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06/01/2014
UM NOVO ANO... NOVAS PEGADAS
Numa altura muito feliz da minha vida foi-me dado a conhecer um texto.
Um texto que tem tanto de conhecido como de intenso e independentemente de sermos pessoas de fé, e acreditarmos ou não na mensagem que ele passa, não conseguimos ficar indiferentes.
Eu sou uma pessoa de mar. Preciso de o ver, de o cheirar, de sentir a sua ira, de sentir a sua paz... ele trás-me muitas vezes o que procuro sem saber. E no segundo dia deste novo ano, quando coloquei os pés na areia e vi que o mar tinha apagado qualquer vestígio humano no seu areal, a minha memória transportou-me imediatamente para aquelas palavras...
Uma noite
eu tive um sonho...
Sonhei
que estava andando na praia
com o
Senhor
e no céu
passavam cenas de minha vida.
Para cada
cena que passava,
percebi
que eram deixados dois pares
de
pegadas na areia:
um era
meu e o outro do Senhor.
Quando a
última cena da minha vida
passou
diante de nós, olhei para trás,
para as
pegadas na areia,
e notei
que muitas vezes,
no
caminho da minha vida,
havia
apenas um par de pegadas na areia.
Notei
também que isso aconteceu
nos
momentos mais difíceis
e
angustiantes da minha vida.
Isso
aborreceu-me deveras
e
perguntei então ao meu Senhor:
- Senhor,
tu não me disseste que,
tendo eu
resolvido te seguir,
tu
andarias sempre comigo,
em todo o
caminho?
Contudo,
notei que durante
as
maiores tribulações do meu viver,
havia
apenas um par de pegadas na areia.
Não
compreendo por que nas horas
em que eu
mais necessitava de ti,
tu me
deixaste sozinho.
O Senhor
me respondeu:
- Meu
querido filho.
Jamais te
deixaria nas horas
de prova
e de sofrimento.
Quando
viste na areia,
apenas um
par de pegadas,
eram as
minhas.
Foi exactamente
aí,
que te
carreguei nos braços.
05/01/2014
A CAMINHO DA SÃO SILVESTRE... OU QUASE #2
E é oficial... a elíptica voltou à função para que foi comprada: derreter os chocolates e aventuras calóricas em que esta pequena lontra mergulha diariamente.
Os primeiros 25 minutos estão feitos e serviram para lembrar às pernas e aos pés que não servem apenas de cabide para roupas e calçado giraço
HOJE O MEU PAI VAI CHORAR
Sou uma pessoa com alguns rituais e um deles é, mal acabo de me levantar, dirigir-me à sala e ligar a televisão para ouvir as noticias. E neste domingo soalheiro não foi diferente, quando o fiz percebi "hoje o meu pai vai chorar!". E eu tive vontade chorar, não pelo que acabara de ler mas, porque sei o que esta noticia vai provocar ao senhor que me trouxe ao mundo.
O meu pai é de Carnide e viu todo o universo Benfica crescer e ganhar forma. O seu Benfiquismo era tão feroz que sendo filho de um Sportinguista fanático, quando o meu avô lhe dizia: "Não és do Sporting? Então não comes!" ele, do alto dos seus 7/8 anos, respondia: "Não importa se não comer mas serei do Benfica até morrer". Esta convicção no clube que escolheu levou-o a viver bons momentos. O seu Benfica, o seu Eusébio, fizeram-no sorrir, gritar, perder a noção do ridículo, desejar e até chorar.
Mas e eu? Eu só entendo a dor da morte do Eusébio através dos olhos do meu pai.
Eu não entendo o histerismo em torno de determinadas figuras públicas e atletas. Reconheço esta minha incapacidade, não a exalto, não refiro que é a forma correcta de ver a vida. É uma constatação da minha limitação.
Quando elevamos alguém ao nível de herói nacional corremos o risco de excluir tantas outras pessoas merecedoras desse gesto. O futebol não é unânime, nem todos gostamos deste desporto, mas quando uma portuguesa é premiada por identificar os genes presentes em recaídas de cancro da mama isso tem de ser unânime, todos temos mulheres nas nossas vidas. Todos! E este é apenas um exemplo.
Perante esta minha limitação, hoje, vejo a partida do Eusébio com os olhos do meu pai. E mesmo com alguns quilómetros de distancia a separar-nos eu sei: Hoje o meu pai vai chorar!
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04/01/2014
A CAMINHO DA SÃO SILVESTRE... OU QUASE #1
E é oficial começo a ficar sem muitas desculpas para não retirar o meu rabo gordo do sofá de 4 metros de comprimento (vá, 3.85, para ser mais precisa) que habita cá em casa.
Ontem fomos, eu e o senhor meu marido, fazer a análise da nossa passada e se por um lado vim de lá contente por outro vim a pensar "como estou quilhada". Passo a explicar.
Pois que lá me descalcei, lá me coloquei em cima da passadeira e corri (vá na loucura andei muiiiiito depressa.. reforço o muito) e o diagnóstico foi... sou pronadora, que para quem não sabe é o mesmo que dizer "estás completamente tramada pois vais ter de procurar ténis na secção dos mais caros" (e não é que a minha intuição já me estava a dar claros avisos de que isto iria acontecer?? não subestimem a intuição de uma mulher). Resultado disto fiquei muito triste porque se esta coisa de virar a Rosa Mota à porta dos 40 não resultar vou ficar com um molho de notas estacionadas na sapateira (e eu já lá tenho algumas). Mais, percebi o quão enganada pela senhora minha mãe fui quando me disse que ao usar botas ortopédicas em pequenina isso me iria impedir de ter problemas mais tarde (constatação óbvia: as mães também se enganam... pouco mas enganam).
Claro que o senhor meu marido, cheio de moralismo (esquecendo-se que já tinha partido duas vezes cada pezinho) lá ia dizendo: "ah e tal tu realmente colocas um bocadinho o calcanhar para dentro e blá blá blá... eu com os meus anos de skate devo ser normal" - e eu a pensar como se a palavra normal se aplicasse a nós...
Mesmo processo: descalçou-se, colocou-se em cima da passadeira, correu (correu mesmo) e o resultado? Qual foi? Pronador! O que eu me ri nem dá para descrever... uma maluca descalça com as calças arregaçadas a meio da perna a rir desalmadamente, só mesmo a vergonha e o decoro é que me impediram de soltar um "tomaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa".
Depois da euforia de saber o resultado dei comigo a pensar: "Fomos mesmo feitos um para o outro".
Ps - o facto de ter passado de um 7 (medida americana) para um 9 também me deixa à beira da depressão profunda
03/01/2014
FALEMOS DE AMOR
Durante
alguns dias ele chegou a casa e ofereceu-me um pacote de açúcar daqueles que
trazem mensagens e bonecos. Eu pensei logo (com a sensibilidade de um
rinoceronte) que "pelo menos naquele momento ele pensou em mim, em
nós". Fui guardando os pacotes de açúcar, confesso agora, com muito
carinho mas sem lhes atribuir grande utilidade, alem de alimentar o ego e
o coração. Afinal de contas são apenas pacotes de açúcar certo? Não a última
jóia da coroa.
Acontece
que um dia destes, uma queridíssima amiga, convidou-me para falar de
amor, a propósito do próximo dia dos namorados, do nosso amor. E do que é
que eu me lembrei imediatamente? Dos malditos amorosos pacotinhos de açúcar.
Peguei num. Adicionei outro. Reagrupei-os. E... escrevi a nossa história com apenas
4 pacotes de açúcar.
Agora não
sei se ria, por ser detentora desta capacidade de síntese fabulosa, ou se
chore, por ter resumido a minha bonita e alucinante história de amor a 4
singelos pacotes de açúcar.
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