08/03/2014

AS MULHERES DA MINHA VIDA

Hoje comemora-se o dia internacional da mulher e eu poderia perder-me por factos históricos. Dizer-vos que o dia Internacional da Mulher surgiu na virada do século XX, no contexto da Segunda Guerra Mundial  e da Primeira Guerra Mundial, quando se deu a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria. Ou que o primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos em memória do protesto contra as más condições de trabalho das operárias da indústria do vestuário de Nova York. Mas, e com o devido respeito, opto por falar-vos das mulheres da minha vida, daquelas que se tornaram um exemplo para mim, aquelas que me ensinaram a ser a mulher que sou hoje.
As primeiras de todas: as avós. Duas mulheres distintas: uma da cidade e outra do campo. A primeira sabia bordar, delicada, cantava no coro da igreja de Carnide, aprendeu a calar a sua voz sobre o autoritarismo da sua mãe e mais tarde do marido, mimou o meu pai, escondeu que era do Benfica, alimentou em mim a memória de um avô que nunca conheci, de pele macia, as rugas mais bonitas que conheço, que fala sozinha, que depende de todos porque nunca soube dar um murro na mesa. Assim é a minha avó da cidade. A outra, a do campo, era lutadora, boa cozinheira, destemida, guerreira, escrevia-me cartas, enviava-me encomendas com chocolates e flores (que chegavam murchas depois de 6 horas enfiadas numa caixa de cartão), ensinou-me a bordar, ensinou-me a coser à máquina, ensinou-me a ser a neta mais velha, deixou que lhe desenhasse a última morada.Não me ensinou como suportar a dor da sua partida.
Agora as amigas. As de sempre, as de ontem, as que conheço apenas pela forma como escrevem, as que conheço apenas pelo tom de voz, as que nunca ouvi mas que habitam no meu coração, as que estão lá mesmo quando não as chamo, as que me chamam mesmo quando não estou à espera. As amigas que critico, que me criticam, que me chamam à razão como só as pessoas que gostam fazem, as que choram comigo, as que me limpam as lágrimas, as que fazem tatuagens comigo, as que estão tatuadas no meu coração, as que partilham o seu amigo especial entre um mergulho e uma dentada numa sandes deitadas na toalha da praia. Para todas elas há um lugar guardado em mim… sem elas eu não sou esta mulher que vos escreve.
Agora a mais pequenina, aquela a quem eu daria a minha vida por ela (desculpa João mas dava mesmo como daria por ti e pelos meus pais), aquela que é uma estrelinha na minha vida, aquela que está tatuada no meu pé, a afilhada mais bonita e doce que alguém pode ter. A que dá os gritinhos mais deliciosos quando me vê, a que dá os melhores abraços, a que diz tenho saudades sem pudor, a mais vaidosa mas a mais engraçada com o seu jeito de menina mulher. A minha vida é muito mais feliz desde que recebi um telefonema dos meus primos, em alta voz, a fazerem a pergunta que não precisava de ponto de interrogação. Ela seria sempre minha mesmo que não fosse afilhada, tal como é o irmão.
Por fim, mas não menos importante, antes pelo contrário. A mãe. A minha mãe. Aquela que me colocou no mundo num período de dificuldades, a que me levava ao colo até ao quinto andar quando não havia elevador, a que se perdeu comigo nos corredores de santa maria quando estava doente, a que nunca saberá o quanto eu a admiro, o quanto ambiciono um dia ser metade da mulher que ela é. A mãe que faz os melhores rissóis do mundo (e não é dito por mim), a que não gosta nada de tatuagens, aquela que eu magoei de forma atroz quando lhe disse que já não queria viver, aquela que se preocupa comigo da mesma forma tenha eu a idade que tiver. A minha mãe. A minha mãe é tudo para mim, dizer que lhe dava a minha vida é pouco, dar-lhe-ia todas as encarnações que me estão guardadas e mais… muito mais.
A todas estas mulheres eu devo um obrigada e a minha gratidão eterna. Graças a elas eu sou uma mulher muito mais feliz.

Feliz dia da mulher a todas as mulheres da minha vida.


07/03/2014

PALAVRAS PARA QUÊ?

Já somos 7000 no facebook. O que fiz eu para merecer o vosso carinho? Não tenho palavras mas vou ter uma passatempo aqui para vos mimar da única maneira que sei.



O PODER DAS PALAVRAS

As palavras nunca serão apenas palavras. Elas transportam a força dos sentimentos, o poder do seu significado, o contexto em que são proferidas ou escritas. Por tudo isto, as palavras nunca serão apenas palavras. São armas letais, são esperança quando nada mais existe, são alegria quando os dias são pesados, são alento quando tudo parece desmoronar à nossa volta, são a gota de água final para fazer transbordar os olhos preenchidos, são tudo e podem ser nada (porque nos roubam tudo).
E hoje há palavras que têm de ser escritas. Há palavras que têm de ser lidas por vós. A todos os que no dia de ontem perderam um bocadinho do vosso tempo para escreverem algumas palavras a uma pessoa que, muitos, conhecem apenas através de mim, àqueles que ofuscaram os de sangue, o meu carinho e gratidão é incomensurável.
Obrigada é uma palavra pequenina para o tamanho do meu sentimento. 
A vós, os amigos de todas as horas, as horas impróprias, as horas que não cabem nos horários de expediente, as horas que não estão marcadas, o meu reconhecimento. A vós que se identificam com algumas das minhas palavras, que não sendo iguais também se tentam levantar das rasteiras que a vida nos prega, aos que estiveram presentes, ontem e sempre, infinitamente obrigada.
Aos outros um obrigada igualmente grande pois se não existisse o mau não saberíamos dar valor ao bom.
A todos OBRIGADA.

PS - antes que derretam com tanta lamechice fica a promessa que o mau feito e humor caustico estarão de regresso 


06/03/2014

HAPPY BIRTHDAY MR.FERREIRA

Hoje o homem que escolhi para partilhar esta aventura que se chama viver comemora mais um aniversário.
E que presente escolher para dar a quem "só" queremos oferecer tudo o que de bom existe no mundo? Acresce a isto o facto do senhor meu marido ter gostos requintados com muitos zeros... a tarefa era difícil.
Ele andava a adiar este passo, não porque não o desejasse mas porque as prioridades da nossa vida, neste momento, não passam por estes pequenos luxos. Recorri à ajuda de um querido amigo, roubámos a imagem que ele guardava religiosamente à espera de uma oportunidade, marquei a sessão para o dia do seu aniversário e estava escolhida uma prenda para a vida. 
Hoje à hora marcada lá o arrastei estrada fora sem saber a tortura maravilha que o esperava. 
Basicamente o que eu ofereci ao homem que amo de forma incondicional foi a maior dor de cotovelo da vida dele. Sádica? Nãooooooo... vá um bocadinho. 
No final de tudo a alegria de saber que não sendo o período mais fácil da nossa vida estes pequeninos gestos fazem com que estejamos mais unidos do que nunca. Que por mais dificuldades que tenhamos, por mais tortuoso que seja o nosso percurso por esta vida neste momento, temo-nos um ao outro. E isso chega. 
Feliz aniversário Mr. Ferreira.






Prenda embrulhada... vão ter de esperar que ele a desembrulhe para ver o resultado final!

05/03/2014

GRATIDÃO

Esta aventura de ter uma marca tem cerca de um ano e oito meses.
Esta aventura de ter um blog tem cerca de dois meses.
Esta aventura faz-se de números mas acima de tudo faz-se de pessoas, de amizades, de pequenos pânicos que se foram superando, de uma exposição que nunca procurei, de peças espalhadas por várias zonas do país e do mundo.
Esta aventura teve um início e inevitavelmente terá um fim, mas não vivo obcecada com isso pois o que importa é o que acontece entre essas duas datas.
Esta aventura levou-me ao maior sentimento de gratidão que alguma vez conheci.
Esta aventura existe porque vocês estão desse lado, a ler-me, a mimar-me com o vosso tempo e carinho.
Esta aventura não é minha, é nossa! Obrigada!




04/03/2014

NÓS SOMOS DIFERENTES

Não poderia estar mais de acordo com a expressão "os opostos atraem-se". Muitas vezes somos cativados pelo diferente,  pelo desconhecido, pelo mais oposto a nós. Porém não concordo que esse seja o único ingrediente para uma relação de sucesso (se é que isso existe). Acho que é necessário concordar em discordar, e na essência têm de existir pontos comuns. Contra-senso? Contradição?
Ora vejamos o nosso caso:
Eu gosto de escrever, ele não.
Eu adoro ler, ele não.
Eu cozinho, ele não.
Eu era capaz de ficar uma semana em casa sem sair, ele não.
Eu como vegetais, ele não.
Eu gosto de amendoins e nozes, ele não.
Eu adoro caracóis, ele não.
Ele anda de skate, eu não.
Ele pratica surf, eu não.
Ele é super activo, eu não.
Ele gosta de casinos, eu não.
Ele gosta de dormir, eu não.
Ele é paciente, eu não.
Ele é óptimo fotógrafo, eu não.
Eu gosto de chocolate, ele também.
Eu gosto da minha família, ele também.
Eu gosto da família dele, ele também.
Eu gosto dos nossos amigos, ele também.
Eu gosto daquela praia (a nossa), ele também.
Eu gosto de mimo e de mimar, ele também.
Eu gosto do que conquistámos, ele também.
Eu gosto dele, ele gosta de mim.
Ele gosta de mim, eu gosto dele.
E no final isso é que importa!


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