06/09/2014

MAXI COLAR #22

Os maxi colares são peças únicas, totalmente personalizadas e manufacturadas. Cada um é criado a pensar na pessoa que o vai usar. O produto final surge após a apresentação de vários estudos, que são discutidos e modificados até que se chegue à imagem desejada. Nada é escolhido ao acaso e por isso é que são peças tão especiais, para quem as usa e para quem as cria (neste caso eu mesma).

Este não foi diferente e a mensagem que recebi após recepção da peça encheu-me de orgulho e de comoção. É bom quando chegamos a quem está desse lado. Bem-haja Inês !



05/09/2014

MÃE GUERREIRA - A MINHA

A nossa mãe é sempre a melhor. É nossa! Não carece de registo de propriedade. Foi-nos atribuída por graça divina e por tudo isto não há nada de isenção nas palavras que usamos para falar dela.
No inicio achamos que nos deve tudo. Exigimos este mundo e o outro pois no limite não pedimos para nascer e fazemo-lo com toda a arrogância. Ela serve-nos de todas as maneiras que possamos imaginar e precisar. Atenta! Prestativa! Imortal! É mãe! É a nossa mãe e por isso estará sempre lá. Ai dela que pense em ir a algum lado sem nos comunicar.
Vemos a mãe da mãe partir e aí dói... dói muito. Iria doer sempre! Mas nesse momento tudo muda. A mãe guerreira e imortal, omnipresente, apresenta fragilidades aos nossos olhos. nasce em nós o desejo de cuidar, de proteger, de adiar a dor visível no seu rosto.
Já não somos os primeiros na lista de prioridades - é ela. A nossa mãe é nossa e ai de quem a queira levar de nós.
Hoje estou aqui... sozinha! Ansiosa! Receosa! Medrosa!
Levaram-me a mãe. A minha! E demoram a devolve-la. Sã. Salva. Sem anexos e letrinhas pequeninas para ler.
Restam-me as preces e as orações. 
Hoje a guerreira, sou eu!





04/09/2014

A DOR NÃO SE MEDE MAS HOJE TEM COR... É ROSA!

Irrita-me um bocado (muito) quando ouço/leio "quando for mãe vai entender" ou "só uma mãe conhece essa dor". Não entendo esta necessidade de quantificar dores inqualificáveis, esta forma arrogante de catalogar uma dor que se desconhece. Todos sofremos de forma diferente, todos temos formas distintas de a viver, todos temos formas dispares de nos resignarmos a ela ou de a combatermos. Se de facto existisse uma forma maternal de viver a dor porque razão existem no mundo progenitoras abomináveis que abusam dos seus filhos. Não são mães? Então deveriam ser detentoras dessa forma única de sofrer certo? Errado. Errado porque antes de sermos qualquer outra coisa somos seres humanos e é isso que nos distingue, sejamos pais, mães, filhos, filhas, sobrinhos, sobrinhas,...
São os valores que coleccionamos ao longo da vida que fazem com que soframos ou não perante as agruras da vida. Caso contrário não existiria o matricídio, nem abondonos, nem negligencias...
Não entendo esta necessidade de medir a dor dos outros. O litro não serve. O centímetro não chega. O quilo é insuficiente. 
Aceite-mo-nos assim... diferentes! Sem mais, nem menos, assim... diferentes!
Aprendamos a lição que um ser pequenino de nome LEONOR nos deixou. Que podemos sorrir na dor, que podemos dar esperança aos outros quando a nossa já se foi, que devemos lutar mesmo quando o nosso corpo já não tem forças para isso. 
A princesa CÔ DE ROSA ausentou-se mas quando se é grande como ela não existe ninguém que ocupe o seu espaço. Imagino-a de braço dado com o RODRIGO, a sorrirem e a brincarem. Ela com o seu ar maternal irá certamente tomar conta dele. É nisto que acredito. Só assim faz sentido. Só assim se consegue aceitar.
Não, eu não sei o tamanho da dor da mãe Vanessa, mas verdade seja dita não quero. Não quero mesmo. Egoísmo meu é certo mas acho que nenhum ser humano deveria sentir essa dor. Eu ainda sofro por todos os que partiram da minha vida há mais de vinte anos. Sou a pior das sofredores porque sucumbo à dor. Estive muito perto de lhe dar a vitoria nesta luta que é viver.
Por tudo isto não me venham com a treta do "só uma mãe conhece esta dor". 
Hoje pelo menos hoje aceite-mo-nos como somos. Aprendamos com o sorriso da Leonor. Relembramos todas as mensagens de fé e de esperança que nos passou ao longo da sua curta existência na terra.
Hoje é dia de pintar tudo de cor de rosa e de sorrirmos (mesmo que os olhos se invadam de lágrimas, mesmo que o coração esteja apertado). Hoje é o dia em que a Leonor encontrou o Rodrigo e juntos, de mãos dadas, vão distribuir gargalhadas e sorrisos num mundo idílico.
Até um dia pequenina grande LEONOR!












03/09/2014

AS MINHAS PEÇAS CHAVE PARA O FW 14/15 #1

Enquanto mergulho nas próximas peças da FIOAPAVIO já com as cores e as tendências da próxima estação, cresceu-me uma vontade enorme de vestir camisolas quentinhas, calças confortáveis e sapatos acolhedores.
Uma das grandes tendências da próxima estação vai ser sem duvida o PÊLO. Em todos os desfiles ele surge em casacos, coletes e todo o tipo de acessórios.
Eu como sou pessoa assim para o anafadinho (gorda mesmo) nunca ousei comprar um daqueles casacos que mal os vemos nos dá vontade de entrar lá para dentro e só sair no próximo verão por isso vou optar por usar o pêlo nos acessórios.
Fendi, Felder Felder, Jeremy Scott, Loewe, Reem Acra

Louis Vuitton, Loewe, Prada, Dsquared2, Saint Laurent
Fendi, Felder Felder, Jeremy Scott, Loewe, Reem Acra
Louis Vuitton Accessories


É aqui que entra a minha mais nova aquisição (e estou tão contente que corro o risco de ser a única pessoa a usar pêlo na praia) - os meus tenis bota de pele sintética da SUPRA da loja mais cool de Lisboa TRIBAL URBANO .

Se o sol se esconder um pedacinho nos próximos dias eu não tenho nada a ver com isso (ou será que tenho?). 
Ténis bota de pêlo sintético SUPRA
Ténis bota de pêlo sintético SUPRA 





02/09/2014

O MOMENTO EM QUE PARALISEI

Cada viagem que fazemos é uma aventura. Se numas ocasiões deixamos que o nosso lado mais pateta e brincalhão venha ao de cima, cantando e gesticulando até não dar mais, outras há em que aproveitamos para conversar sobre coisas que nos preocupam.
Na ultima viagem de regresso a casa, depois de mais um excelente fim de semana passado entre amigos, no nosso refugio alentejano, lá vínhamos nós com o radio bem alto a ouvir e a cantar as musicas comerciais que a radio portuguesa teima em passar vezes sem conta. Isto porque infelizmente a radar ainda não chega ao meu querido Alentejo. 
A dado momento começam-se a ouvir os primeiros sons de um piano e eu digo "adoro esta musica, adoro esta letra" e fiquei-me por ali trauteando a letra como se tivesse sido escrita por mim, absorvida pela musica quando ele me diz "essa musica podia ter sido eu a escreve-la para ti há uns anos atrás...". E eu gelei! Como me soaram verdadeiras as suas palavras. Como é que eu nunca tinha entendido o que me atraía naquela musica. Aquela tristeza, aquela forma de ser obrigado a largar alguém que se ama mas que não está preparado para aceitar esse amor... ele passou por aquilo. Ele viveu cada letra daquela musica... e eu estive tão perto de o perder, que naquele momento uma lágrima rolou no meu rosto e a única coisa que consegui fazer foi agarrar-lhe a mão com toda a força do meu corpo...




01/09/2014

O MEU CORPO ZANGOU-SE

A verdade é mesmo esta: o meu corpo zangou-se comigo. 
O mês de Agosto trouxe muitas asneiras alimentares e poucas consultas com a nutricionista. Ainda assim não há espaço para desculpas pois as regras estão mais que sabidas e decoradas. Durante duas semanas (apenas ao fim de semana) fui equilibrando a bola de berlim da praia com uma alimentação menos calórica para compensar esta grande asneirada. E a balança até parece que estava satisfeita com esta gestão (péssima) e manteve-se estável (qualquer pessoa que siga uma dieta mais do que 4 meses sabe que por vezes é preciso fazer uma pausa).
Mas ontem... ontem é que foi a estupidez elevada ao expoente máximo. Consegui a enorme habilidade de tornar o meu jantar (a altura em que apenas deveria comer a sopinha do costume) numa orgia de cheiros e sabores. Ele foi cadelinhas, ele foi um Dom Rodrigo, ele foi um almendrado, ele foi um barquinho de ovos moles,... ele foi a verdadeira asneirada materializada em comida.
Ontem quando me fui deitar ele (o corpo) já me estava a dar os sinais... um aviso prévio: minha menina não penses que não vais penar... vais e vais mesmo.
Hoje tive o pior dos acordares, com sintomas de uma gastroenterite (que já tive e identifiquei)... desde ontem que não consigo colocar nada no estômago e só de pensar em comida dá-me náuseas (não não estou gravida). E aqui estou: prostrada, sem acção para nada, sem fome e sem acção.

Há apenas uma coisa positiva a reter disto tudo: o meu corpo mudou e já não aguenta as asneiras de outrora agora só falta que a minha cabeça entenda isto de uma vez por todas e que pare de me bombardear com tentações. Já agora se fosse possível apanhar aquele vírus da corrida eu agradecia.



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