21 de Outubro

A vida vai correndo entre consultas. Tudo tem horários e medicação rigorosa, milímetros, minutos, nada pode falhar. Percebem agora o quão ridícula é a frase "tens de descontrair, não estar sempre a pensar nisso" Oi???? como? Experimentem ter de fazer a mesma rotina durante um período da vossa vida e não ter de pensar nela. Tentem imaginar que essa rotina é o caminho para a concretização do vosso sonho. Descontração?? Não! Não é esta a palavra que vos irá acompanhar.
Hoje foi dia de visitar o Dr. Paulo e tivemos uma agradável surpresa: 5 folículos  (um de um lado e 4 do outro). Quatro folículos que decidiram esconder-se atrás do mioma que habita em mim. São 5 bolhas de oxigénio que nos farão respirar melhor nos próximos dias. Desenvolvimento normal... esperança é o que agora nos corre nas veias... nova medicação. Mais injeções. O que é isso agora que podemos estar perto do fim? Quando o resultado final irá fazer com que tudo tenha valido a pena? Hoje levamos para casa uma data... a data possível para uma punção. Regressamos dia 24 para saber mais noticias do planeta mais importante de todo o universo - o "nosso" útero. Até lá... proteína!!



24 de Outubro

Dormi mal. Há muito que estas noites que antecedem as consultas se transformaram naquela ansiedade que uma criança sente em véspera de natal. É curioso como aquelas exames "chatos" que todas as mulheres têm (ou deveriam) fazer se convertem em coisas de rotina e desejadas. Não interessa o como nem quando porque o que pretendemos é ter uma janela aberta para um planeta útero que é tao fechado. "Olá útero o que se passa por aí hoje?", mais uma noticia esperançosa - são 6 folículos. Apareceu mais um e que é muito bem-vindo. O Dr. Vasco sorriu e disse que se quer ver livre de nós (pelos bons motivos claro) e que desta vez está esperançoso de que teremos uma transmissão. Afinal a ciência também pisca o olho à esperança. 
Foi uma boa consulta. Temos os nossos corações cheios de esperança  e de convicção de que o dia 26 de Outubro vai ser um bom dia ( o 26 de novo na nossa vida, o dia em que casámos num mês de Junho... nada é por acaso pois não?). Os trabalhos de casa envolvem 3 injeções no mesmo dia. Três!!! Mas o que não se faz por um amor incomensurável? O que não se faz pela concretização de um sonho maior?

(continua)

PULSEIRAS #122

Quem segue o meu trabalho sabe que de vez em quando escolho uma pulseira para me acompanhar sempre. E quando digo sempre é mesmo sempre. Uma pulseira que se coloca e apenas sai do pulso quando se parte de tao usada que está e que vai testemunhado momentos únicos da nossa vida. 

A pulseira que criei para este efeito nesta coleção FW17/28 foi a Pulseira TINY INITIALS com as inicias dos homens cá de casa: F de Francisco + J de João + P de Pedro.

É uma pulseira feita com fio de seda preto e nó de correr que permite ajustar sempre que necessitar, missangas e argolas em zamac (material que não oxida, não deforma e não perde a cor com banho de prata) e pequeninas medalhas em alumínio (material que não oxida, não deforma, não perde a cor e super leve) com 13mm de diâmetro.

Envie as suas questões/pedidos de alterações para fioapaviobazar@gmail.com ou mensagem privada via FACEBOOK ou INSTAGRAM 

Ousam? 


03/11/2017

PULSEIRAS #121

É inegável que o facto de ter sido mãe há pouco tempo se vem refletindo no meu comportamento e consequentemente no meu trabalho. Hoje trago uma pulseira dedicada a todas as mães, como eu, babadíssimas com os seus rebentos, Pulseira MY CHILDREN.

Uma pulseira com corrente de aço (material que não oxida e não perde a cor) com fecho de encaixe no mesmo material e medalhas em alumínio (material super leve que não oxida nem perde a cor) de dois tamanhos, medalha de 24mm de diâmetro com meninos/meninas em silhueta + iniciais + "queridos filhos/as" e medalha de 18mm de diâmetro com nome + coroa "prince/princess".

Envie as suas questões/pedidos de alterações para fioapaviobazar@gmail.com ou mensagem privada via FACEBOOK ou INSTAGRAM 

Ousam?



02/11/2017

4 MESES DE NÓS

E quatro meses se passaram desde que nos colocaram  nos braços dois seres pequeninos que vieram preencher na totalidade a nossa vida. Têm sido 4 meses de desafios, nem sempre fáceis, nem sempre ganhos mas, sempre vividos intensamente. Quatro meses a tentar criar rotinas que todos desconhecíamos, criar hábitos para os quais não estávamos focados, no fundo 4 meses a construir a nossa família, o nosso lar.

Estes 4 meses trouxeram imensas novidades nas nossas vidas e os nossos pequeninos começam cada vez mais a mostrar que mesmo sendo gémeos têm tanto de diferente.

Estes 4 meses trouxeram ao Francisco o som maravilhoso da gargalhada... é vê-lo gargalhar com as nossas patetices numa felicidade contagiante. Trouxeram também o soninho retemperador para pais e filhos e já conseguimos dormir entre 7 e 10 horas por noite o que é maravilhoso. Aqui saem claramente ao pai pois a mãe não é muito dada a muitas horas de sono, 7 e chega (mais coisa menos coisa). Trouxeram também as birras para arrotar... mas onde é que este miúdo aprendeu que para arrotar é preciso fazer uma prancha de 5 minutos??? Estica-se como se fosse uma enguia e chora como se lhe estivessem a arrancar uma unha... depois de tudo experimentarmos lá descobrimos que o melhor seria sempre colocar-lhe a chucha e assim ele sossega e arrota à mesma. Malabarismos que os pais aprendem por conta e risco. Continua o mais impaciente dos filhos, irrita-se quando as coisas não chegam no momento que ele entende e isso pode trazer-lhe alguns choros aos quais vai ter de se habituar... que isto de viver não é sempre fácil para todos. 

Ao Pedro os 4 meses trouxeram dois dos melhores presentes: uma maior autonomia nos gestos, já movimentando a sua cabecinha para a esquerda e direita sem condicionamentos e 4 cms a menos na sua plagiocefalia. A luta ainda vai no inicio mas ele é sem duvida o nosso guerreiro de luz e vai lançado na sua missão. Mas não foi tudo. Os quatro meses trouxeram-nos um bebé muito conversador. Palra imenso e sempre com aqueles olhinhos que sorriem sempre de forma generosa. Observa atentamente o gesto das nossas bocas e tenta replicar de forma atabalhoada e como é bom ser testemunha destas descobertas. Com o palrar veio também a baba... e tanta senhores! Parece um verdadeiro nenuco a fazer bolhinhas. A pediatra arrisca que começará a falar cedo... veremos se temos um tagarela como a mãe. Claramente uma coisa que os 4 meses trouxe foi um Pedro muito mais refilão e menos paciente (como eu o entendo) o que nos coloca maiores desafios. Porém tem o acordar mais querido de todos pois fica a conversar sozinho e a brincar com as suas mãozinhas. Fisicamente acho-o cada vez mais parecido comigo e não posso deixar de sentir que é tao bom identificar  pedacinhos nossos num ser tao pequenino.

São 4 meses de todos os clichés que já se escreveram sobre maternidade/paternidade e mais alguns. São também 4 meses de momentos únicos, de sentimentos que desconhecíamos existir e que descobrimos diariamente, de medos com que temos de lidar a cada segundo... são 4 meses de uma família em construção. O que será que está para vir?

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