31/01/2014

MAXI COLAR #6


Quando os dias se apresentam cinzentos é preciso encontrar um escape... este é o meu esconderijo. Aqui tudo é cor e tudo é alegria e por breves momentos tudo parece perfeito quando não está.

Colar WONDER FW13




30/01/2014

FIOS #2

Gosto de misturar materiais diferentes e fazer conjugações improváveis. Estes fios são o resultado de tudo isto: cabedal, alfinetes de dama e missangas de vários tamanhos e cores



Fio COLORED PINS SS14


Fio COLORED PINS SS14


Fio COLORED PINS SS14

29/01/2014

PULSEIRAS #5

E quando a vida se torna um nadinha muito complicada o que é que se faz? Mergulha-se no trabalho com esperança que o tempo passe depressa e traga boa noticias.


Pulseiras TACK SS14, em cabedal castanho ou camel e com uma ou duas voltas

Pulseira AMULETOS SS14, possibilidade de personalizar com peças escolhidas por si

De cima para baixo: Pulseira SIMPLE SS14, LEOPARD SS14, AMULETOS SS14, SCEW SS14

Pulseiras FLUFFY SS14, existem em várias cores

EU HERDEI UMA TIA

Eu herdei uma tia. A mais querida das tias. Não a escolhi. Ela não me escolheu.
Esta tia nasceu especial, com aquilo que para uns seria uma limitação, mas que para quem como eu gosta dela, a torna a pessoa mais especial de todas. Eu tenho mau feitio ela tem oligofrenia.
Não temos conversas eruditas, nem debatemos os temas da actualidade mas temos a alegria de trocar os sorrisos mais sinceros e honestos que existirão. E digo isto sem qualquer tipo de dúvida. Quando os nossos olhos se cruzam ela sorri para mim e eu retribuo da forma mais bonita que conheço.
Não a consigo ver todos os dias mas dizem, e eu acredito, que pergunta por mim. Manda beijinhos e o meu coração emociona-se e fica tão feliz com isso que nem consigo exprimi-lo por palavras.
Eu herdei uma tia e ela herdou uma sobrinha. Nem sempre somos sobrinhos das nossas tias. O sangue é-nos imposto mas o coração é autónomo e também faz as suas escolhas. E o meu escolheu-a, tal como eu sei que ela me escolheu.
Hoje estava preparada para a ir visitar, já ia a caminho, quando mais uma vez, o meu telefone vibrou "não vás ao lar, a tia vai para o hospital" . Ai vou vou, pensei. Tinha de ir porque ela precisava tanto do meu olá como eu precisava do sorriso que ela me faz quando reconhece um rosto querido. Tinha de ir porque ela precisava tanto de ver um rosto familiar como eu precisava que ela soubesse que eu estava ali.
Agora, 3 horas depois (acabaram por ser 7) de uma espera desesperante continuamos aqui, no hospital, de novo. Eu recuso-me a habituar a este ritual dos últimos meses. Ninguém se deveria habituar às salas de espera dos hospitais e eu nunca me vou habituar. Eu não me vou habituar porque se existe alguém lá em cima esse alguém tem de perceber que eu herdei uma tia e passei muito pouco tempo com ela. Eu ainda tenho muitos sorrisos reservados para dar e ela muitos para receber.
Eu herdei uma tia especial e não a quero ver partir.
Não já! Por favor.



27/01/2014

EU MUDEI DE NOME


No dia 26 de Junho de 2010 eu mudei de nome. Mudei de estatuto. Mudou muita coisa, tanta que eu não imaginava como algumas dessas mudanças iam ser difíceis de aceitar.
Há quase 4 anos que tenho esta luta interna e que nunca ousei verbalizar muito menos escrever sobre ela. Porém se há coisa que os tempos negros da minha vida me ensinaram é que só podemos curar aquilo que somos capazes de verbalizar. E por isso hoje eu escrevo sobre o facto de que eu mudei de nome e não sei se gosto.
Recuemos uns anos… na verdade recuemos muitos anos, ao dia em que aprendi a escrever “Sara Sousa”. Estas letrinhas assim agrupadas eram o meu símbolo, eram o meu orgulho. Este foi o nome que usei durante a maior parte da minha vida. O nome com que vivi momentos bons, momentos maus, momentos para esquecer, momentos para lembrar. Sara Sousa era eu (e confesso que ainda sou).
Até que no dia em que decidimos casar foi-me feito o pedido de mudar o meu último nome e eu achei que era uma bonita homenagem ao homem que estava disposto a aturar-me para o resto da vida dele (são testemunhas disso). E fi-lo em consciência de que queria fazer isso por ele, por nós e pelo simbolismo que isso teria.
Mas… e confesso que é um grande mas. Nunca imaginei que fosse tao estranho assinar outro nome. Ouvir do outro lado da linha: “Senhora Sara Ferreira?” Como? É comigo? Quantas vezes esperei 5 segundos (ou mais) até que o meu cérebro aceitasse que eu e a pessoa que acabara de atender o telefone eramos a Sara Ferreira? Nem sei…
Não entendam mal… não estou arrependida mas não posso esconder as saudades que tenho de ser sara sousa e por isso cada vez que me perguntam o nome eu digo Sara de Sousa Ferreira. E fico feliz. Há ali uma felicidade que é minha e que mais ninguém sente. Egoísta. E que só termina quando me dizem “ Sara Ferreira pode ser? É mais fácil. Não senhores não é mais fácil. Acabaram de estragar o meu pequeno prazer com ar displicente e quase com desprezo.
Eu mudei de nome e ainda não me habituei.





26/01/2014

ÉS LINDA MULHER MALDITA

Esta poderia ser a frase escolhida para descrever uma noite absolutamente indescritível, mas seria pouco. Muito pouco.
O CCB estava esgotado. Lotado. Pessoas novas, pessoas mais velhas, pessoas assim a assim, pessoas conhecidas, pessoas anónimas, pessoas eruditas, pessoas do povo. A todos estava reservado um serão único e memorável.
Mal ela entrou eu quis ser um atacador das suas sapatilhas (é assim que se diz na terra da Gisela). Sentir os saltinhos que a sua tensão e corpo de menina pequenina e nervosa iam soltando. 
Quis ser tinta das suas tatuagens para sentir a força e energia que imprimia nos seus gestos. Espontâneos. Libertadores. Viscerais. Não é possível simular ou encenar o que se assistiu naquele palco.
Ontem eu quis ser um fio do seu cabelo para voar ao sabor dos gestos bruscos a que se movia.
Quis sentar-me no baloiço do teu braço e balouçar-me a cada acorde que te (nos) fazia vibrar.
Esta menina mulher é tão grande que não cabe no seu corpo. Será que ela percebe isso? 
Será que ela percebe que depois daquele serão partilhado connosco, em casa como fez questão de dizer, ela já é nossa?
No regresso a casa já não éramos seis... contámos sete. Trouxemos a Gisela connosco. Cada um de nós trouxe uma interpretação do que acabara de assistir, mas com uma certeza comum:  Gisela João é uma linda mulher mas a sua maldição é a de estar presente na banda sonora das nossas vidas por muito tempo.



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