21/08/2014

O VERÃO COM A FIOAPAVIO

Esta altura do ano dizem que é a mais parada. Portugal pára e ruma ao litoral para colocar os pés de molho. A FIOAPAVIO não é diferente e por isso anda por aí a mostrar-se e a dar-se a conhecer porém não há cá paragens. Herdei da minha mãe esta pouca vontade de estar parada (se bem que ela é muito mais pro-activa e competente do que eu... um dia chego lá mãe) e por isso para onde quer que eu vá lá vai o atelier itinerante.
Aqui ficam alguns trabalhos dos últimos dias, com sabor a sal e a bola de berlim. Deliciem-se!!

Pulseiras GIPSY SS14 - existem em dourado e prateado


Fios FAITH SS14 - Para mães, filhas e irmãos, são coloridos, práticos e faceis de usar


Pulseiras LOVE STRIPES - Existem em dourado ou prateado e com varías palavras inspiradoras (love, hope, believe,...). Pode escolher as palvras com que mais se identifica.


Fios INNOCENCE SS14 - Elegantes e intemporais, combinam a madrepérola com as pérolas. Pulseira AMULETS SS14 a combinar com o fio anteriormente descrito.


Pulseira GIPSY e Pulseira AMULETS SS14 - Um mix and match colorido e nem por isso com menos significado


Fios ARROW SS14 - um fio para usar em todo o lado, para ser confidente e testemunha dos bons e maus momentos (porque os há)


Pulseiras AMULETS SS14 - Em dourado ou prateado são várias as combinações que se podem criar





20/08/2014

UM DIA DESTES MORDO... E NÃO É EM MIM!

Pessoas vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas. 
Quando me perguntam o nome e a pessoa responde "SARA DE SOUSA FERREIRA" não devolvam com o comentário "basta Sara Ferreira, obrigada" . Não, não basta (e já falei disso AQUI) porque se bastasse pessoas a resposta que eu daria à vossa pergunta seria "Sara Ferreira". Ora se nao foi ou aceitam a minha resposta ou deixam de fazer perguntas parvas. Não estamos em crise?? Poupem também nos disparates. Obrigadinha!





19/08/2014

HAVIA O MALHÃO E AGORA HÁ UM MALHÃO

 A praia do Malhão sempre foi a praia dos meus encantos. Ainda criança os meus pais optavam pela praia do Almograve ou do Farol, Vila Nova de Milfontes, por razões óbvias pois são praias com melhores acessos e aparentemente mais seguras para quem tem crianças. Mas o Malhão sempre teve o seu encanto. Era uma verdadeira aventura andar por cima de dunas e estradas raramente usadas (aqui contava com a cumplicidade de um tio que partiu cedo de mais e que adorava uma boa aventura). Chegados à praia era ver mantas alentejanas estendidas, tachos envoltos em papel de jornal para manter o quente e homens/mulheres vestidos de alto a baixo como se fossem para a feira. Esta é a primeira recordação do meu Malhão. Um Malhão quase deserto de uma beleza ímpar. Um Malhão que era vivido por todos de forma diferente.
Alguns anos passaram e as idas a esta praia não se tornaram mais frequentes mas a nossa insistência (minha  e dos filhos dos amigos que passavam ferias connosco) passou a ser mais frequente. Adorávamos aquela sensação de liberdade que o vasto areal nos proporcionava. Acrescido ao facto de que diziam os mais antigos que aquela praia era a que queimava mais, aquela cujo bronzeado era mais duradouro... mito ou não a verdade é que todos me gabam o bronze, mas isso são outros quinhentos (agora deveria dizer euros?!?!)
As pessoas conheciam-se... ali ano após ano assistíamos ao crescimento dos mais novos, ao envelhecimento dos mais velhos. Havia tempo para nos observarmos, para nos interessarmos pelo que acontecia de novo de ano para ano. E num ano desses surgiram as casinhas de madeira. Que encanto foi encontrar aquelas construções ali em terreno virgem. E a paisagem transformou-se. Aquele conjunto de tábuas corridas pintadas rapidamente passaram a fazer parte das nossas historias, das nossas brincadeiras, eram alvo de cobiça de toda a criançada.
Eu cresci. A casinha de madeira mudou. Perdeu o seu ar rústico/pitoresco e ganhou um ar mais californiano. Comecei a vê-la com mais regularidade pois a pressão que fazíamos em casa para ir mais vezes àquela praia era tão intenso que não havia como não ceder.
Deixei de brincar na casinha de madeira mas olhá-la, observá-la, sentir que era testemunha de momentos tão felizes dava-me uma paz inacreditável.
Assistia a novas gerações a apoderarem-se daquela casinha apaixonante e cativante com um sorriso nos lábios. Tantas gerações que partilharam este encanto por uma casinha que ninguém sabia de quem era ou porque razão existia (na verdade quando passou a ser uma casinha mais fashion a idade já nos permitia saber que servia de abrigo a escolas de surf).
Um dia cheguei à praia e a casinha de madeira tinha ardido... fiquei com uma sensação de vazio. A paisagem estava alterada. Aqueles ângulos e arestas faziam falta ali. As madeiras tinham ardido mas as recordações essas mantinham-se vivas na minha memória.
Este ano devolveram à praia do Malhão uma nova casinha de madeira. Chique e cheia de bom ar. Mais uma vez o albergue de escolas de surf mas não me apaixonou. O encanto das historias vividas e partilhadas não foi reavivado. É apenas mais uma casinha de madeira como tantas outras que por aí se encontram. Na verdade a chegada deste novo objecto a uma praia que conheço há 39 anos fez com que percebesse que este já não é Malhão da minha infância, da minha adolescência. Este Malhão transformou-se e começa a perder encanto (aos poucos e muito lentamente... muito mesmo). As pessoas que frequentam a praia são as mesmas pessoas que encontramos no Guincho ou na Comporta, usam todas os bikinis da moda, as toalhas xpto, e têm todas filhos começados pela mesma letra e que insistem em tratar por você dando ares de boa educação (mesmo que depois digam e cometam as maiores barbaridades no que diz respeito a boas maneiras). Este malhão fica confuso em dias de fim de semana, quando os locais se misturam com esta nova invasão dos citadinos. Fica incaracterístico. E a praia fica dividida em duas. O nadador salvador (outra modernice que veio em boa hora) fica ali no meio a mediar entre o lado da praia (quando se chega) onde os locais se instalam e o outro lado (o situado mais longe da chegada) onde ficam as Constanças e os Bernardos. E eu onde fico? Tem dias. A verdade é que tem dias...

Este ano percebi que a minha praia do Malhão já não é o meu Malhão e que aos poucos (mais rapidamente do que desejaria) se está a converter num malhão qualquer. Porem na minha memoria, no meu coração guardarei para sempre a sensação de liberdade que ali vivi. Na minha memoria aquela casinha será eternamente de madeira e nela habitarão sempre sonhos e desejos de criança.





18/08/2014

PULSEIRAS #22

As pulseiras LOVE STRIPES SS14 ganharam novos significados e agora  é possivel escolher as palavras com que mais nos identificamos: Love, Hope, Luck, Faith, Surviver ou Believe. 

Versáteis e com significado assim são estas novas pulseiras!




16/08/2014

FIOS #23

Por vezes LESS IS MORE e neste verão apaixonei-me por esta seta e transformei-a num dos fios que me tem acompanhado neste verão. Dia e noite, na água salgada e água doce tem sido testemunha de muitos momentos, triste ou alegres, felizes ou infelizes.

É um fio de corrente em zamac com uma seta também em zamac, com duas posições de ajuste e a palavra amor na extremidade.

Quem se deixa atingir por esta seta?






14/08/2014

QUATRO "SUICÍDIOS" E UMA VIDA - A MINHA!

Quando nasci herdei o peso desta palavra - suicídio. Era dita a medo e entre linhas. Dita de forma a que as crianças (onde eu me incluía) não percebessem a dimensão que esta palavra alcança. Foi-me escondida durante muito tempo a razão, a explicação, a resposta para esse suicídio ter ocorrido. Acho que vem daí esta minha necessidade de saber tudo, todos os pormenores, a verdade nua e crua sem mentiras piedosas (se bem que eu menti aos que mais amo quando me foi conveniente para esconder a minha dor).
Fui crescendo mas a minha curiosidade, a minha ausência de respostas, era proporcional a esse crescimento. Nunca ousei perguntar ao meu pai porque razão o seu pai teria decidido partir mais cedo. Não deixei que a minha curiosidade fosse maior do que o amor que sinto por ele pois sabia que iria fazê-lo regressar a tempos duros e difíceis. Agora sei que ele viverá com as mesmas perguntas que eu, apenas nunca as verbalizou. Também ele terá vivido submerso nestas questões sem dar esse sinal. 40 anos mais tarde finalmente olhei para o único elemento que poderia explicar esse gesto. Quis a minha querida avó que essas palavras a acompanhassem à sua morada final (prepara-te avô que vais ter muito que explicar... as mulheres desta família são duras) e que nesse momento de dor me fosse permitido olhar, tocar-lhe... não percebi muito pois as palavras teriam sido escritos num momento de dor mas deu-me uma estranha sensação de paz. De que ali estava o pedacinho de um avô que nunca conheci mas que amei, amo e amarei como todos os outros com quem privei. Foram 39 anos à espera de me cruzar com estas palavras.

Se o suicídio do meu avô era uma espécie de tabu outras tentativas de realizar este acto passaram a fazer parte do meu crescimento. Cada vez que o telefone tocava e era aquele numero, lá em casa, tremíamos os 3 com receio. Quis Deus que não passassem disso mesmo, sustos.

Fui crescendo e já na fase adulta confrontei-me novamente com a palavra. E aqui percebi o que é pertencer ao lado dos que estão de pés e mãos atadas, aos que tentam ajudar alguém que não quer ser ajudado. Aos que são vitimas da mais cruel das chantagens: a nossa vida pela vida de alguém. O não és minha não és de ninguém passou a não sou teu não serei de mais ninguém e ... mais um suicídio. Assim de forma calculista. Escolhido o dia de forma meticulosa, de forma a ferir a queimar na pele a entranha mais recondida do meu corpo. Nada ali foi deixado ao acaso. Nada. Tudo serviu para ferir de morte quem cá ficou  - Eu.

E eu ferida não aguentei. E desejei-o. Planeei-o. Sim. O suicídio.   

Mas o amor salva. E se para mim o amor que os outros sentiam por mim não era o suficiente para me manter cá (porque perdoem-me a franqueza mas ele não chegava a mim. Estava tão focada na minha dor, no meu buraco negro que não sentia) o amor que sentia pelos meus salvou-me. Foi o amor que sinto por quatro pessoas (únicas e amo de morte) que me manteve cá, que me fez parar e gritar naquela tarde. Não foi a dor de partir que me impediu mas sim a dor que iria infligir aos que cá ficavam... àqueles quatro especificamente. Foi neles que pensei pois eu já não estava cá. A minha cabeça imaginava o que sobraria de uns pais que tudo me deram, que tudo me dão, uns pais que não mereciam tamanha dor? O que ficaria do homem mais maravilhoso que enfiou na cabeça que terá de ficar comigo para o resto da sua vida? Como é que explicariam à minha afilhada que a madrinha (aquela que deverá ser um exemplo) a teria deixado e que não iria ser testemunha nos momentos mais importantes da sua vida?
Eu fui salva pelo amor dos meus!

E claro numa fase posterior, quando finalmente me decidi permitir entregar à cura, fui curada pelo melhor psiquiatra que conheço. Não, não, esqueçam lá os psicólogos. Para mim (e com o devido respeito) não me serviu de muito... possivelmente não me cruzei com um indicado para o meu caso. Mas comecei a perder a paciência com ele e comecei a dizer-lhe o que ele queria ouvir e não o que eu precisava de dizer. Agora o psiquiatra. Ui... quando nos encontramos num limbo, numa espécie de vertigem em que podemos cair para qualquer um dos lados e temos alguém frio e calculista que nos diz "Isto tem cura. No mínimo serão 6 meses de tratamento mas tem cura. E Sara não te preocupes o suicídio para ti será sempre uma palavra pois tens o lado emocional tão forte quanto o racional". Só ele é que viu isto. Só ele é que sabia isto. Eu simplesmente acreditei. 

A pessoa certa na altura certa pode salvar-nos a vida. E como é que sabemos se alguém precisa da nossa ajuda? Como é que sabemos se somos a pessoa certa de alguém para a ajudar num momento destes? Não sabemos. Jamais saberemos e é por isso mesmo que devemos estar atentos aos que amamos. Por isso é que a única coisa que levamos desta vida terrena são as acções que praticamos aqui. A doença mental atinge todos... todos os credos, todas as religiões, ricos e pobres,... a doença mental é democrática por isso não se distraiam. Observem-se! E ajudem-se! Não desistam porque nós nunca devemos desistir da vida! 

Eu não desisti da vida e sou  FELIZ!













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