16/04/2014

MAXI COLAR #19

Eu gulosa me confesso! Sim, para quem segue o meu trabalho aqui já sabe que bombardeio as minhas seguidoras com uma sobremesa diária altamente calórica e satisfatória (a verdade tem de se dizer). Porém, esta altura do ano trás uma coisa à qual não consigo resistir A M Ê N D O A S (assim soletradas nem parecem tão mal) o problema é que eu não consigo comer uma, nem duas, nem três... é mesmo até o pacote acabar. Sim é verdade! O pacote é literalmente devorado em três tempos. E o que é que isto tem a ver com este maxi colar?? Podia dizer nada mas a verdade é que tem... é que acaba por ser uma espécie de despedida, não dos meus trabalhos mas das amêndoas, e doces e chocolates e todas as alarvidades calóricas que eu cometo. Pois que a senhora minha mãe que até aqui até tem sido generosa em alimentar este meu viciozinho pascal, este ano e já desesperada por não ter um neto, decidiu oferecer-me um tratamento de acupunctura. Na verdade isto só prova o desespero da minha mãe em não ter um neto pois já demonstra mais amor por um ser que ainda nasceu do que pela própria filha (única) pois sabe que eu tenho cagunfa de agulhas.
Caso eu não regresse depois de hoje... afinal este era mesmo um post de despedida (e não só das amêndoas). Temo o pior!

Colar HAPPY EASTER SS14

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15/04/2014

DIÁLOGOS #5

Empregado de um restaurante japonês- O senhor anda de skate não anda?
Ele - Sim (como quem precisa de um buraco para se enfiar)
Empregado de um restaurante japonês- Eu bem me parecia que era o senhor na televisão. Oh "não sei quê" (que alem de um nome estranho também era o patrão) está a ver? Este senhor é mais velho e ainda anda de skate.

nota- escusado será dizer que estive meia hora sem conseguir coreografar os meus pauzinhos para começar a comer com tanto riso.


14/04/2014

SAUDADES DE QUEM NUNCA CONHECI

Tenho saudades tuas.
Partiste mesmo antes de eu nascer e talvez por isso as minhas saudades sejam ainda maiores. Deixaste-me o legado de ser a mais parecida contigo porém estavas com pressa de partir e decidiste que nunca nos iríamos cruzar.
É verdade que nunca te vi, é verdade que nunca me viste, mas é em ti que penso quando me vejo em apertos. É a ti que atribuo a minha primeira oração ao deitar. Eu nunca existi para ti mas tu para mim és tão real como a minha saudade.
Como se cura a saudade de alguém que nunca nos tocou mas que nos marcou de forma permanente? Como se cura esta vontade de te olhar, de te tocar, de te beijar, de te dizer que sou a mais parecida contigo? Como? Eu nunca fui tua neta mas tu serás sempre o meu avô!



12/04/2014

LENÇOS SOLIDÁRIOS

E é hoje na Escola  Superior da Cruz Vermelha Portuguesa, pelas 14.00, que um grupo de mulheres se vão encontrar. O que as une? A certeza de que o cancro não é um sentença de morte mas que foi ele o mote para se reunirem. 
Esperasse uma tarde de partilha, de novas aprendizagens, de inspiração e de mimo. Muito mimo, porque o mimo nunca é demais quando nos sentimos, não derrotadas, mas frágeis.
Eu, através da  FIOAPAVIO, e desde que me cruzei com o Rodrigo, nao podia ficar de fora e vou dar o meu pequenino contributo com uma chuva de estrelas para usar ao pulso - uma pulseirinha muito despretensiosa em pérolas e com uma estrela em madrepérola. Uma estrela que nunca deixe de brilhar na vida destas mulheres lutadoras e guerreiras.
Obrigada por me deixarem ser uma pessoa melhor.




11/04/2014

DIÁLOGOS #4

Ele- Sabes uma coisa?
Eu- Sei. E tu sabes uma coisa?
Ele- Sei

E fica tudo dito, porque os olhos quase sempre dizem o que as palavras não conseguem.

Todos os créditos da fotografia vão para a Marta da Dreamaker

10/04/2014

QUANDO A DOR CHEGA ATRAVÉS DE UM DE NÓS

Por vezes os golpes mais duros chegam de onde menos esperamos. Vêm daquelas pessoas com as quais baixamos todas as nossas guardas, daquelas à frente das quais nos despimos das armaduras que a vida nos obrigou a vestir, vêm da família.
Os laços de sangue que deveriam ser mais fortes na hora de abrir a boca muitas vezes desfazem-se e causam tantos estragos que ficam destruídos e não há nenhuma costureira do mundo que os refaça.
Ontem carne da minha carne foi atingida por uma dessas armas letais que são as palavras e eu senti cada uma das letras dilacerar-me as vísceras. Ninguém tem o direito de ser tão mau e tão baixo com outro ser humano. Todos temos as nossas dores, os nossos problemas porque raio sentimos necessidade de incutir aos outros, ainda por cima os que são da nossa família, mais dor, mais sofrimento baseado em mentira e falsas verdades? Ontem por momentos desejei não ter família (pais e marido não são família são a minha carne), um pensamento egoísta e estúpido e infeliz (eu sei) mas senti-o. E lamento-o profundamente. Dei por mim a pensar e se... Mas no momento imediato também preenchi o meu coração de alegrias,  como a de receber o melhor abraço o mundo dos meus dois sobrinhos (primos) acompanhado pelas palavras mais doces e verdadeiras quando vindas directamente do coração...  "adoro-te". 
Não apaga a mágoa das outras palavras, das letais, mas coloca tudo em perspectiva. Faz com que contextualize aquela dor e a tente perceber. Que vá procurar explicações para elas terem sido ditas. 
Continuo sem perdoar (Deus perdoa-me mas sou muito imperfeita e ainda não consigo), continuo sem as esquecer (parece que me tatuaram cada letra no meu coração)...
Perdoo para não esqueço.






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