26/01/2017

ANÉIS #7



Os anéis/aliança FIGURES em aço inox, com figuras recortadas e com 14mm de altura são mais uma novidade deste ano de 2017.

Existem 4 opções: árvore da vida, símbolo do infinito, trevo de 4 folhas e mão de Hamsá ou mão de Fátima

Ousam?

25/01/2017

MEMÓRIAS DE UMA MÃE EM CONSTRUÇÃO #6



5 Dezembro 2015



Naquele momento iriamos perceber o que realmente tinha sido retirado de dentro de mim… e lá estava preto no branco “dois miomas”, apenas dois miomas foram retirados, apenas dois miomas foram enviados para análise. Esta era a prova de que nos havia sido ocultada informação. E porquê? Em momento algum eu ou o João contestámos qualquer decisão médica mas o que sempre dissemos é que preferíamos verdades cruéis a mentiras piedosas e quando a médica diz “correu tudo bem está tudo limpo” nós estávamos longe de imaginar que afinal dos três apenas dois miomas haviam sido retirados. Estávamos perante uma mentira piedosa… algo que sempre pedimos não ouvir desde o início e que nos faria desconfiar de tudo a partir dali. Olhámos um para o outro e decidimos que este era um capítulo fechado na nossa vida e que a consulta que acabáramos de ter era um novo episódio. 2016 estava à porta e era tempo de encher os pulmões de ar novo e o coração de boas energias.


2016 chegou e tanto eu como o João repetimos alguns exames a pedido do Dr. Vasco e marcámos nova consulta para Fevereiro. Nessa altura já teriam passado 3 meses depois da miomectomia, o corpo já tinha regenerado e a menstruação normalizado. Aparentemente já muito teria regressado à “normalidade”.


No meio deste processo eu precisava de renovar a minha fé, de me sentir plena de energia para começar o que imaginaríamos vir a ser um processo longo e doloroso. Num impulso enviei uma mensagem à Ana e perguntei-lhe “ este ano vão a Fátima a pé? Eu gostaria de ir…” … sem pensar mas com a certeza de que eu precisava disto. Precisava de me encontrar… de deitar cá para fora todos as dúvidas, todas as questões que me atormentavam e libertar o meu coração de desconfianças e maus pensamentos. Começou nesse dia a organização daquela que viria a ser a nossa caminhada de peregrinação de Abril.


Eu sabia que tinha uma costura com quase 20 centímetros recente, eu sabia que isso me iria limitar muito a preparação para a caminhada mas eu tinha uma certeza. Uma certeza única… o que o corpo não conseguisse a minha fé iria compensar. E acreditem que foi mesmo assim.


A consulta de 29 de Fevereiro chegou. A primeira coisa que mostrámos foi a análise morfológica e o Dr. Vasco, sempre dentro de uma conduta deontológica irrepreensível, confirmou aquilo que nós já sabíamos “apenas foram retirados dois miomas mas não há dramas porque isto não é um impedimento para uma possível gravidez uma vez que estes miomas desenvolvem-se para fora do útero. Ele apresenta a forma triangular sem aderências”. Mas o Dr. Vasco foi mais longe e disse logo que perante todos os documentos clínicos que tinha em sua posse não havia nada que lhe indicasse que não fosse possível engravidar. Que de facto a reserva de folículos era pequena mas ele sempre nos afirmou “só precisamos de um, apenas um para que tudo possa acontecer”. E foi neste momento que fomos confrontados com a primeira decisão importante para o nosso futuro: esperar que uma possível gravidez acontecesse fruto de medicação de estimulação ovárica, podendo passar 1 mês, 6 meses, 1 ano… ou dar um passo mais à frente e passar para uma FIV (fertilização in vitro). Tanto eu como o João sempre estivemos em sintonia neste processo e isso foi sem dúvida um dos fatores mais importantes para a sanidade mental de ambos. Ambos estávamos conscientes que o tempo não nos iria oferecer mais hipóteses, antes pelo contrário, ambos sabíamos (porque já tínhamos falado sobre isso) que avançar para a FIV significaria um esforço financeiro, um esforço mental e acima de tudo físico (mais da minha parte). E naquele momento os dois quase em sintonia dissemos “não queremos perder tempo e estamos dispostos a fazer o que Dr. achar ser o tratamento mais eficaz para nós”. A primeira grande decisão estava tomada, esta seria a ultima consulta na Cuf e a próxima já seria na AVA Clinic. Quase no final da consulta disse ao Dr. Vasco que gostaria de fazer uma peregrinação em Abril e se ele desaconselharia porque de alguma forma iria adiar os nossos tratamentos. O João aqui discordava de mim e por ele adiaríamos a peregrinação e não os tratamentos mas, e é aqui que nós distinguimos os médicos reais daqueles que apenas praticam medicina, disse logo “ vá Sara, se acha que precisa disso vá, não serão dois ou três meses que farão a diferença, até porque é preciso que o útero regenere na totalidade”. Mais uma vez percebi que este era o nosso médico, um homem da ciência que percebia que eu poderia ter essa necessidade e que isso poderia ser um factor importante para todo o percurso que estava à nossa frente.


O próximo encontro seria com a mãe de todas as mães. Seria uma caminhada para lamber as feridas, arrumar a cabeça e o coração e deixar que a fé preenchesse todas as fissuras que a dúvida e a dor haviam provocado.



(continua)

23/01/2017

OS FERREIRA FORAM AO CINEMA #9 (e arrependeram-se para todo o sempre)



Confesso que estava um nadinha ansiosa por ver este filme e, foi apenas por essa razão é que, obriguei o Sr. Ferreira a voltar ao cinema tao depressa (uma vez que a ultima experiencia nos tinha marcado tao negativamente).
Um dos meus argumentos foi "é um filme denso não estou a ver a malta mais nova a aderir a ele, por isso serão pessoas mais "maduras" a assistir. Vais ver vai ser diferente" (pois que me enganei e ainda estou engasgada com todas as palavras que tive de engolir).
Acertei na questão da idade da maioria dos espetadores mas falhei redondamente no que diz respeito ao comportamento das pessoas.
Do meu lado direito estava sentada uma senhora que tinha a sua palhinha embrulhada naquele plástico que faz um barulho altamente irritante. Pois que se na primeira parte ela mexeu e remexeu na maldita palhinha provocando pequeninos barulhos altamente nauseantes (juro-vos que me ocorreu tirar da carteira o "vomitódramo" que uma amiga me deu para situações de SOS apenas para avisar que a qualquer momento poderia ser alvo de uma manifestação espontânea dos nossos gémeos... não o fiz) na segunda parte ficou a brincar com o maldito plástico (depois de o retirar da palhinha)o tempo todo. Mas a senhora (que deveria ter a idade para ser minha mãe) ainda não estava satisfeita com a banda sonora paralela que estava a criar para um filme que intitulava de "SILÊNCIO", a isto ela acrescentou um telemóvel em silencio que não parava de vibrar e ainda ousou libertar uns "Que chata não percebe que não posso atender" . Estive muito perto de lhe dizer "Não minha senhora a chata não é a pessoa que lhe está a ligar mas sim voce". Respirei fundo e continuei a dissolver pipocas suavemente na minha boca para não incomodar aquela banda sonora maravilhosa que a minha vizinha estava tao eficazmente a produzir.

Eu tenho um duvida real: Serei a única que ouve, antes do filme começar, "DESLIGUEM OS TELEMÓVEIS? Pessoas... ninguém diz coloque no silencio... é para desligar mesmo!!! E não me digam que são todos médicos que estão de sobreaviso, ou técnicos de informática que têm estar 24 horas contactáveis, porque não posso acreditar nisso! Enfim... foi apenas mais uma ida ao cinema que, agora sim, não se repetirá tao depressa.

Mas voltemos ao filme... sim porque foi para isso que nos deslocámos à sala de cinema! Este conta a história de dois missionários portugueses que procuram o seu mentor espiritual no Japão do século XVII.  Sebastião Rodrigues (Andrew Garfield) e Francisco Garrpe (Adam Driver), partem em missão para espalhar a fé católica aos japoneses e para procurar o seu mentor espiritual, o padre Cristóvão Ferreira (Liam Neeson), que terá renunciado publicamente a sua fé. 

O filme retrata a perseguição e tortura de que os cristãos eram vítimas no Japão naquele que ficou conhecido pelo período de Edo. Tem imagens muito bonitas, com uma atmosfera apaixonante e onde o silencio um elemento importante. Gostei do filme e fiquei com curiosidade de ler o livro, porém houve algo que me fez bastante confusão. Ao longo do filme são varias as vezes em que as personagens dizem não dominar o Português, pedindo desculpa por isso, mas os sons que lhes saem da boca são em ingles. Isto não faz sentido nenhum. Obvio que seria pedir muito que o Martin Scorsese gravasse o filme em português mas então porquê exaltar esse facto? Não seria preferível simplesmente omitir isso e assumir que todo o ingles falado seria entendido como português?

Acho que estou mesmo a ficar picuinhas com a idade... se calhar o mal está mesmo em mim e não nos outros. Mas eu tenho de viver comigo até ao ultimo dos meus dias logo... vou manter-me longe de uma sala de cinema nos próximos tempos.

Bons filmes para todos!




21/01/2017

PULSEIRAS #113

A primeira novidade de 2017 da FIO A PAVIO são as pulseiras SECRET BANGLE SLIM em aço inox. São pulseira resistentes, que não oxidam nem deformam, que podem ser personalizadas com nomes e com brilhantes de várias cores.

Brilhantes disponíveis nas cores azul, rosa e transparente.

Ousam?




20/01/2017

MEMÓRIAS DE UMA MÃE EM CONSTRUÇÃO #5


1 Dezembro 2015


Depois de ligar à minha mãe a contar o que nos tinha acabado de acontecer era tempo de enxugar as lagrimas, lamber as feridas e pensar numa solução.

Há muito que eu guardava o nome de um médico que tinha acompanhado um casal amigo no seu problema de infertilidade, porém a clinica não tinha acordo com a nossa companhia de seguros e deixámos esta opção como plano B. Pois estava na hora de o acionar, eu não estava disposta a entrar em 2016 com tantas dúvidas e perguntas por responder. Rapidamente me agarrei ao telefone e ao Google e percebi que o Dr. Paulo Vasco além de dar consultas na clinica AVA também dava na Cuf de Sintra (aqui não como especialidade de infertilidade mas como ginecologista) o que para efeito de primeira consulta era o bastante para nós. Marquei logo consulta para dia 5 e digo-vos que foi muitíssimo importante que o tivéssemos feito de forma rápida e célere. Dezembro é um mês nostálgico, de mudança de ano e vivê-lo de forma angustiante não era de todo o que tínhamos imaginado.


Chegou dia 5 e munidos de todos os exames que fizemos lá tivemos o nosso encontro com o Dr. Paulo Vasco e tudo mudou. Mudou mesmo! Além de ser uma pessoa muito sensível e atenta à nossa parte emocional (e já vos explico melhor esta minha afirmação) ele é um médico extremamente acessível que nos explica tudo ao detalhe até que todas as nossas dúvidas se dissipem. Ficámos logo a perceber por entre linhas que ele jamais me teria feito a miomectomia sem analisar o desenvolvimento do mioma maior e que apresentava maiores riscos de degenerar em algo maligno. Segundo ele um mioma que degenera tem um desenvolvimento muito rápido, logo esperar e analisá-lo por um período poderia ter sido a melhor opção. Mas é engraçado como a classe médica respeita os seus códigos deontológicos pois ainda assim ele deu o benefício da dúvida à nossa médica e explicou-nos que muitas vezes existem miomas que estão escondidos atrás de outros e só se tornam visíveis quando os segundos são retirados… no entanto nem ele conseguia justificar a omissão.
A determinada altura ele pediu-nos a análise morfológica dos miomas. Como? Análise do quê? Nunca tínhamos visto nenhum documento com aquele nome. O Dr. Vasco disse que tínhamos direito a essa análise e que através dela iriamos perceber o que de facto tinha sido retirado na operação. Uma vez que esta ocorrera na Cuf de cascais o sistema era o mesmo e que podíamos pedir o documento quando terminasse a consulta (mais uma para juntar às nossas desconfianças).

Apresentámos os exames e apesar da minha idade (39 anos na altura) ele disse logo “temos um valor baixo de folículos, mas nós só precisamos de um não é? Com um temos uma possível fecundação, uma possível gravidez e um possível bebe” imaginam o que é ouvir isto? Finalmente ter alguém que apesar de nos dizer que vai ser difícil que não é impossível? Que não me diz de forma bruta e insensível, como uma conhecida obstetra/ginecologista e blogger conhecida, “estás velha queres o quê?”. Tanto eu como o João bebíamos as suas palavras de forma sôfrega. Percebemos que um dos exames que fizemos não estava tao bom como a outra médica tinha dito e que seria obrigação dela o mandar repetir, coisa que obviamente não fez e nem sequer o mencionou.

Enfim, quanto mais avançávamos na consulta mais confiantes estávamos que independentemente do desfecho da nossa história este era o nosso médico. Aquele que nos dava a confiança roubada.

Face ao nosso historial, aos exames que tínhamos à nossa frente e também porque com a miomectomia era necessário esperar que o útero regenerasse, a próxima consulta seria a 29 de Fevereiro, ainda ali na Cuf de Sintra.

Nessa altura ele iria analisar os exames e iriamos decidir o que fazer no futuro.

Saímos do gabinete e tanto eu como o João trazíamos um sorriso no rosto. Tanto eu como ele éramos os mesmos de quando entrámos porém estávamos muitíssimo mais bem informados e conscientes do que o futuro nos poderia reservar.

Dirigimo-nos ao guichet para pagar a consulta e para pedir a tal anatomia patológica. Foi-nos dada na hora. Um envelope fechado. Ali dentro estava a resposta às nossas dúvidas dos últimos dias, a resposta à pergunta se teríamos de facto sido “enganados” quanto aos miomas que me foramretirados. Entrámos no carro… e eu abri o envelope.



(continua)

19/01/2017

HOJE É MAIS UM DIA EM QUE A SAUDADE ME ENGOLE

Hoje seria dia de te ligar. De te dar os parabéns e de te dizer que possivelmente iriamos ver-te no próximo fim de semana. Era dia de dizer que íamos levar os pasteis de belém que tanto gostavas. Era dia de te prometer que ias ver os teus bisnetos na minha barriga.

Hoje é dia de te chorar. De chorar as saudades que não passam. De pedir que olhes por estes pequeninos e de te dizer que eles saberão o enorme homem que foste. Que terão de honrar todas as tuas lutas e que serão orgulhosos por todas as tuas conquistas.

Hoje será sempre o teu dia avô, o dia em que a saudade transborda do peito e me engole. O dia em que revivo cada momento que partilhámos, as inúmeras vezes que jogámos ao burro e em que tu me deixavas fazer batota descarada, todas as anedotas que gostavas de partilhar connosco, as tuas teimosias que acabei por herdar, o piscar de olho sempre que roubavas um docinho às escondido da mãe e da avó... tantas saudades avô.

Hoje, tal como ontem e como amanha o meu coração sente a tua falta.

Parabens avô!

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