26/08/2014

FIOS #24

Não sabe onde colocar o numero de telefone para ser contactado em caso de acidente? Onde escrever o seu grupo sanguineo? Ou até mesmo onde guardar aquele pedacinho de areia onde foi tão feliz? Ou ainda aquele desejo que final de ano que quer mesmo que se concretize? O fio MESSAGE IN THE BOTLE SS14 serve para isso. 

Pequeninas garrafinhas de vidro, em forma de estrela ou de coração, prontas a receberem pequenos segredos, úteis ou não, e que estão sempre consigo, bem perto do coração.

Para adultos ou crianças estes fios são a companhia certa para este verão!

Fio de cabedal camel, com berloque em verde menta, missangas prateadas em zamac e missangas verde menta em acrílico com garrafinha em forma de estrela de vidro e rolha de cortiça. Fio ajustável.

Pormenor

Fio de cabedal castanho escuro, com berloque em verde branco, missangas prateadas em zamac e missangas brancas em acrílico com garrafinha em forma de coração de vidro e rolha de cortiça. Fio ajustável.

Pormenor
NOTA - As cores dos berloques e das missangas podem ser alteradas e escolhidas, mediante stock existente


25/08/2014

GRATIDÃO!

Gosto da palavra gratidão. 
Gosto dos sentimentos que acarreta. Do seu significado. Do que implica.
Eu sou muito grata. 
Grata pelos pais que Deus me ofereceu. 
Pelos amigos que fui escolhendo e que generosamente se vão aguentando ao meu lado. 
Do marido ÚNICO que me elegeu como sua companheira de vida e que aguenta o que mais ninguém conseguiria aguentar.
Grata por num momento de escuridão ter nascido a FIOAPAVIO
Grata por cada pessoa que se cruza no meu caminho e que me faz sorrir quando só me apetece chorar.
Grata por cada pessoa que me faz chorar com as coisas queridas que me escrevem.
Grata por 9000 likes numa página que tem tanto de mim como de despretensiosa.
Grata por 42000 visitas a um blog em que sou apenas eu... mais uma... uma qualquer.

GRATA. Hoje sinto-me particularmente grata! Obrigada!


22/08/2014

UM MÊS SEM TI...

Se eu soubesse escrever gostaria que estas fossem palavras minhas:

"A morte chega cedo, 
Pois breve é toda vida 
O instante é o arremedo 
De uma coisa perdida. 

O amor foi começado, 
O ideal não acabou, 
E quem tenha alcançado 
Não sabe o que alcançou. 

E tudo isto a morte 
Risca por não estar certo 
No caderno da sorte 
Que Deus deixou aberto"

Fernando Pessoa, in 'Cancioneiro'





21/08/2014

O VERÃO COM A FIOAPAVIO

Esta altura do ano dizem que é a mais parada. Portugal pára e ruma ao litoral para colocar os pés de molho. A FIOAPAVIO não é diferente e por isso anda por aí a mostrar-se e a dar-se a conhecer porém não há cá paragens. Herdei da minha mãe esta pouca vontade de estar parada (se bem que ela é muito mais pro-activa e competente do que eu... um dia chego lá mãe) e por isso para onde quer que eu vá lá vai o atelier itinerante.
Aqui ficam alguns trabalhos dos últimos dias, com sabor a sal e a bola de berlim. Deliciem-se!!

Pulseiras GIPSY SS14 - existem em dourado e prateado


Fios FAITH SS14 - Para mães, filhas e irmãos, são coloridos, práticos e faceis de usar


Pulseiras LOVE STRIPES - Existem em dourado ou prateado e com varías palavras inspiradoras (love, hope, believe,...). Pode escolher as palvras com que mais se identifica.


Fios INNOCENCE SS14 - Elegantes e intemporais, combinam a madrepérola com as pérolas. Pulseira AMULETS SS14 a combinar com o fio anteriormente descrito.


Pulseira GIPSY e Pulseira AMULETS SS14 - Um mix and match colorido e nem por isso com menos significado


Fios ARROW SS14 - um fio para usar em todo o lado, para ser confidente e testemunha dos bons e maus momentos (porque os há)


Pulseiras AMULETS SS14 - Em dourado ou prateado são várias as combinações que se podem criar





20/08/2014

UM DIA DESTES MORDO... E NÃO É EM MIM!

Pessoas vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas. 
Quando me perguntam o nome e a pessoa responde "SARA DE SOUSA FERREIRA" não devolvam com o comentário "basta Sara Ferreira, obrigada" . Não, não basta (e já falei disso AQUI) porque se bastasse pessoas a resposta que eu daria à vossa pergunta seria "Sara Ferreira". Ora se nao foi ou aceitam a minha resposta ou deixam de fazer perguntas parvas. Não estamos em crise?? Poupem também nos disparates. Obrigadinha!





19/08/2014

HAVIA O MALHÃO E AGORA HÁ UM MALHÃO

 A praia do Malhão sempre foi a praia dos meus encantos. Ainda criança os meus pais optavam pela praia do Almograve ou do Farol, Vila Nova de Milfontes, por razões óbvias pois são praias com melhores acessos e aparentemente mais seguras para quem tem crianças. Mas o Malhão sempre teve o seu encanto. Era uma verdadeira aventura andar por cima de dunas e estradas raramente usadas (aqui contava com a cumplicidade de um tio que partiu cedo de mais e que adorava uma boa aventura). Chegados à praia era ver mantas alentejanas estendidas, tachos envoltos em papel de jornal para manter o quente e homens/mulheres vestidos de alto a baixo como se fossem para a feira. Esta é a primeira recordação do meu Malhão. Um Malhão quase deserto de uma beleza ímpar. Um Malhão que era vivido por todos de forma diferente.
Alguns anos passaram e as idas a esta praia não se tornaram mais frequentes mas a nossa insistência (minha  e dos filhos dos amigos que passavam ferias connosco) passou a ser mais frequente. Adorávamos aquela sensação de liberdade que o vasto areal nos proporcionava. Acrescido ao facto de que diziam os mais antigos que aquela praia era a que queimava mais, aquela cujo bronzeado era mais duradouro... mito ou não a verdade é que todos me gabam o bronze, mas isso são outros quinhentos (agora deveria dizer euros?!?!)
As pessoas conheciam-se... ali ano após ano assistíamos ao crescimento dos mais novos, ao envelhecimento dos mais velhos. Havia tempo para nos observarmos, para nos interessarmos pelo que acontecia de novo de ano para ano. E num ano desses surgiram as casinhas de madeira. Que encanto foi encontrar aquelas construções ali em terreno virgem. E a paisagem transformou-se. Aquele conjunto de tábuas corridas pintadas rapidamente passaram a fazer parte das nossas historias, das nossas brincadeiras, eram alvo de cobiça de toda a criançada.
Eu cresci. A casinha de madeira mudou. Perdeu o seu ar rústico/pitoresco e ganhou um ar mais californiano. Comecei a vê-la com mais regularidade pois a pressão que fazíamos em casa para ir mais vezes àquela praia era tão intenso que não havia como não ceder.
Deixei de brincar na casinha de madeira mas olhá-la, observá-la, sentir que era testemunha de momentos tão felizes dava-me uma paz inacreditável.
Assistia a novas gerações a apoderarem-se daquela casinha apaixonante e cativante com um sorriso nos lábios. Tantas gerações que partilharam este encanto por uma casinha que ninguém sabia de quem era ou porque razão existia (na verdade quando passou a ser uma casinha mais fashion a idade já nos permitia saber que servia de abrigo a escolas de surf).
Um dia cheguei à praia e a casinha de madeira tinha ardido... fiquei com uma sensação de vazio. A paisagem estava alterada. Aqueles ângulos e arestas faziam falta ali. As madeiras tinham ardido mas as recordações essas mantinham-se vivas na minha memória.
Este ano devolveram à praia do Malhão uma nova casinha de madeira. Chique e cheia de bom ar. Mais uma vez o albergue de escolas de surf mas não me apaixonou. O encanto das historias vividas e partilhadas não foi reavivado. É apenas mais uma casinha de madeira como tantas outras que por aí se encontram. Na verdade a chegada deste novo objecto a uma praia que conheço há 39 anos fez com que percebesse que este já não é Malhão da minha infância, da minha adolescência. Este Malhão transformou-se e começa a perder encanto (aos poucos e muito lentamente... muito mesmo). As pessoas que frequentam a praia são as mesmas pessoas que encontramos no Guincho ou na Comporta, usam todas os bikinis da moda, as toalhas xpto, e têm todas filhos começados pela mesma letra e que insistem em tratar por você dando ares de boa educação (mesmo que depois digam e cometam as maiores barbaridades no que diz respeito a boas maneiras). Este malhão fica confuso em dias de fim de semana, quando os locais se misturam com esta nova invasão dos citadinos. Fica incaracterístico. E a praia fica dividida em duas. O nadador salvador (outra modernice que veio em boa hora) fica ali no meio a mediar entre o lado da praia (quando se chega) onde os locais se instalam e o outro lado (o situado mais longe da chegada) onde ficam as Constanças e os Bernardos. E eu onde fico? Tem dias. A verdade é que tem dias...

Este ano percebi que a minha praia do Malhão já não é o meu Malhão e que aos poucos (mais rapidamente do que desejaria) se está a converter num malhão qualquer. Porem na minha memoria, no meu coração guardarei para sempre a sensação de liberdade que ali vivi. Na minha memoria aquela casinha será eternamente de madeira e nela habitarão sempre sonhos e desejos de criança.





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