18/02/2014

FIOS #6

Gosto tanto do trabalho que envolve afectos como daquele que me faz apenas  fugir dos  dias cinzentos que o São Pedro nos tem imposto nos últimos tempos. Estes são apenas dois exemplares do que têm sido os meus últimos dias.

Fio COLORED PINS SS14 com missangas em pedra com vários tons de coral. pérolas e alfinetes. 


Fio BIG HEART FW13 - um fio que homenageia uma amizade e que vai carregadinho de mensagens sob a forma de peças metálicas

17/02/2014

UMA AMIZADE ABENÇOADA

Foi um menino de 3 anos, que lutava contra uma leucemia mielóide aguda, que nos uniu. O Rodrigo teve o dom de despertar em mim, e estou convencida que em mais pessoas, um lado que estava adormecido – o do altruísmo. Lembrou-me que não basta ficarmos sensibilizadas com as causas, que não basta nos deixarmos comover pelas histórias com que nos cruzamos. Não. O Rodrigo levou-me a agir e a meter literalmente as mãos na massa, que no meu caso significa, correntes, argolas, fechos, peças, pecinhas e fitas de todas as cores. O meu mundo com tantas cores e o do Rodrigo tão cinzento, que justiça havia nisto? Criei umas peças e enviei para o TODOS POR UM de Lisboa e depois para o do Porto, o evento que serviria para angariar não só mais dadores de medula óssea como fundos para ajudar nos seus tratamentos. E é neste contexto que ela surge. Ela?!? Sim ela, um furacão de mulher, alguém que entra na nossa vida e nos contamina, que mexe com as nossas emoções, que nos faz ter vontade de sermos como ela. Linda, por dentro por fora, de frente de costas, uma verdadeira inspiração.
A nossa amizade nasceu assim… com palavras trocadas em correio electrónico, depois encomendas e emoções, depois apenas emoções, depois mais emoções, depois confidências, depois mais confidências e um desejo profundo de que ela não se vá embora. Nunca a vi olhos nos olhos mas sei que tem o olhar mais doce que conheço. Nunca lhe toquei mas sei que tenho guardado o abraço mais apertado que sei dar. Guardei para ela e para os seus afectos um espaço no meu coração. Infelizmente o Rodrigo partiu mas eu acredito que é ele que tem abençoado esta amizade tão querida e da qual eu não vou abrir mão, digamos que, nos próximos 50 anos.
Ontem eu fui surpreendida por ela. No meu correio um livro cheio de amor. Repleto de histórias vividas com intensidade, com dor, com alegria, com afectos, com pessoas reais. Um livro que não só trazia a assinatura da mais inspiradora das madrinhas, a Catarina Beato, mas a mais bonita de todas as dedicatórias. Lá dentro, escondidas, estavam palavras manuscritas. À espera de serem descoberta. Bonitas! Lindas como esta minha querida amiga. 

Marisa não sei onde a vida me vai levar mas tu estarás sempre no meu coração e levar-te-ei sempre comigo (e aos teus afectos).


16/02/2014

O MEU AMOR MAIOR

Quando as dificuldades que a vida nos coloca se apresentam maiores do que a nossa capacidade de as enfrentar é nesta pessoa que eu penso. É ele que faz com que tudo seja possível e que transforma o meu medo num... tudo se resolverá!


Os créditos da foto vão todos para um querido amigo,e que faz milagres com uma maquina fotográfica e de filmar. Obrigada HUGO ALMEIDA, e para os meus sogros que fizeram este filho maravilhoso para eu mais tarde o roubar.

14/02/2014

DIA DE SÃO NÓS

Dia de São quê? Dia do que nós quisermos e nós queremos NÓS!



13/02/2014

O DIA DE SÃO VALENTIM NÃO MORREU CONTIGO

Os dias são todos iguais e todos diferentes, Todos têm 24 horas mas o que fazemos com essas 24 horas só a nós diz respeito e é isso que torna todos os dias que aparentemente são iguais em algo diferente.  Dentro dos dias iguais há uns que se destacam, há uns que nos marcam de uma forma tão profunda que já não nos conseguimos lembrar de como eramos antes. Mas eu lembro.
Eu lembro-me do que me roubaste, eu lembro-me do que provocaste em mim, eu lembro-me do que me forçaste a dar, eu lembro-me de tudo o que me obrigaste a viver naquele dia 14 de Fevereiro de 2007.
Recordo-me de chegar ao escritório, de me sentar, ligar o computador e sentir que o meu telemóvel estava a vibrar. Olhei com aquele olhar displicente com que realizamos algumas tarefas repetitivas do nosso dia a dia. Era o vibrar da morte. Ela acabara de chegar à minha vida e ao meu telefone e não era por eu não ler aquela mensagem que ela se iria embora. Finalmente tiveras a coragem cobardia de puxar o gatilho.
Calculista e frio vestiste a roupa que eu te oferecera no passado, colocaste a minha foto sobre a almofada, colocaste o gorro que eu usara anos antes em NY (uma doce memória para mim), escreveste uma carta para o teu primo onde lhe deixaste varias ordens (uma delas incluía-me), bebeste, engoliste um numero incalculável de comprimidos, escreveste uma mensagem no telefone dirigida a mim (mas que deus já não quis que tivesses força para enviar) e… disparas-te.
Morreste.
Quase me mataste, quase me deixei levar por ti, pelas perguntas sem resposta que habitaram no meu cérebro durante meses, pelo desespero de não entender se fora eu que te dera o motivo para premires o gatilho, por voltar a ser feliz ao lado da minha família e do homem que escolhera (e que é a pessoa mais importante da minha vida). Quase me mataste. Quase me deixei ir por uma dor que não sabia existir, pela duvida que plantaste em mim. Foste mau, muito mau. Tu sabias que o suicídio era palavra proibida na minha família, que era a forma de morrer que eu não conseguiria aceitar (como se conseguisse alguma, burra). Tu sabias. E só hoje eu sei que tu sabias. Calculista sabias que aquele dia iria ficar marcado para sempre na minha vida. Que mesmo tendo escrito uma mensagem onde me dizias que ias partir (como se houvesse hipótese de voltares se te apetecesse) e onde abençoavas a minha união com o amor da minha vida, sabias que o dia de São Valentim terminaria ali para nós (eu e ele não tu). Levaste contigo o nosso passado e o meu futuro. O direito que eu tinha de escolher se queria ou não comemorar uma data a que nunca liguei. Fizeste-o de forma a que nunca mais me esquecesse (como se não soubesses que tenho uma memoria terrivelmente boa).  Mas sabes passaram sete anos. Sete anos onde passaram muitos comprimidos, muitas sessões com psicólogos e psiquiatras, muitas lagrimas, muito desespero, muita angustia, muitas perguntas, poucas respostas. Mas também passaram sete anos de alegrias, de uma luta interior que acabei por ganhar, de risos, de conquistas, de gargalhadas, de memórias boas, da confirmação de um amor maior. O maior amor da minha vida. O amor que me levou ao altar, que me fez jurar perante Deus, a família e os amigos mais queridos (não couberam todos infelizmente) que ficaríamos juntos até que a morte nos separasse… irónico a morte de novo. Mas esta morte é a morte natural, a que a vida tem guardada para nós e não a morte vingativa que tu usaste contra mim, contra a tua família, contra todos os que gostavam de ti e tu não viste.
Demorei sete anos a escrever isto… sete longos anos. E sabes? Hoje descobri que eu mereço comemorar o dia de amanha se EU quiser e não porque tu assim o decidiste. Podes até achar que serei egoísta…  mas eu e o meu amor maior precisamos de comemorar esta data. Está na hora de criar memórias boas e arrumar as dores na biblioteca da história da nossa vida. Está na hora de parar de chorar a morte e de sorrir ao amor.
Este ano eu e o meu amor maior teremos o nosso dia de São Valentim.








MAXI COLAR #10


O São Pedro teima em me contrariar por isso hoje decidi que por aqui chegou a primavera e o tempo quente, chegou o sol e a praia... Decidi também que se no dia de São Valentim (amanhã) a pessoa para quem este maxi colar se destina não disser AMO-TE DAQUI ATÉ À LUA então eu não ando aqui a fazer nada 


Colar HELLO SUNSHINE FW13 

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