02/09/2016

DIÁLOGOS INTERIORES #2



- Menino!!!!
- Chamaste-me?
- Sim... obrigada!
- Porque razão me agradeces?
- Porque tu vês para além do meu sorriso. Foste tu que percebeste que eu não estava a respirar primeiro do que eu própria.
- Não agradeças o meu coração sabe que farias o mesmo por mim


- Menino!!!!
- Sim?!?
- E se eu voltar a não respirar e tu não estiveres aqui?
- Isso não vai acontecer!
- Como podes garantir que eu não vou deixar de respirar?
- Não posso!
- Então?
- Posso apenas garantir-te de que estarei sempre ao teu lado.


- Menino!!!
- Sim!
- Tu prometes-te!

01/09/2016

DIÁLOGOS INTERIORES #1

- Menina!!!
- Sim...
- Respira
- Eu? 
- Sim tu, porque não respiras?
- Porque dói.
- Dói? Mas todos precisamos respirar para viver
- Eu não preciso.
- Precisas sim, respira vá lá.
- Não consigo, prefiro parar de respirar do que voltar a sentir a dor
- Consegues menina, todos  conseguimos. Respirar é facil. Faz como eu...
- Não me peças isso, deixa-me ficar aqui sem respirar só mais um bocadinho. Só mais um bocadinho por favor. Só até que tudo fique bem e a dor não volte.
- Não posso. Não quero. Respira vá... inspira expirar, inspira, expira, sente o ar a entrar nos pulmões e o coração a bombear o sangue
- Não insistas, não vês que dói? Não vês que não é por todos dizerem que vai ficar tudo bem que isso acontece? Não Vês que fico melhor sem respirar? 



- Menina 
- Sim?!
- Gostas de mim?
- Muito.
- E se eu te pedir que respires, por mim, por nós, tu respiras?
- Por ti?!? Vou tentar.

31/08/2016

PALAVRAS DE QUEM TÃO BEM SABIA ESCREVER

Por vezes a incapacidade de escrever faz com que procuremos na escrita de outros as emoções que carregamos...

"Aqueles que me têm muito amor
Não sabem o que sinto e o que sou
Não sabem que passou, um dia a dor
À minha porta e, nesse dia, entrou.

E é desde então que eu sinto este pavor,
Este frio que anda em mim, e que gelou
O que de bom me deu Nosso Senhor!
Se eu nem sei por onde ando e onde vou!

Sinto os passos da dor, essa cadência
Que é já tortura infinda, que é demência!
Que é já vontade doida de gritar!

E é sempre a mesma mágoa, o mesmo tédio,
A mesma angústia funda, sem remédio,
Andando atrás de mim, sem me largar."

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

30/08/2016

UM ABRAÇO QUE CURA

São assim os nossos abraços... de bochechas esborrachadas uma contra a outra, este num dos dias mais importantes da minha vida


Ultimo dia do ano de 2015. Já não me recordo de quem ligou a quem, a verdade é que não importa. Há muito que a nossa amizade de mais de 20 anos dispensa estas formalidades. Era altura de fazer aquela troca de desejos genuínos de quem ama quem está do outro lado (sim porque eu amo os meus amigos), aproveitei para te colocar ao corrente do que se tinha passado na nossa vida nos últimos dias. Ficaste triste comigo, eu senti na tua voz, e eu sem saber como te dizer que não consegui falar por incapacidade de gerir tudo o que nos estava a acontecer, sem te saber dizer que também não te queria preocupar, que apenas queria encontrar respostas para depois sim te colocar ao corrente. Chorámos ao telefone, em sintonia, num ritmo nosso. Como não te desejar o melhor do mundo se independentemente dos erros que todos vamos cometendo na vida, e aprendendo com eles, sempre estivemos próximas e ali uma para a outra. Ficou a promessa de que não mais te protegeria desta forma e que te colocaria a par da nossa missão, ficou a promessa de que 2016 seria um ano melhor. Desligámos.

Ultimo dia do ano de 2015, passadas horas depois daquele telefonema, o intercomunicador toca. Na cozinha os meus pais a organizarem a ceia de final de ano, o João lá dentro a arrumar o equipamento fotográfico para registar as ultimas horas do ano, os meus sogros quase a chegar e eu, eu no corre corre de quem quer receber bem os seus. Toquei no botão do intercomunicador e vejo-te. A única coisa que consegui foi sorrir e já as lagrimas teimavam em surgir nos meus olhos.

Mal abro a porta, bastou os nossos olhares se cruzarem para que dessemos aquele abraço que não tem descrição. Um abraço onde os corpos se perdem, onde as dores se dividem, onde as alegrias se multiplicam... mal sabias tu que aquele abraço tao inesperado me iria servir tantas vezes de incentivo. Revejo-o tantas vezes amiga. Sinto o teu abracinho apertado e penso que vai ficar tudo bem. Vai não vai Marta?


28/08/2016

PULSEIRAS #106

Mais cinco pulseiras TINY, aquelas pulseiras que colocamos e só voltamos a tirar quando o fio de seda, gasto pelo tempo e pelo uso, acaba por ceder. Não incomodam quando dormimos com elas, são presentes acessíveis e carregados de significado e ficam bem em qualquer outfit que possamos escolher.

Pulseiras em fio de seda preto, de longa duração, com nó de correr que permite ajustar sempre que desejar, com cavalo rosa dos ventos simplificada (para nos orientar no dia a dia)  ou uma peça inspirada na azulejaria portuguesa tradicional ou uma frase para todos os que insistem em manter viva a criança que há em nós "Forever Young", e missangas em zamac, material antialérgico com banho de prata ou banho de ouro.

Ousam?








26/08/2016

FIOS #84

Depois do sucesso dos fios  KEEP IT SIMPLE prateados deixo-vos, hoje, com mais 4 modelos em versão GOLD - fios de malha em aço anti-alérgico, fininhos, com 45 cms de comprimento e uma medalha em forma de mão de Fátima ou de Hamsa, em zamac com banho de ouro (material que não oxida e não deforma) e com 18mm de comprimento.

A mão de Hamsa ou Hamsá, também conhecida como mão de Deus, Chamsá, mão de Fátima ou mão de Hameshh é considerada como um amuleto contra o mau olhado e é caracterizada por representar o desenho de uma mão direita simétrica.

A medalha surge com 4 tons: gold, branco, turquesa e coral/pêssego.

As peças em aço e em zamac são extremamente duráveis.





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