Existem imagens que não carecem de explicações ou descrições. Este é o nosso mundo.
A nossa FAMÍLIA!
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15/05/2018
A NOSSA FAMÍLIA
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12/05/2018
O DIA DA MÃE
Falar sobre este dia, e mais do que falar de mim, é falar sobre mulheres. Mulheres! Muitas e tao diferentes.
Se observarmos bem o significado que esta palavra pequenina encerra vamos deparar-nos com coisas tao diferentes como estas:
mãe
(latim mater, -tris)
(latim mater, -tris)
1. Mulher que tem ou teve filho ou filhos.
2. Mulher que cria e educa criança ou adolescente que não foi gerado por ela mas com quem estabelece laços maternais e a quem pode estar ligada por vínculos jurídicos (ex.: a mãe dele era solteira quando o adoptou ).
3. Animal fêmea que tem filho ou filhos.
4. [Figurado] [Figurado] Mulher carinhosa ou protectora .
5. [Figurado] [Figurado] Origem, causa, fonte (ex.: a ignorância é a mãe de muitos males).
6. Borra do vinho que ainda não foi posto em limpo. = MADRE
7. [Brasil] [Brasil] Ser fantástico, espécie de sereia de água doce, também chamado uiara e iara.
8. [Figurado] [Figurado] Pessoa que chora facilmente.
9. [Moçambique] [Moçambique] Tratamento respeitoso dirigido a mulher casada ou com alguma idade (ex.: está com pressa, mãe?). = SENHORA
10. Que deu origem a outras coisas da sua espécie.
11. Que é considerada a principal entre outras do seu género .
Por isso ser mãe não é "apenas" dar à luz, parir. Ser mãe é muito mais do isso e é minha convicção que o somos muito antes de os colocarmos cá fora e até há mesmo casos que o são sem nunca (e infelizmente) os verem nascer.
Durante a minha/nossa luta pela fertilidade pensei muito sobre o significado desta palavra, sobre o que ela implica e sobre as pessoas que a tomam como sua de forma garantida. Ser mãe não é um dado adquirido, ser mãe é uma conquista. Ser mãe é merecer esta palavra diariamente. Ser mãe é lutar-se por um ser e ama-lo muito antes de lhe reconhecer o rosto. E é, acima de tudo, por este ultimo motivo que sempre me revoltaram as entranhas sempre que me diziam "agora que estás gravida é que vais ver o que é ser mãe". Como?? NÃO PESSOAS NÃO NÃO. Ao longo da vida cruzei-me com pessoas que colocaram seres no mundo e que não são mães, serão outra coisa mas mães não e por oposição cruzei-me com outras tantas que não colocando ninguém no mundo serão mais mães do que as anteriores.
Há uma crueldade atroz entre nós mulheres no que diz respeito ao uso desta palavra. Tantas vezes ouvi "vais conhecer um amor até aqui nunca sentido"... talvez, mas o que sabem elas sobre a forma como amo? Se a vida é o nosso bem precioso e se eu já tinha pessoas na minha pela qual seria capaz de abdicar dele haveria amor maior do que esse? Porque razão insistem em reduzir o amor dos que não têm filhos por comparação com esse suposto amor maior. Se colocar alguém no mundo fosse sempre símbolo de um amor maior não existiam mulheres na cadeia por matricídio, não existiam maus tratos, abandonos e por aí fora. Se estar ligado a um ser por um cordão umbilical fosse sempre sinonimo desse amor maior as atrocidades cometidas por mulheres seriam apenas fruto do delírio de escritor alucinado. Mas não pessoas! Não, pessoas! Existem mulheres que apesar de parirem jamais entenderão a dimensão da palavra mãe.
Eu já era mãe muito antes de o ser. Fui mãe quando embarquei em relações em que achava que conseguiria dar colo, em que acreditava ter o poder de mudar essa pessoa. Fui mãe enquanto me injetava, ao longo dos tratamentos de fertilidade, e em que imaginava o que aquele liquido iria fazer a uma parte de mim... ser mãe é muito mais do que o ato animalesco de colocar cá fora um ser.
E por isso, hoje, mais do que falar sobre as mulheres que irão receber presentes feitos por umas mãozinhas queridas eu opto por referir as que guardam a magoa de lhes ser negado este dia. Àquelas que a sociedade magoa, fere sem dó nem piedade com verdades absolutas ridículas.
O dia de hoje, o dia da mãe, deveria ser dedicado a todas as mulheres cujo coração se passeia fora do corpo por alguém... por qualquer pessoa!
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11/05/2018
9 MESES DE NÓS
Todos os dias são dias de descoberta. E eu descubro mais coisas sobre isto de ser mãe de dois pequeninos em cada momento que partilhamos do que qualquer livro que ousasse ler nesta fase. Porém mais curioso do que eu fazer esta descoberta é assistir à descoberta que cada um faz do outro. Aos 9 meses eles descobriram-se, eles olham-se, eles são cúmplices. Os 9 meses trouxeram a confirmação de que não só nasceram juntos como vivem juntos e irão crescer juntos. Trouxe as gargalhadas cúmplices, o roubar de chuchas constante (ainda que estas sejam diferentes desde o momento do nascimento por escolha própria), o observarem-se vezes sem conta, a procura constante pelo o outro quando um está ausente. Os 9 meses trouxeram a descoberta, que espero eu seja para o resto da vida deles (porque a minha espero que seja mais curta... infelizmente), do companheirismo, da partilha, de um amor de irmãos que eu desconhecia até aqui mas que já imagino.
É verdade, assumo, eu tenho ciúmes dos meus filhos! Tenho ciúmes da possibilidade de existir um código entre eles que ninguém, nem mesmo nós pais, iremos decifrar. Sou filha única e não gosto. Não gosto do peso que acarreta ser única. Não ter ninguém a quem ligar às 3 da manha para desabafar ou simplesmente alguém para quem correr para dar aquele abraço sem palavras (sim tenho amigos que o fazem e sou imensamente grata por isso mas por certo não será o mesmo sentimento... digo eu que nunca o conseguirei comprovar). Dir-me-ão que não são assim todas as relações de irmãos (e eu tenho exemplos muito próximos que o comprovam) bem sei, mas é assim que antevejo a dos meus filhos e será por conquistar esse cenário que lutarei. A vida logo me irá compensar ou penalizar por isso.
Dentro de mim sempre houve o desejo escondido de ter mais do que um filho porém à medida que o tempo ia passando aprendi a gerir as expetativas e a desejar apenas o que a vida tivesse reservado para mim (até o pior dos cenários). Quando soube que estava gravida de gémeos, e mais do que pensar nas dificuldades que isso iria trazer para a nossa vida quotidiana (e que não seriam, não são, poucas) pensei que havia chegado o momento de viver de perto à construção de elos que eu até aqui desconhecia. Tao assustador quanto apaixonante. E com eles nasceram dois medos dentro de mim: estaria eu filha única à altura de tamanha tarefa e seria eu capaz de amar dois seres de igual forma? Se calhar muitos ficarão chocados com esta minha afirmação mas a verdade é que são raríssimos (issimos issimos issimos) os casos de pais que amam os filhos de igual forma (dos que conheço, e alguns demasiado próximos, não é isso acontece). Há uma clara vocação para um ou para outro. Como?? Como é que pode haver tamanha distinção? Tao descabida! Uma coisa é percebermos que aquele ser tem características mais semelhantes a nós e outra é ignorar um em detrimento de outro sem justificação aparente. Como é que se contam historias intermináveis sempre do mesmo filho ignorando por completo o outro? Como?
Estes medos eu sei que me irão perseguir até ao ultimo dos meus dias e espero que estando ciente deles isso me ajude a combate-los.
Mas voltemos ao Francisco e ao Pedro. Têm sido 9 meses de descobertas constantes conforme já partilhei.
O Francisco continua, o físico, aquele que faz as festinhas mais docinhas e queridas. Continua a chorar sempre que a sua comidinha acaba, quer esta seja um iogurte com fruta, um biberão de leite ou um cozido à portuguesa (nada temam, ainda não lhe dei cozido mas temo que no final do primeiro prato iria querer repetir). Entretém-se com qualquer coisa: quer seja um brinquedo, um botão de roupa ou um fecho de um casaco. Tudo é bom para ele passear o seu dedinho indicador vezes sem conta até se cansar. Assusta-se com tudo pobrezinho, qualquer tosse, espirro, sacos plásticos, loiça a bater na cozinha é motivo para um pestanejar mais aflito. É o meu filho feito de mel e chocolate.
O Pedro é o filho destemido. Aquele que se atira de cabeça mesmo que depois seja preguiçoso para colocar as mãos para não se magoar... cai desamparado sem medo do resultado. Continua a esfregar-se em nós sempre que tem soninho. Tem o sorriso tridente (sim, porque já tem 3 dentinhos) mais querido mas apenas os dentinhos de baixo se fazem notar de forma mais nítida. Gosta que lhe falemos à bebezinho e tem cocegas no pescoço e nos pés. Bate palminhas não quando lhe mostramos como se faz mas sempre que terminamos... por vezes fá-lo de madrugada quando os pais estão com a pestana meio cerrada. É o meu filho espelho, aquele que continua cada vez mais parecido comigo e com o meu pai. Aquele que tem um cabeleira farta e que faz a inveja do pai. É o nosso filho que luta contra o sono. Que se recusa a dormir sempre que chega a hora, aquele que exige mais dedicação nessa tarefa. É o nosso filho herói, que está quase a ter alta da sua fisioterapia após 7 meses. O mais lutador perante as adversidades que o seu nascimento lhe trouxe.
Assim foram os 9 meses... que venham os 10 e os seus desafios: o primeiro de todos será a mudança para o quartinho deles e finalmente separem-se para dormir após tantos meses de partilha
30/04/2018
A MÃE E A FIOAPAVIO ESTÃO NA TELEVISÃO... YUPIIIIIIIIIIII
E para quem não teve oportunidade de nos ver, a mim e a uma parte da minha/nossa FIOAPAVIO aqui fica a partir do minuto 11.54... perdoem-me a gaguez e o discurso pouco fluido mas a pessoa não nasceu para estas lides televisivas mas sim para "chafurdar" na cola e nas camurçar nas missangas no recato do atelier.
MUITO OBRIGADA a todo o carinho que me têm feito chegar... eu alimento-me dele e estou de barriguinha cheia (alego que uma parte daquelas bochechas é por vossa culpa e das.... hormonas )
MUITO OBRIGADA a todo o carinho que me têm feito chegar... eu alimento-me dele e estou de barriguinha cheia (alego que uma parte daquelas bochechas é por vossa culpa e das.... hormonas )
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/boa-vida/2018-04-27-Uma-viagem-pela-aldeia-historica-do-Juizo
28/04/2018
EU!
Já fui feita de segurança, de altivez, de alguma arrogância aparente e de certezas inquestionáveis. Já chorei por injustiças, revoltei-me com erros que nunca aceitei cometer e quase morri com palavras que não consegui soltar. Já fui rude, superior e critica, já perdi a cabeça com a ignorância alheia e não tive paciência para explicar o que me parecia obvio.
Fui tudo isto e mais...
O que ficou? Ficou medo, insegurança, a procura constante de ser melhor, a necessidade de dar de forma a retribuir o tanto que a vida me tem dado. Fica a certeza de que não chega, nunca serei suficiente para chegar a todos os que me tocam e a todos os que quero tocar.
Ontem ao ver-me em pleno jornal da noite de uma televisão nacional vi todas as minhas fragilidades. Vi os tiques de nervos que escondem tudo o que insisto em guardar. Vi a voz a fugir-me para não resvalar em lagrimas. Vi todos os erros que tenho cometido com o meu corpo. Vi os defeitos ampliados à escala nacional. Voltei a ter 4 anos e àquele dia em que o meu pai não me levou ao colégio e me deixou com uma auxiliar, e eu me senti frágil e perdida.
Muitos dirão que ainda serão os efeitos de uma gravidez de gémeos, de meses de medicação de tratamentos de fertilidade, outros tantos que são apenas tiques de alguém armado ao pingarelho e outros ainda, os mais queridos, verão simplesmente a sara.
Eu sou verdade e por mais fases que a vida me apresente sou e serei sempre verdade. Sem máscaras nem maquilhagem (tal como ontem), sem repetições nem ensaios. Sou cada vez mais emoção, mais choro, mais frágil, mais delicada... insegura pois isto de viver com a nossa parte mais preciosa fora do corpo trás-nos isto.
Se trocaria o que sou pelo que fui? Jamais! Não trocaria a imagem da pessoa perfeita (ou que achava estar perto disso) pelas estrias, costuras, cicatrizes que a vida me trouxe nos últimos anos. Serei sempre mais feliz questionando-me e procurando as respostas do que vivendo verdades absolutas e inquestionáveis. Não trocava o medo de educar dois seres especiais por uma vida mais desafogada e viajada. Não tem sido um caminho fácil este mas é o que eu escolhi e o que quero percorrer.
A todos os que estão desse lado que chegaram agora, esta é a sara da FIOAPAVIO. E a FIOAPAVIO é isto... eu! Sem filtros para o bem e para o mal... apenas eu! Quem comigo tem percorrido este caminho que começou em 2012 a minha gratidão incomensurável e o desejo de que fiquem por mais uns aninhos, que me continuem a ensinar a ser uma pessoa melhor, sem a procura de perfeiçoes inalcançáveis mas confortável com a minha verdade (mesmo que esta seja muitas vezes um aglomerado de perguntas sem resposta aparente).
Bem-vindos e obrigada!
nota - sim choro muito quando leio algumas mensagens queridas que me enviam
nota 1 - choro mais ainda quando as repetem vezes sem conta
nota 2 - choro muito muito mais quando me fazem acreditar que abdicar de um sonho para vier outro, não é falhar é crescer!
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16/04/2018
A MÃE VAI ONDE MESMO???? TELEVISÃO???
No lar dos mini Ferreira...
Francisco - "o que fazemos aqui?"
Pedro - "Ouvi dizer que a mãe vai aparecer na televisão, deve ser por isso que nos colocaram aqui"
Francisco - "Mas este canal não é o Panda??? A mãe vai ao Panda??!?"
Pedro - "Ouvi dizer que a mãe vai aparecer na televisão, deve ser por isso que nos colocaram aqui"
Francisco - "Mas este canal não é o Panda??? A mãe vai ao Panda??!?"
Não pessoinhas! Já não tenho idade para substituir Sara a pirata e não tenho manchas suficientes na pele para me vestir de Panda (sim a barriga e tudo o resto estão lá). Mas vamos la conversar de forma mais séria...
É verdade! Esta que vos escreve foi gentilmente convidada para receber uma equipa da SIC no aconchego do seu (muito) desarrumado lar no intuito de mostrarem uma parte do meu trabalho dedicado às mulheres mais importantes das nossas vidas - as mães. Numa altura em que repensava o meu trabalho, em que me custa muito não chegar às pessoas por causa dos algoritmos do facebook e por poucos serem aqueles que ainda fazem likes nos posts que se escrevem recebi este convite. Quem me conhece e à historia da FIOAPAVIO sabe que em 2012/2013 (bem lá no inicio) eu já havia sido convidada para ir ao programa das manhas da tvi com a Cristina Ferreira e com o Manuel Luís Goucha e declinei. Foram poucas as pessoas que entenderam as minhas razões mas faria tudo da mesma forma. Estava muito no inicio e não sabia muito bem o que isto ia dar, já tinha uma lista de espera de encomendas pois estava no auge dos meus maxi colares e estávamos no natal e o meu maior medo era não conseguir corresponder às expectativas. Disse não por respeito a todos os que já contavam com o meu trabalho e não disse sim na ansia de querer tudo.
Hoje a realidade é outra, a FIOAPAVIO não é um trabalho a meio tempo, não é uma forma de ganhar um dinheiro extra para as ferias. Isto é o meu trabalho, é com ele que pago as fraldas dos meus filhos, é com ele que pago os meus impostos e por isso mesmo tenho de o tornar visível. Tenho de chegar a mais pessoas. Já não somos dois. Somos quatro!
Quando recebi o convite pensei logo que ia aceitar e só depois pensei "meu deus estou no meu pior em termos de imagem" e eu sei que estou, não por culpa da gravidez gemelar, mas por minha culpa. Tenho colocado tudo à minha frente, tenho permitido que tudo seja uma prioridade em detrimento de mim e do que vejo ao espelho. E eu não gosto. Não gosto mesmo. Mas eu sou agora apenas uma variável pequenina numa equação mais complexa e por isso mesmo, mais uma vez, ficou para trás a vaidade e o orgulho próprio e aceitei o desafio.
O desafio era bom e com pessoas de bem para o bem: produtos para as mães apresentados na rubrica de lifestyle "Boa Vida" integrado no Jornal da noite da sic. O programa será apresentado no dia 27, o fim de semana anterior ao dia da mãe.
Pela primeira vez estou a encarar de frente as minhas imperfeiçoes e logo para uma televisão nacional, só pode melhorar depois disto certo?
11/04/2018
OBRIGADINHA SIM !?!?!? #11
Marquinhas portuguesas (e aqui quase que arriscaria mundiais) que tal pensarem em fazer babetes para baba, assim na loucura... IMPERMEAVEIS!!! Que ideia extraordinária a minha não? É que dos 20 e muitos babetes que moram cá em casa contam-se pelos dedos de uma mão os que dão resposta à função para qual foram criados.
Os triangulares que são os mais giros para usar na vida social nem "umzinho" impermeável... restam os de trazer por casa (sim porque eu jamais arriscaria a sair com eles para a rua dada a sua dimensão e formato) para nos socorrer em várias alturas.
Ass: Mãe de gémeos que se babam muito agradecida por me ouvirem/lerem
02/04/2018
HOJE O MEU CORAÇÃO DERRETEU
E aos 9 meses e uns dias os meus pequeninos partilharam momentos de cumplicidade... sorrisos e gargalhadas contagiosos que irei guardar para sempre no meu coração e na minha memoria.
Hoje o meu coração de mãe de gémeos derreteu mais um pedacinho.
Obrigada Deus e ciência por me concederem esta enorme bênção. Sou imensamente grata!
28/03/2018
OBRIGADINHA SIM !?!?!? #10
Tantos amigos e tantas amigas e nem um... nem "unzinho" nos avisou que o pior cheiro do mundo e arredores vinha do coco da sopa de peixe.
Vou ter pesadelos até que o Sr. alzheimer se apodere de mim!
20/03/2018
8 MESES DE NÓS
Que 8 meses fantásticos!!!!
Desculpem não criar suspense mas é que foram mesmo 8 meses de conquistas várias. Este ultimo mês trouxe tantas novidades à vida dos nossos pequeninos que tenho de escrever tudo para um dia relembrar.
Estão uns verdadeiros reguilas, provocadores, resmungões, impacientes, comilões, gorduchos, queridos e fazem as delicias de todos os que se cruzam com eles (não há dupla mais conhecida no hospital da luz... todos sabem o nome deles, todos perguntam por eles,...). Reconhecem bem os avós e guardam os sorrisos mais melosos para os pais. Continuam a partilhar a mesma caminha sem qualquer problema e sem se acordarem. Adoram o canal Panda e o Disney Júnior mas o que os faz delirar são mesmo os vídeos dos caricas, sara e xana toc toc a tocar em loop no youtube da televisão (sim é verdade e até têm musicas favoritas que lhes arrancam de imediato sorrisos).
O nosso Pedro está a revelar-se mais independente. Já se senta bem e mantem a postura (fruto de meses de fisioterapia) durante muito tempo. Já tem dois dentinhos que transformaram o seu sorriso na coisa mais querida que se pode imaginar (ainda de forma tímida pois são muito pequeninos). Está cada vez mais parecido comigo o que me torna na mãe mais insuportável de todos os tempos no que diz respeito ao pecado mortal - vaidade. Um Pedro que fala pelos cotovelos numa linguagem ainda muito própria e que chega a ser cansativa quando por momentos apenas desejamos 5 segundos de silencio. Um Pedro que tem tanto de reguila como de docinho e que preenche as nossas vidas de uma forma inexplicável.
O nosso Francisco já pouco deixa lembrar o prematuro que nasceu com menos 500 gramas do que o irmão. Está certamente maior do que o Pedro e continua com a sua cabecinha fora de escala (todos dizem que é normal nesta fase os bebes serem cabeçudos mas o nosso pequenino é mesmo cabeçudo pobrezinho... temos sempre Torres Vedras ah ah ah ) bem como a quase ausência de pescoço. É o bebé com o sorriso mais maravilhoso de todos os tempos e agora aprendeu a pestanejar e a colocar a cabecinha de lado o que o torna praticamente mortal ... impossível não derreter. Também já se senta muito bem mas continua a odiar estar de barriga para baixo. Tem tornado a vida do pai infernal no que toca a mudar as fraldas... e eu rio-me de camarote pois consigo-o levar com maior facilidade (lembram-se que este pequenino tem uma certa queda para a mãe nesta fase da vida). É o nosso pequenino maior e é impossível resistir-lhe
Os noves meses estão quase aí e as mudanças vão continuar: a mudança para o quarto deles, a separação de cada um para a sua caminha, a alimentação que vai ficando cada vez mais próxima da nossa,... Tantas aventuras e descobertas que nos esperam e o tempo teima em acelerar. Sem contemplação os dias voam nas nossas vidas e não nos permitem apreciar cada segundo como se fosse o ultimo... precisaríamos de outra vida para assimilar o tanto que a vida nos tem dado desde que esta dupla entrou nas nossas vidas.
Os nossos pequeninos não são os mais bonitos do mundo mas são o nosso mundo e sem eles já nada valeria a pena...
Desculpem não criar suspense mas é que foram mesmo 8 meses de conquistas várias. Este ultimo mês trouxe tantas novidades à vida dos nossos pequeninos que tenho de escrever tudo para um dia relembrar.
Estão uns verdadeiros reguilas, provocadores, resmungões, impacientes, comilões, gorduchos, queridos e fazem as delicias de todos os que se cruzam com eles (não há dupla mais conhecida no hospital da luz... todos sabem o nome deles, todos perguntam por eles,...). Reconhecem bem os avós e guardam os sorrisos mais melosos para os pais. Continuam a partilhar a mesma caminha sem qualquer problema e sem se acordarem. Adoram o canal Panda e o Disney Júnior mas o que os faz delirar são mesmo os vídeos dos caricas, sara e xana toc toc a tocar em loop no youtube da televisão (sim é verdade e até têm musicas favoritas que lhes arrancam de imediato sorrisos).
O nosso Pedro está a revelar-se mais independente. Já se senta bem e mantem a postura (fruto de meses de fisioterapia) durante muito tempo. Já tem dois dentinhos que transformaram o seu sorriso na coisa mais querida que se pode imaginar (ainda de forma tímida pois são muito pequeninos). Está cada vez mais parecido comigo o que me torna na mãe mais insuportável de todos os tempos no que diz respeito ao pecado mortal - vaidade. Um Pedro que fala pelos cotovelos numa linguagem ainda muito própria e que chega a ser cansativa quando por momentos apenas desejamos 5 segundos de silencio. Um Pedro que tem tanto de reguila como de docinho e que preenche as nossas vidas de uma forma inexplicável.
O nosso Francisco já pouco deixa lembrar o prematuro que nasceu com menos 500 gramas do que o irmão. Está certamente maior do que o Pedro e continua com a sua cabecinha fora de escala (todos dizem que é normal nesta fase os bebes serem cabeçudos mas o nosso pequenino é mesmo cabeçudo pobrezinho... temos sempre Torres Vedras ah ah ah ) bem como a quase ausência de pescoço. É o bebé com o sorriso mais maravilhoso de todos os tempos e agora aprendeu a pestanejar e a colocar a cabecinha de lado o que o torna praticamente mortal ... impossível não derreter. Também já se senta muito bem mas continua a odiar estar de barriga para baixo. Tem tornado a vida do pai infernal no que toca a mudar as fraldas... e eu rio-me de camarote pois consigo-o levar com maior facilidade (lembram-se que este pequenino tem uma certa queda para a mãe nesta fase da vida). É o nosso pequenino maior e é impossível resistir-lhe
Os noves meses estão quase aí e as mudanças vão continuar: a mudança para o quarto deles, a separação de cada um para a sua caminha, a alimentação que vai ficando cada vez mais próxima da nossa,... Tantas aventuras e descobertas que nos esperam e o tempo teima em acelerar. Sem contemplação os dias voam nas nossas vidas e não nos permitem apreciar cada segundo como se fosse o ultimo... precisaríamos de outra vida para assimilar o tanto que a vida nos tem dado desde que esta dupla entrou nas nossas vidas.
Os nossos pequeninos não são os mais bonitos do mundo mas são o nosso mundo e sem eles já nada valeria a pena...
19/03/2018
ÉS O NOSSO SUPER HERO
Há um ano atrás viveste este dia de forma quase irrealista. Existiam umas imagens do planeta útero e a certeza de que o que mostravam iria transformar a tua (nossa) vida de forma irreversível.
Este ano é diferente. Este ano apesar das fraldas para mudar, das noites mais curtas e dos biberons que se fazem durante a madrugada, tens os sorrisos dos seres mais queridos e que te amam de uma forma que eles não saberão descrever (mesmo quando aprenderem a falar). Este ano tens o olhar docinho do Francisco, da sua mãozinha que se passeia pela tua barba como se fosse o sitio mais macio e agradável para se estar, tens os seus dedinhos a beliscarem-te as mãos e o rosto como que a dizer "Gosto de ti pai". Tens o Pedro que te olha de uma forma única e incomparável (até nisso é parecido com mãe na sua paixão por ti), tens os seus dentinhos queridos que se não se mostram mas que se imaginam sempre que ele sorri para ti, tens a sua voz docinha que quer dizer-te qualquer coisa que não sabemos o que será mas que ao longo da vida te irá surpreender certamente.
Há um ano atrás apenas poderia imaginar o pai que serias para a nossa dupla querida... este ano sei que és o melhor companheiro de viagem que poderia ter escolhido. És a certeza de que a vida muitas vezes nos oferece segundas, terceiras e até quartas oportunidades... apenas temos de ter a ousadia de as agarrar como eu me agarrei a ti.
Esta viagem vai ser longa, algumas vezes penosa, muitas vezes cansativa, outras tantas ridiculamente engraçada mas tenho a certeza de que ao teu lado nós os 3 ficamos completos e, ao teu lado, iremos caminhar de olhos fechados se a vida assim nos pedir.
Obrigada meu/nosso mais do que tudo.
Feliz dia do PAI!
12/03/2018
IKEA E FESTIVAL DA CANÇÃO DE BRAÇO DADO
Aquele momento em que te passeias pelo IKEA de Alfragide e estás alegremente a trautear a musica que ecoa nos corredores mas só passado algum tempo é que percebes que a musica é a que ganhou o Festival da canção ...
nota- na voz daquela miúda até a dosagem dos medicamentos parece musica
09/03/2018
ALGUÉM ACORDOU DIFERENTE...
E no dia 8 de Março de 2018 o meu filho Pedro passou a estar integrado nas pessoas que têm de se preocupar com a sua dentição... nasceu o primeiro dentinho ao meu pequenino!
07/03/2018
VERO - a aplicaçao que nao sendo nova é uma NOVIDADE
Pois é lá diz o povo que "longe da vida longe do coração" e assim é de facto. Parece que esta "nova" rede social VERO não é assim tao nova pois já foi lançada em 2015 mas só agora está a chegar às massas.
Confesso que apenas acordei para esta realidade através de um amiga e fui espreitar... ao ler mais sobre ela fiquei cada vez mais curiosa pois há coisas no facebook e, acima de tudo, no instagram (que é a minha aplicação favorita confesso) que me começam a desiludir. O que irrita não conseguir ver os posts das pessoas que sigo pela ordem cronológica da sua publicação e ficar à mercê de algoritmos e afins. Ou ser sujeita a publicidade de artigos ou serviços que outros acham que me podem interessar. Não amigos não é por aí... pelo menos para esta que vos escreve. Ao que parece a VERO tem como principais argumentos não se basear num algoritmo e ao mesmo tempo garantir que as atualizações dos nossos 'amigos' apareçam pela ordem cronológica em que foram publicadas bem como não ter publicidade (yupiiiiiiii). Esta aplicação permite ainda, além de fotografias, partilhar conteúdos como ligações, escolhas de músicas, filmes e programas de televisão. Permite também "catalogar" os nossos amigos de acordo com a nossa relação com eles, tal como já acontece com o Facebook.
Dizem as más línguas que esta aplicação é grátis para o primeiro milhão de utilizadores e depois disso será cobrada uma mensalidade ou anuidade a quem lhe quiser aceder mais tarde... na duvida adiram.
A FIOAPAVIO já anda por lá... procurem-me e vamos construir uma rede social verdadeiramente social e verdadeira onde NÓS é que escolhemos o que ver!
Dizem as más línguas que esta aplicação é grátis para o primeiro milhão de utilizadores e depois disso será cobrada uma mensalidade ou anuidade a quem lhe quiser aceder mais tarde... na duvida adiram.
A FIOAPAVIO já anda por lá... procurem-me e vamos construir uma rede social verdadeiramente social e verdadeira onde NÓS é que escolhemos o que ver!
28/02/2018
A NOSSA MÃE ENLOUQUECEU #1
Momento insólito do dia: estar aflitinha para ir fazer xixi (desculpem mas não há outra forma delicada de o descrever) e tentar baixar uns jeans como se fossem uns jeggins
24/02/2018
COERÊNCIA PROCURA-SE EM BLOGGERS E BLOGS
Conseguiram ler as letras mais pequeninas??? Pois, esqueçam!!! Então percebem agora a minha dificuldade em entender como é que se vendem livros a apregoar coisas que não se colocam em pratica. Como é que se alimentam blogues com "zilioes" de seguidores com imagens/palavras "roubadas" a outros. Ou percebem, ainda, como é que tenho dificuldade em aceitar criaturas adultas que não têm humildade para reconhecer "mudei pessoas e agora vai passar a ser assim..." e insistem em vender uma imagem que já não é a sua para não perderem seguidores.
Assim vai a blogosfera pobrezinha do Portugal dos cada vez mais pequeninos!
23/02/2018
BOA TARDE, É DO JULIO DE MATOS??? SOU A SARA E VOU A CAMINHO...
Ultimo dia do ano, 31 de Dezembro, decido fazer uns olhos esfumados para por fim ao ano de 2017. Depois de terminar, e apesar de estarem ao meu gosto, achei que era um bocadinho too much para quem iria ficar em casa e para quem tem dois filhos pequeninos e iria correr o risco destes não a reconhecerem. Decido retirar a maquilhagem com...
... acetona!!! Tenho em minha defesa que os dois frascos são extremamente parecidos! Júlio de matos aqui vou eu...
21/02/2018
PLAGIOCEFALIA E BRAQUICEFALIA - PALAVRÕES A COMBATER
Já aqui falei anteriormente do problema do nosso guerreiro Pedro. Desde os dois meses que a pediatra, muito atenta o reencaminhou para a fisioterapia de forma a combater um torciolo e uma hipotomia axial acentuada. Paralelamente a isto o Pedro tinha ainda uma PLAGIOCEFALIA E BRAQUICEFALIA claras. Ambos os palavrões são muito comuns em bebes prematuros (porque é nas ultimas semanas de gravidez que o crânio fortalece), em gémeos (porque dentro do útero não havendo muito espaço ficam muito restringidos) e em cesarianas pois não passam pelo canal vaginal onde os ossinhos do crânio ficam todos alinhadinhos. Ora o nosso Pedro é fruto de tudo isto que acabei de escrever logo... estranho seria se nenhum dos nossos pequeninos não se cruzasse com um destes palavrões.
Para elucidar um pouco a quem está a ler o que é a plagiocefalia e a braquicefalia aqui fica uma explicação simples e sem grande pretensiosismo:
Plagiocefalia – este é o tipo mais comum e ocorre quando a cabeça é achatada de um lado, fazendo com que pareça assimétrica e distorcida. Por exemplo, as orelhas pode estar desalinhadas e quando visto de cima da cabeça, essa diferença é inequívoca.
Braquicefalia – isto é, quando a parte de trás da cabeça se torna achatada,.
Para acompanhar a plagiocefalia e a braquicefalia escolhemos aos 3 meses a Dra Paula Rodeia (conforme já tive oportunidade de escrever) e é ela que tem seguido os nossos pequenitos.
Ora na consulta dos 4 meses foi detetado no Pedro um desvio de 12mms de uma orelhinha para outra (olhando de cima) o que justiçaria o uso terapêutico de capacete. Porém, e dada a sua tenra idade, foi decidido pela equipa medica e por nós pais que iriamos aplicar outras medidas (como mais tummy time, andar mais de mochila, continuar a dormir com a sua mimos, e cada vez menos tempo em cadeiras que obriguem a ter a cabecinha encostada) e esperar por nova analise passado um mês. De notar que a assimetria do Pedro é apenas das orelhinhas para trás e não identificada quando olhamos para ele de frente.
Passou um mês e aos 5 meses o Pedro tinha passado de 12mm para 8mm de diferença o que nos dava esperança de que estávamos no caminho certo e que o capacete não seria uma realidade (alerto para o facto de não me chocar nada o uso do capacete, mas apenas em casos estritamente necessários) e perante isto decidimos, mais uma vez, aguardar.
Na consulta dos 6 meses a realidade foi mais dura e o Pedro tinha passado de 8 para 10mm, a sua cabecinha tinha crescido e aumentado a diferença anterior. Confesso que não estávamos preparados para o retrocesso e ainda menos ao que a Dra. Paula tinha para nós : "colocamos capacete daqui a 15 dias". Mas como? Se num mês tivemos uma evolução positiva e no outro um negativo não seria expectável que esperássemos outro mês para de alguma forma perceber qual a tendência? Saímos da consulta com a certeza de que teríamos de procurar novas opiniões (ou a mesma) de outros técnicos de saúde de forma a tomar uma decisão bem fundamentada e que deixasse o nosso coração mais apaziguado. E assim fizemos. Disparámos literalmente para todos os lados e colocámos os nossos amigos no terreno de forma a encontrar respostas para o nosso Pedrinho.
As Anas foram uns anjos (mais uma vez) que caíram nas nossas vidas e logo conseguiram uma consulta com o chefe de cirurgia do Hospital da Estefânia, o neurocirurgião Dr.. Mário Matos. A nossa terapeuta aconselhou-nos um osteopata fantástico com crianças da clinica Kinetic, o Gonçalo. Uma amiga da minha mãe conseguiu-nos uma consulta com a neurocirurgiã Dra. Cláudia Faria do hospital de santa maria (que fora o braço direito do Dr. João Lobo Antunes recentemente falecido). E a minha prima conseguiu-nos uma consulta de urgência com o neuro pediatra Dr. Nuno Lobo Antunes. Depois de tudo isto sentimos que estávamos a fazer a nossa parte e que tínhamos na mesa técnicos e especialidades que nos iriam ajudar a tomar a decisão mais acertada.
(continua)
Nota- infelizmente eu sei que muitas das pessoas não terão a mesma facilidade que nós tivemos em marcar com tantos técnicos credenciados e com créditos dados em tao pouco tempo. Infelizmente o sistema nacional de saúde não se compadece com urgências deste tipo e por isso foi graças à nossa cadeia de amigos que o conseguimos. E como a gratidão é memoria do coração nós somos imensamente gratos a todos.
Passou um mês e aos 5 meses o Pedro tinha passado de 12mm para 8mm de diferença o que nos dava esperança de que estávamos no caminho certo e que o capacete não seria uma realidade (alerto para o facto de não me chocar nada o uso do capacete, mas apenas em casos estritamente necessários) e perante isto decidimos, mais uma vez, aguardar.
Na consulta dos 6 meses a realidade foi mais dura e o Pedro tinha passado de 8 para 10mm, a sua cabecinha tinha crescido e aumentado a diferença anterior. Confesso que não estávamos preparados para o retrocesso e ainda menos ao que a Dra. Paula tinha para nós : "colocamos capacete daqui a 15 dias". Mas como? Se num mês tivemos uma evolução positiva e no outro um negativo não seria expectável que esperássemos outro mês para de alguma forma perceber qual a tendência? Saímos da consulta com a certeza de que teríamos de procurar novas opiniões (ou a mesma) de outros técnicos de saúde de forma a tomar uma decisão bem fundamentada e que deixasse o nosso coração mais apaziguado. E assim fizemos. Disparámos literalmente para todos os lados e colocámos os nossos amigos no terreno de forma a encontrar respostas para o nosso Pedrinho.
As Anas foram uns anjos (mais uma vez) que caíram nas nossas vidas e logo conseguiram uma consulta com o chefe de cirurgia do Hospital da Estefânia, o neurocirurgião Dr.. Mário Matos. A nossa terapeuta aconselhou-nos um osteopata fantástico com crianças da clinica Kinetic, o Gonçalo. Uma amiga da minha mãe conseguiu-nos uma consulta com a neurocirurgiã Dra. Cláudia Faria do hospital de santa maria (que fora o braço direito do Dr. João Lobo Antunes recentemente falecido). E a minha prima conseguiu-nos uma consulta de urgência com o neuro pediatra Dr. Nuno Lobo Antunes. Depois de tudo isto sentimos que estávamos a fazer a nossa parte e que tínhamos na mesa técnicos e especialidades que nos iriam ajudar a tomar a decisão mais acertada.
(continua)
Nota- infelizmente eu sei que muitas das pessoas não terão a mesma facilidade que nós tivemos em marcar com tantos técnicos credenciados e com créditos dados em tao pouco tempo. Infelizmente o sistema nacional de saúde não se compadece com urgências deste tipo e por isso foi graças à nossa cadeia de amigos que o conseguimos. E como a gratidão é memoria do coração nós somos imensamente gratos a todos.
19/02/2018
DIÁLOGOS #19
Em casa dos Ferreira, numa qualquer madrugada das nossas vidas, um silencio ensurdecedor. Acordei para ir fazer xixi (não há uma forma elegante de dizer isto por isso esta é a que me parece mais fofinha) e apenas com aquela luz de vigília muito ténue que existe no nosso quarto desde que o dividimos com o Francisco e com o Pedro caminho com a convicção de quem gosta de caminhar no escuro mas sem querer acordar ninguém. Por milímetros toco na comoda e penso "já está!". Rapidamente tento equilibrar com todas as partes do meu corpo (sejam criativos e nariz, joelhos e afins também são validos) a nossa frase esculpida em madeira, uma nossa senhora e duas andorinhas queridas. Nisto ao fundo oiço uma voz: "O que estás a fazer Sara?". Passaram-me pela cabeça coisas como "estou a treinar para os jogos olímpicos" ou "a treinar para entrar no Chapitô" mas o meu bom senso levou-me a grunhir apenas um "NADA!"
E assim vai a vidinha na casa dos Ferreira. Atribulada!
18/02/2018
7 MESES DE NÓS
E é o maior dos clichés da maternidade mas também o mais cruel... o tempo realmente passa muito depressa. Não se consegue absorver todas as conquistas, todas as descobertas dos nossos pequeninos e então com dois esse é um desafio ainda mais difícil. Resta-me escrever para que fique para memoria futura...
Olhar para o Pedro é ver-me. É ver o avô luís. É ver o bisavô Luís que nunca conheci. É sem duvida o mais parecido comigo de aspeto e isso leva-me a pensar numa questão que a Dra. Ana (psicóloga da AVA clinica que nos acompanhou) nos colocou "a carga genética é importante para vocês?". Só agora percebi a dimensão desta pergunta. Só agora é que penso como seria se o meu bebe não trouxesse este legado que agora reconheço no Pedro. Na altura ambos dissemos que não era importante mas a verdade é que agora que estamos confrontados com dois seres maravilhosos buscamos neles pedacinhos de nós, bocadinhos de pessoas que amamos e rejubilamos sempre que reconhecemos neles coisas "nossas". Mas regressemos ao Pedro até na paixão pelo pai é parecido comigo.É vê-lo derreter mal o pai chega ou olha para ele. Cheira-me que vou ter de marcar bem o meu território senão fico órfã de filho mais velho (estou a brincar como é obvio). Foi o primeiro a chuchar no dedo do pé, e quem diria logo ele que era o menos mexido (obrigada querida Rita por ser a fisioterapeuta mais querida e profissional do hospital da luz, perdoem-me todas as outras) agora é vê-lo seguras nos dois pezinhos com uma destreza enorme e a balançar como se fosse uma folha de papel ao vento. Longe vão os tempos em que deixavas cair a tua cabecinha e com ela caiam as minhas lagrimas por não te conseguir ajudar. Estes 7 meses trouxeram um Pedro reguila, que vira e revira com ansia de tocar em tudo e descobrir tudo. Tudo lhe serve para colocar em pratica o contorcionismo que adquiriu na fisioterapia. Bebe água a medo pois não lhe acha grande piada, chupa o pão e comeu a sua primeira metade de uma bolachinha. Conversa muito e anda enraivecido com os dentes que ainda não tem. Tantas evoluções neste filho querido que apenas peço ao tempo que abrande, que se consuma de forma mais lenta para absorver tudo isto.
O Francisco é a curiosidade em estado bruto. O mais observador dos dois. Olha para tudo com fome de conhecimento. Abre muitos os olhinhos, abre os braços, estica-os e grita um "éeeeeee" que representa um quero ver, quero tocar, quero saber o que é... é dos dois o mais físico. Gosta de nos tocar. Faz festinhas (ainda que sob a forma de beliscões muitas vezes), toca-nos quando bebe o leitinho, toca-nos quando está ao nosso colinho. Adora passar a mãozinha pequenina pela barba do pai (o buço da mãe não lhe interessa nada ah ah ah ) e continua a dar as gargalhadas mais contagiantes que conheço. É impaciente e tem lutas infindáveis com o seu coelhinho na hora do deitar. Usa o seu dedinho indicador para tocar naquele pormenor que quase ninguém vê mas que desperta a sua curiosidade de quem está a descobrir o mundo. E se o Pedro se ilumina quando vê o pai, o Francisco fá-lo quando me vê. Tem guardado para mim o olhar mais meloso e doce que alguma vez saboreei (esqueçam os babetes porque a baba desta mãe não tem fim), o sorriso mais rasgado e sonoro que os meus olhos e ouvidos já experienciaram. Tantas reguilices que este pequenino nos faz mas tao maravilhosas. E desconfio que será o mais parecido comigo em termos de feitio pois tao depressa é docinho como o mais fofo dos algodoes doces como é bruto como um trator agrícola. E é dado a um belo dramatismo regado pela sua lagrima facil
Os meus filhos não são os mais bonitos e os mais perfeitos e mais mi mi mi do mundo como muitos pais gostam de gritar aos sete ventos mas são certamente o tudo do MEU mundo. Que venham os 8 meses... estamos preparados!
Olhar para o Pedro é ver-me. É ver o avô luís. É ver o bisavô Luís que nunca conheci. É sem duvida o mais parecido comigo de aspeto e isso leva-me a pensar numa questão que a Dra. Ana (psicóloga da AVA clinica que nos acompanhou) nos colocou "a carga genética é importante para vocês?". Só agora percebi a dimensão desta pergunta. Só agora é que penso como seria se o meu bebe não trouxesse este legado que agora reconheço no Pedro. Na altura ambos dissemos que não era importante mas a verdade é que agora que estamos confrontados com dois seres maravilhosos buscamos neles pedacinhos de nós, bocadinhos de pessoas que amamos e rejubilamos sempre que reconhecemos neles coisas "nossas". Mas regressemos ao Pedro até na paixão pelo pai é parecido comigo.É vê-lo derreter mal o pai chega ou olha para ele. Cheira-me que vou ter de marcar bem o meu território senão fico órfã de filho mais velho (estou a brincar como é obvio). Foi o primeiro a chuchar no dedo do pé, e quem diria logo ele que era o menos mexido (obrigada querida Rita por ser a fisioterapeuta mais querida e profissional do hospital da luz, perdoem-me todas as outras) agora é vê-lo seguras nos dois pezinhos com uma destreza enorme e a balançar como se fosse uma folha de papel ao vento. Longe vão os tempos em que deixavas cair a tua cabecinha e com ela caiam as minhas lagrimas por não te conseguir ajudar. Estes 7 meses trouxeram um Pedro reguila, que vira e revira com ansia de tocar em tudo e descobrir tudo. Tudo lhe serve para colocar em pratica o contorcionismo que adquiriu na fisioterapia. Bebe água a medo pois não lhe acha grande piada, chupa o pão e comeu a sua primeira metade de uma bolachinha. Conversa muito e anda enraivecido com os dentes que ainda não tem. Tantas evoluções neste filho querido que apenas peço ao tempo que abrande, que se consuma de forma mais lenta para absorver tudo isto.
O Francisco é a curiosidade em estado bruto. O mais observador dos dois. Olha para tudo com fome de conhecimento. Abre muitos os olhinhos, abre os braços, estica-os e grita um "éeeeeee" que representa um quero ver, quero tocar, quero saber o que é... é dos dois o mais físico. Gosta de nos tocar. Faz festinhas (ainda que sob a forma de beliscões muitas vezes), toca-nos quando bebe o leitinho, toca-nos quando está ao nosso colinho. Adora passar a mãozinha pequenina pela barba do pai (o buço da mãe não lhe interessa nada ah ah ah ) e continua a dar as gargalhadas mais contagiantes que conheço. É impaciente e tem lutas infindáveis com o seu coelhinho na hora do deitar. Usa o seu dedinho indicador para tocar naquele pormenor que quase ninguém vê mas que desperta a sua curiosidade de quem está a descobrir o mundo. E se o Pedro se ilumina quando vê o pai, o Francisco fá-lo quando me vê. Tem guardado para mim o olhar mais meloso e doce que alguma vez saboreei (esqueçam os babetes porque a baba desta mãe não tem fim), o sorriso mais rasgado e sonoro que os meus olhos e ouvidos já experienciaram. Tantas reguilices que este pequenino nos faz mas tao maravilhosas. E desconfio que será o mais parecido comigo em termos de feitio pois tao depressa é docinho como o mais fofo dos algodoes doces como é bruto como um trator agrícola. E é dado a um belo dramatismo regado pela sua lagrima facil
Os meus filhos não são os mais bonitos e os mais perfeitos e mais mi mi mi do mundo como muitos pais gostam de gritar aos sete ventos mas são certamente o tudo do MEU mundo. Que venham os 8 meses... estamos preparados!
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